Hiper-intensidades de substância branca, função executiva e desempenho cognitivo global no comprometimento cognitivo leve vascular

Felipe Kenji Sudo Carlos Eduardo Oliveira Alves Gilberto Sousa Alves Letice Ericeira-Valente Chan Tiel Denise Madeira Moreira Jerson Laks Eliasz Engelhardt Sobre os autores

Comprometimento cognitivo leve vascular (CCLV) representa um estágio sintomático precoce do comprometimento cognitivo vascular e associa-se à disfunção fronto-executiva.

Métodos

Vinte e seis indivíduos (idade: 73,11±7,90 anos; 65,4% mulheres; escolaridade: 9,84±3,61 anos) foram selecionados por meio de avaliação cognitiva e neuroimagem. Os dados clínicos e de neuroimagem do grupo CCLV (n=15) foram comparados com controles normais (CN; n=11) e correlacionados com a escala de Fazekas.

Resultados

CCLV apresentaram piores desempenhos que CN no Trail-Making Test (TMT) B, erros no TMT B, diferença TMT B-A e pontuação final do Cambridge Cognitive Examination (CAMCOG). Verificaram-se correlações entre escala de Fazekas e desempenhos no TMT B (tempo total e erros), diferença TMT B-A e a pontuação final do CAMCOG.

Conclusão

A extensão das hiper-intensidades de substância branca, no grupo CCLV, correlacionou-se com pior desempenho cognitivo global e com comprometimento em um grupo de funções fronto-executivas, como velocidade e alternância cognitiva e controle inibitório.

comprometimento cognitivo leve; demência vascular; função executiva; neuropsicologia; neuroimagem; transtornos cerebrovasculares


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