Antropometria craniana de recém-nascidos normais

Anthropometric cranial measures of normal newborn

Maira Mota Ailton Melo Caroline Burak Carla Daltro Bernardo Rodrigues Rita Lucena Sobre os autores

Resumos

OBJETIVO: Foram realizadas medidas antropométricas de recém-nascidos (RN) baianos, para definir medidas condizentes com a realidade desta região. MÉTODO: Estudo tipo corte transversal em bebês de termo e normais com as medidas de perímetro cefálico, distância biauricular, distância anteroposterior, tamanho da fontanela e índice cefálico. RESULTADOS: Foram avaliados 388 bebês, sendo 204 (52,6%) masculinos e 184 (47,4%) femininos. O perímetro cefálico variou entre 31,0 e 38,0 cm, com média de 34,4 ± 1,2. O índice cefálico variou entre 0,75 e 1,06, com média de 0,91 ± 0,05. CONCLUSÃO: As medidas antropométricas são aferidas visando à detecção precoce de anomalias. Possivelmente, estas medidas podem ser influenciadas por fatores raciais; no entanto, as medidas realizadas no Brasil em geral seguem valores de autores estrangeiros. Assim, o estudo mostra dados de uma região nordestina e salienta a importância da realização de estudos multicêntricos.

perímetro cefálico; distância biauricular; índice cefálico; recém-nascido; medidas antropométricas; fontanela


OBJECTIVE: The study has been carried out through anthropometric measures of Bahian newborns, to define measures according with the reality of this region. METHOD: Study type transversal cut in term babies with the measures of cephalic perimeter, biauricular and anteroposterior distances, fontanel and cephalic index. RESULTS: 388 babies, 204 (52.6%) of males and 184 (47.4%) females had been evaluated. The cephalic perimeter varied between 31.0 and 38.0 cm, with 34.4 ± 1.2 average. The cephalic index varied between 0.75 and 1.06, with 0.91 ± 0.05 average. CONCLUSION: The anthropometric measures are surveyed aiming at precocious detention of anomalies. Possibly, these measures can be influenced by racial factors; however, the measures carried through in Brazil follow values of foreign authors. Thus, the study shows data of a Northeastern region and points out the importance of the accomplishment of multicentric studies.

cephalic perimeter; biauricular distance; cephalic index; newborns; anthropometric measures; fontanel


Antropometria craniana de recém-nascidos normais

Anthropometric cranial measures of normal newborn

Maira MotaI; Ailton MeloII; Caroline BurakIII; Carla DaltroIV; Bernardo RodriguesV; Rita LucenaVI

Universidade Federal da Bahia (UFBA) e serviço de neonatologia do Hospital Central Roberto Santos (HCRS) Salvador BA, Brasil

IMestra em Neurociências UFBA, Neurologista Infantil do HCRS

IILivre-Docente em Neurologia UFBA

IIIEstudante de Medicina UFBA

IVMestra UFBA

VMestrando da UFBA

VIDoutora em Medicina e Saúde UFBA

RESUMO

OBJETIVO: Foram realizadas medidas antropométricas de recém-nascidos (RN) baianos, para definir medidas condizentes com a realidade desta região.

MÉTODO: Estudo tipo corte transversal em bebês de termo e normais com as medidas de perímetro cefálico, distância biauricular, distância anteroposterior, tamanho da fontanela e índice cefálico.

RESULTADOS: Foram avaliados 388 bebês, sendo 204 (52,6%) masculinos e 184 (47,4%) femininos. O perímetro cefálico variou entre 31,0 e 38,0 cm, com média de 34,4 ± 1,2. O índice cefálico variou entre 0,75 e 1,06, com média de 0,91 ± 0,05.

CONCLUSÃO: As medidas antropométricas são aferidas visando à detecção precoce de anomalias. Possivelmente, estas medidas podem ser influenciadas por fatores raciais; no entanto, as medidas realizadas no Brasil em geral seguem valores de autores estrangeiros. Assim, o estudo mostra dados de uma região nordestina e salienta a importância da realização de estudos multicêntricos.

