Retirada de medicação pode ser uma opção para um grupo selecionado de pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente

Guilherme Sciascia do Olival Vitor Breseghello Cavenaghi Vitor Serafim Rodrigo Barbosa Thomaz Charles Peter Tilbery Sobre os autores

Esse artigo descreve a evolução clínica e radiológica de um grupo de pacientes com esclerose múltipla estável, forma recorrente-remitente, nos quais foi retirada a terapia modificadora da doença (DMT). Quarenta pacientes, que faziam uso contínuo de um imunomodulador e permaneceram livres da doença pelo menos por 5 anos, tiveram sua DMT retirada e foram observados de 13 a 86 meses. Dos pacientes seguidos, 4 (10%) apresentaram novos surtos. Além destes, 2 (5%) pacientes apresentavam novas lesões na ressonância magnética, sem sintomas clínicos. Apesar destes resultados, a retirada da medicação é uma decisão difícil, requer análise cuidadosa e não deve ser considerada como sinônimo de suspender o tratamento, já que estes pacientes devem ser avaliados periodicamente e o uso de imunomoduladores tem de ser prontamente reiniciado no caso do aparecimento de novos surtos. Não obstante, a retirada do medicamento é uma opção para um grupo selecionado de pacientes.

esclerose múltipla; terapêutica; esclerose múltipla remitente-recorrente


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