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Altas doses de carbamazepina para epilepsia parcial refratária

Foram analisados 48 pacientes epilépticos com crises parciais que faziam uso de carbamazepina (CBZ) em doses iguais ou superiores a 1200 mg por dia. Trinta e três estavam em monoterapia e 15 em politerapia. As outras medicações foram mantidas constantes durante a manipulação da dose de CBZ nos pacientes em politerapia. O critério utilizado para o aumento da dose de CBZ foi a falta de controle clínico e a ausência de efeitos colaterais (independente da dosagem sérica). A dose máxima variou de 1200 a 1900 mg/dia (1200 mg, n=18; 1300 mg/dia, n=1; 1400 mg/dia, n=7; 1600 mg/dia, n=9; 1700 mg/dia, n=4; 1800 mg/dia, n=8 ; 1900 mg/dia, n=1). Dosagens séricas de anticonvulsivantes eram utilizadas no sentido de confirmar a aderência ao tratamento. A média das dosagens disponíveis foi de 9,6 ug/mL. O tempo de seguimento variou de 3 a 96 meses (M=25,6). Houve controle das crises em 7 (14,48 %) pacientes com 1200 mg/dia e em 2 (4, 16 %) pacientes com 1400 mg/dia. Trinta e nove pacientes nao obtiveram controle (81,21%). Dez pacientes (20,81 %) mostraram sinais de intoxicação. Quando doses de CBZ até 1400 mg não são eficazes, doses mais altas da droga são frequentemente incapazes de controlar as crises epilépticas. Nesta situação, a chance de intoxicação aumenta significativamente sem que haja beneficios para o paciente.

epilepsia; carbamazepina; efeitos colaterais; eficacia


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