Palavras-chave: perímetro cefálico, distância biauricular, índice cefálico, recém-nascido, medidas antropométricas, fontanela.

ABSTRACT

OBJECTIVE: The study has been carried out through anthropometric measures of Bahian newborns, to define measures according with the reality of this region.

METHOD: Study type transversal cut in term babies with the measures of cephalic perimeter, biauricular and anteroposterior distances, fontanel and cephalic index.

RESULTS: 388 babies, 204 (52.6%) of males and 184 (47.4%) females had been evaluated. The cephalic perimeter varied between 31.0 and 38.0 cm, with 34.4 ± 1.2 average. The cephalic index varied between 0.75 and 1.06, with 0.91 ± 0.05 average.

CONCLUSION: The anthropometric measures are surveyed aiming at precocious detention of anomalies. Possibly, these measures can be influenced by racial factors; however, the measures carried through in Brazil follow values of foreign authors. Thus, the study shows data of a Northeastern region and points out the importance of the accomplishment of multicentric studies.

Key words: cephalic perimeter, biauricular distance, cephalic index, newborns, anthropometric measures, fontanel.

A avaliação pediátrica e neuropediátrica se baseiam em vários dados do exame físico, com ênfase em medidas de peso, estatura, perímetro cefálico (PC), distância biauricular (DBA), distância anteroposterior (DAP) e tamanho de fontanela. Os principais documentos científicos e medidas de saúde pública propõem medição e correlação com gráficos e curvas previamente divulgadas1-5,. Estas medidas foram estabelecidas há cerca de duas a três décadas, e foram obtidas a partir de estudos realizados com crianças oriundas da Europa, Estados Unidos ou do sudeste do Brasil1-6.

O nosso estudo foi realizado com bebês baianos, na maternidade com maior volume de nascimentos na cidade de Salvador, Bahia, com o objetivo de espelhar a realidade da nossa região.

MÉTODO

O projeto foi previamente aprovado pela Comissão de Ética da Universidade Federal da Bahia e do Hospital Central Roberto Santos, com o uso de termo de consentimento livre e informado. Os recém-nascidos (RN) foram selecionados por não apresentarem nenhum fator de risco (pré-natal, perinatal e pós-natal) para encefalopatias ou outras doenças clínicas. Esta seleção foi realizada por meio de questionários respondidos por suas mães com o auxílio da examinadora, exame físico geral e neurológico realizado por neurologista infantil. A coleta de dados foi realizada na Maternidade do Hospital Roberto Santos, Salvador, Bahia, no período de setembro de 2002 a março de 2003. Todos os RN nascidos neste período e que não apresentavam fatores de exclusão foram avaliados. Os bebês foram avaliados no leito, entre 24 e 72 horas de vida, em vigília quieta, com boas condições de luz e temperatura, entre 30 e 60 minutos após alimentação. A idade gestacional foi calculada a partir da data da última menstruação (DUM) e por meio da aplicação da escala de Ballard 7. Apenas crianças com idade gestacional (IG) entre 37 e 42 semanas ou com IG maior que 36 e menor que 43 semanas pela escala de Ballard foram aceitas.

As medidas antropométricas foram realizadas com a mesma fita métrica e com balança tipo Filizola Baby. As medições do crânio realizadas foram: perímetro cefálico, medido com fita métrica fiberglass, passando-se a fita pela glabela, protuberância occipital externa e implantação superior das orelhas; distância biauricular, medida da inserção superior de uma orelha a outra, passando pela sutura coronariana; distância anteroposterior, medida da glabela até a protuberância occipital externa, passando pela sutura sagital. O tamanho da fontanela foi calculado, medindo-se seu maior diâmetro coronal.

A estatura foi medida com fita métrica, alongando os membros inferiores do RN e medindo-se a distância dos pés ao crânio. O peso e a estatura foram obtidos em sala do parto e as demais medidas, durante a avaliação neurológica.

Os dados obtidos através de questionários e fichas preenchidas foram inseridos no banco de dados do programa ACCESS, posteriormente transferidos para o programa estatístico SPSS, em que foram realizadas as análises estatísticas8. Cada dado foi analisado com o número total de casos e com separação em dois grupos: gênero feminino e masculino.

