The effect of multiple sclerosis on the professional life of a group of Brazilian patients

O efeito da esclerose múltipla na vida profissional de um grupo de pacientes brasileiros

Yára Dadalti Fragoso Alessandro Finkelsztejn Maria Cristina B. Giacomo Liliana Russo Wesley Soares Cruz Sobre os autores

OBJETIVO: Avaliar o impacto da esclerose múltipla (EM) na vida profissional de pacientes brasileiros. MÉTODO: Cem pacientes com EM foram aleatoriamente selecionados da base de dados da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM). Uma entrevista individual por telefone foi realizada por um membro da ABEM que obteve dados sobre a condição clínica e a vida educacional e profissional dos pacientes. RESULTADOS: Dados completos foram obtidos de 96 pacientes (27 homens, 69 mulheres; idade 55,0±14,1 anos com um tempo médio de doença de 4,6±4,0 anos). Oitenta por cento deles tinham onze ou mais anos de estudo. Do grupo total, 66% não apresentavam limitações para deambular. Quanto maior o tempo de doença e quanto mais velho o paciente, maior a chance que estivesse aposentado ou recebendo auxílio financeiro por afastamento. No entanto, mesmo os pacientes com menos de cinco anos de EM tinham um índice de ausência da força de trabalho de 47,7%. Fadiga, parestesias, alterações cognitivas e dor foram frequentemente citadas como causas para não estar trabalhando. CONCLUSÃO: Pacientes com EM têm um alto índice de desemprego, aposentadoria e afastamento do trabalho apesar da alta escolaridade. Idade, duração da doença e incapacidade influenciaram estes achados. No entanto, estes resultados se mantiveram mesmo em pacientes mais jovens com menor tempo de doença e pouca incapacidade.

esclerose múltipla; trabalho; absenteísmo; economia


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