A execução da marcha não é afetada pela atenção dividida em pacientes com esclerose múltipla sem incapacidade, mas existe um comprometimento do planejamento motor

Leandro Alberto Calazans Nogueira Luciano Teixeira dos Santos Pollyane Galinari Sabino Regina Maria Papais Alvarenga Luiz Claudio Santos Thuler Sobre os autores

O objetivo do estudo foi analisar a influência cognitiva na caminhada de pacientes com esclerose múltipla (EM) sem incapacidade clínica. Foi conduzido um estudo caso-controle com 12 pacientes com EM sem incapacidade com 12 pessoas saudáveis como controles pareados. Os sujeitos fizeram um teste de caminhada de 10 metros , acompanhado de análise cinemática 3D, e foram orientados a caminhar em velocidade confortável, realizando dupla-tarefa (tarefa aritmética), e o planejamento motor foi medido pela cronometria mental. Os valores de velocidade da caminhada e da cadência não evidenciaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos nas três condições. A condição de dupla-tarefa demonstrou um aumento na duração do duplo apoio em ambos os grupos. A imagética motora evidenciou diferenças estatisticamente significativas entre a caminhada real e a imaginada nos pacientes com EM. Pacientes com EM sem incapacidade não apresentaram influência da atenção dividida na execução da caminhada. Entretanto, o planejamento motor esteve superestimado.

comprometimento cognitivo leve; esclerose múltipla; caminhada


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