Os resultados foram expressos como média ± desvio padrão ou mediana e percentis. Para testar a correlação entre duas variáveis foi utilizada a correlação de Spearmann. As comparações entre dois grupos foram realizadas utilizando o teste t de Student para amostras independentes. Foi considerado estatisticamente significante valor de p< 0,05.

RESULTADOS

Foram avaliados 388 bebês, sendo 204 (52,6%) do gênero masculino e 184 (47,4%) do feminino. A idade gestacional, calculada a partir da data da última menstruação, variou de 37 a 42 semanas, como mostra a Tabela 1. Em 131 casos, a genitora não soube informar a data da última menstruação. A média da idade gestacional foi 38,5 ± 1,5 semanas.

As notas do Ballard correspondentes à idade gestacional variaram entre 38 e 40 semanas. Dos pacientes examinados, 10 (2,6%) obtiveram notas correspondentes a 38 semanas, 378 (97,4%) obtiveram valor correspondente a 40 semanas. Dos RN masculinos 6 (2,9%) receberam escore para 38s e 198 (97,1%) para 40s. No grupo de meninas, 4 (2,2%) RN obtiveram escore para 38s e 180 (97,8%) para 40s.

O perímetro cefálico variou entre 31,0 e 38,0 cm, com média de 34,4 ± 1,2, com P25 34cm, P50 34 cm e P75 35 cm.

A distância biauricular variou entre 16,0 e 22,0, com média de 19,4 ± 1,0, com P25 19,0, P50 20,0, P75 20,0.

A distância anteroposterior variou entre 18,0 e 25,0, com média de 21,3 ± 1,1. Os percentuais foram P25 21,0, P50 21,0 e P75 22,0.

O tamanho da fontanela variou entre 2,0 e 5,0, com média de 3,0 ± 0,1, P25 3,0, P50 3,0 e P75 3,0.

O índice cefálico (IC = DBA/DAP) variou entre 0,75 e 1,06, com média de 0,91 ± 0,05, e percentis P25 0,87, P50 0,91 e P75 0,95.

A Tabela 2 mostra a análise comparativa das medidas acima, entre os gêneros feminino e masculino. Verificou-se correlação direta entre as medidas de perímetro cefálico e de fontanela anterior. Entretanto, essa correlação foi considerada fraca (rs= 0,0214), sendo este dado estatisticamente significante (p<0,001).

A variável peso variou entre 2265 g e 3975 g, com média de 3190,76 ± 343,67. Os percentis foram P25 2926,25, P50 3182,50 e P75 3470,00. Nos RN masculinos o peso variou entre 2265g e 3975g, com média de 3209,58 ± 343,68, percentis P25 2955,00, P50 3240,00 e P75 3488,75. Nos RN femininos o peso variou entre 2510g e 3850g, com média de 3169,90 ± 343,38, percentis P25 2916,25, P50 3145,00 e P75 3446,25.

A estatura variou entre 45,0 cm e 54,0 cm, com média de 50,4 ± 2,2, percentis P25 49,0, P50 50,5 e P75 52,0. Nos meninos, a estatura variou entre 45,0 cm e 54,0 cm, com média de 50,5 ± 2,1, percentis P25 49,0, P50 51,0 e P75 52,0. Nas meninas, a estatura variou entre 45,0 cm e 54,0 cm, média 50,2 ± 2,2, percentis P25 49,0, P50 50,0 e P75 52,0.

DISCUSSÃO

Em nosso estudo os percentuais de RN do gênero feminino e masculino foram próximos (52,6% masculinos e 47,4% femininos); estes percentuais foram obtidos aleatoriamente, pois não houve seleção por gênero. Foram aceitos RN de gestações sem fatores de risco para encefalopatias, com pré-natal completo, incompleto ou sem pré-natal. Apenas RN nascidos a termo foram incluídos. A idade gestacional calculada a partir da data da DUM, foi um dado difícil de ser obtido, pois grande quantidade de mães não lembrava da DUM. Para garantir a seleção apenas de RN nascidos a termo, utilizamos a escala de Ballard7.

