Ramo temporal do nervo facial: um estudo normativo da condução nervosa

O ramo temporal do nervo facial é particularmente vulnerável a lesões traumáticas nos procedimentos cirúrgicos. Também pode ser acometido em várias condições clínicas. Estudos eletrodiagnósticos podem acrescentar informações quanto ao tipo e severidade das lesões. A pesquisa visa aperfeiçoar técnica eletrofisiológica para avaliação específica daquele ramo. MÉTODO: Voluntários (n=115) foram submetidos a estimulação eletroneurográfica em dois pontos, nas duas hemifaces. Estímulo distal na têmpora, estímulo proximal na região retroauricular. Foram registradas distâncias dos pontos de estímulo até pontos anatômicos da face; assim como variáveis relacionadas com o potencial de ação resultante. RESULTADOS: Houve grande variabilidade nas amplitudes, porém a diferença entre as hemifaces não foi significativa. Valores de referência propostos foram: amplitude (A) >0.4mV, latência motora distal (LMD) <3.9ms e velocidade de condução (VCN) >40m/s. Variabilidade aceitável entre os lados: LMD e A <60% e VCN <20%. CONCLUSÃO: Este estudo pode ser a ferramenta inicial para aplicações futuras no diagnóstico e seguimento de pacientes com lesões no ramo temporal.

eletrodiagnóstico; nervo facial; paralisia facial; condução nervosa


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