Anticorpos antiparasitários ocorrem com frequência semelhante em pacientes com esclerose múltipla quando há e quando não há bandas oligoclonais no líquido cefalorraquidiano

Fabiana Cruz Gomes da Fonseca-Papavero Dagoberto Callegaro Paulo Diniz da Gama José Antonio Livramento Adelaide José Vaz Luís dos Ramos Machado Sobre os autores

A "hipótese da higiene" postula haver relação inversamente proporcional entre a prevalência de infecções por parasitas e a frequência da esclerose múltipla (EM). Objetivo: Foi verificar se em pacientes com EM aparecem anticorpos antiparasitários mais frequentemente no grupo com bandas oligoclonais (BOC) do que no grupo sem BOC. Métodos: Foram estudadas amostras de sangue de 164 pacientes previamente analisadas para investigar BOC. Foi feita eletroforese unidimensional de proteínas em gel de poliacrilamida contra antígenos de Taenia para pesquisa de anticorpos específicos de baixo peso molecular e também de anticorpos inespecíficos de alto peso molecular. Resultados: Dois dos 103 pacientes em que não havia BOC apresentaram anticorpos de baixo peso molecular, e 59 apresentaram anticorpos de alto peso molecular. Dos 61 pacientes em que não havia BOC, um apresentou anticorpos de baixo peso molecular e 16, anticorpos de alto peso molecular. Conclusão: Anticorpos antiparasitários foram detectados com frequência semelhante em doentes com EM independentemente da presença ou não de BOC.

hipótese da higiene; esclerose múltipla; bandas oligoclonais; antígenos de Taenia ; anticorpos antiparasitários


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