Os relatos da literatura referem média de perímetro cefálico em RN masculinos de 34,61 cm, com variação entre 32,14 e 37,08 cm, e em RN femininos média de 34,05 cm, com variação entre 31,58 e 36,52 cm1,3. As médias de PC encontradas foram semelhantes às anteriormente descritas1-4. Por outro lado, a variação entre valor mínimo e valor máximo foi um pouco diferente, com variação entre o valor mínimo e máximo de PC de sete centímetros em RN masculinos e seis centímetros em RN femininos, enquanto nos estudos de Lefèvre, Diament e Gherpelli, o perímetro cefálico em RN masculinos e femininos variou em 4,9 cm apenas1,3. Uma pequena diferença entre os gêneros masculino e feminino foi observada, com valores maiores do PC dos RN masculinos1-4,9. Vale ressaltar que a medida de perímetro cefálico é de grande importância, pois pode indicar precocemente anomalias que se associam a macrocrania ou microcrania1-4.

O índice cefálico encontrado mostrou valores muito semelhantes aos descritos em outros estudos brasileiros1-4. A medida do índice cefálico é um método simples e eficaz para detecção de assimetrias cranianas que possam ser indicativas de cranioestenose1-4.

A correlação entre perímetro cefálico e tamanho de fontanela foi observada; porém, esta análise não foi realizada nos estudos anteriores e merece novas investigações.

O peso foi uma variável utilizada apenas para excluir crianças de baixo peso ou grandes para idade gestacional, minimizando eventuais confundidores.

A estatura foi avaliada em sala de parto e os valores encontrados muito semelhantes aos da literatura médica, porém é possível a ocorrência de erros de aferição, porque a medida pode variar de acordo com o grau de relaxamento da musculatura axial5.

CONCLUSÃO

As medidas antropométricas são aferidas visando à detecção precoce de anomalias e seu tratamento, além de avaliação de prognóstico. Devido a objetivos tão importantes, devem ser corretamente aferidas e necessitam de correlação com os dados da literatura. A necessidade de que qualquer profissional de saúde que atenda recém-nascido saiba medir e correlacionar corretamente os dados antropométricos é imperiosa, pois neste momento é preciso definir se as medidas do bebê estão ou não dentro dos limites da normalidade3,4,10,11.

As medidas de crânio utilizadas na prática médica são muitas vezes oriundas de estudos estrangeiros12-17. Poucos artigos brasileiros trazem estes dados de modo atualizado e com casuística adequada, excetuando-se pela sua importância os estudos de Lefèvre1,2.Outro dado importante, são as vias principais de imigração no Brasil. A Bahia apresenta a situação peculiar de ser a área no país com maior número de pessoas da raça negra ou descendente desta (dados do IBGE). A explicação para tamanha miscigenação foi o maior influxo de escravos na Bahia e no Rio de Janeiro, principais vias de entrada dos negros trazidos da África. Logo, é provável que fatores raciais influenciem o crescimento do crânio e a proporção de suas medidas (Índice Cefálico). Esse dado respalda a necessidade de outros estudos em regiões com características distintas.

Assim, o estudo mostra dados de uma área metropolitana da região nordestina e salienta a importância da realização de estudos multicêntricos, com o objetivo de melhor definir o perfil antropométrico do recém-nascido brasileiro, considerando-se as diferenças regionais.

Agradecimento - Todos os autores agradecem a Unidade de Neonatologia do Hospital Roberto Santos e ao Hospital Aliança.

Recebido 17 Novembro 2003, recebido na forma final 16 Fevereiro 2004. Aceito 25 Março 2004.

Dra. Maira Mota - Rua Antônio Silva Coelho 16 - 41750-040 Salvador BA - Brasil. E-mail: clinicaanemm@hotmail.com/ clinicaanemm@ig.com.br

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    24 Ago 2004
  • Data do Fascículo
    Set 2004

Histórico

  • Recebido
    17 Nov 2003
  • Revisado
    16 Fev 2004
  • Aceito
    25 Mar 2004
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