Tratamento com Natalizumabe para esclerose múltipla: atualizações e considerações para um tratamento mais seguro em pacientes positivos para o VJC

Luiz Henrique da Silva Nali Lenira Moraes Maria Cristina Domingues Fink Dagoberto Callegaro Camila Malta Romano Augusto Cesar Penalva de Oliveira Sobre os autores

Natalizumabe é atualmente uma das melhores opções para o tratamento de pacientes com Esclerose Múltipla que não respondem aos tratamentos tradicionais. No entanto, o seu uso prolongado, o uso de terapia imunossupressora prévia e o status sorológico antivírus JC têm sido associados com o risco aumentado de desenvolvimento de Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LEMP). A avaliação destas condições tem sido utilizada para estimar os riscos do desenvolvimento de LEMP nestes pacientes, e abordagens distintas (por vezes extremas) são empregadas para evitar o aparecimento dessa patologia. Atualmente, o grande desafio está em obter um equilíbrio entre os riscos e os benefícios do tratamento com Natalizumabe. Assim, é crucial desenvolver estratégias para monitorar pacientes portadores do vírus JC sob tratamento com Natalizumabe. A título de ilustração, pesquisamos o vírus no sangue e na urina de um paciente sob tratamento durante 12 meses. Também discutimos a eficácia dos métodos atualmente utilizados para avaliação de riscos e as implicações reais de reativação viral.

esclerose múltipla; Natalizumabe; vírus JC; leucoencefalopatia multifocal progressiva; viruria


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