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Aspectos regulatórios e evidências do uso de melatonina em distúrbio do sono e insônia: uma revisão integrativa

RESUMO

Antecedentes:

Insônia é um distúrbio do sono caracterizado por dificuldade de iniciar e manter o sono, afetando diferentes faixas etárias. Atualmente, a melatonina é utilizada no tratamento de insônia em crianças, adultos e idosos.

Objetivo:

Avaliar a eficácia da melatonina nos distúrbios do sono, posologia e potenciais efeitos adversos, bem como a regulamentação vigente no Brasil.

Métodos:

Trata-se de uma revisão integrativa, os artigos foram identificados nas bases de dados Cochrane Library, Medline (Pubmed) e Science Direct, totalizando 25 artigos, e foram selecionados três materiais disponíveis no site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Agência Nacional de Vigilância Sanitária, publicados entre 2015 e 2020.

Resultados:

Verificou-se na maioria dos artigos selecionados que a melatonina reduz a latência do sono. Quanto as dosagens de melatonina identificou-se variação em cada faixa etária, para crianças de 0,5 a 3mg; adolescentes de 3 a 5mg; adultos de 1 a 5mg e idosos 1 mg a 6 mg demostraram serem eficazes. Em doses habituais os efeitos colaterais são leves. No Brasil, não foi identificado medicamento registrado e regulamentação vigente sobre o uso e comercialização de melatonina.

Conclusão:

A utilização da melatonina é uma alternativa que pode ser utilizada em distúrbios do sono. De acordo com as evidências encontradas, não demonstrou toxicidade ou efeitos colaterais severos, nem dependência mesmo em doses elevadas, sendo, portanto, segura para tratamento de pacientes desde crianças a idosos que sofrem de distúrbios do sono.

Palavras-chave:
Melatonina; Transtornos do Sono-Vigília; Glândula pineal

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