Open-access COMPARAÇÃO ENTRE CIMENTAÇÃO DE PRIMEIRA E DE SEGUNDA GERAÇÃO ADAPTADA PARA PREENCHIMENTO DE FALHAS ÓSSEAS PÓS-CURETAGEM EM MODELO ANIMAL

Introdução:  A cimentação óssea é fundamental para a estabilidade ortopédica, e diferentes técnicas têm sido propostas para otimizar a interface osso-cimento.

Objetivo:  Avaliar se a cimentação de segunda geração adaptada promove melhor osteointegração que a técnica de primeira geração.

Métodos:  Falhas ósseas produzidas em fêmures e tíbias de caprinos foram preenchidas com polimetilmetacrilato por técnica de primeira geração (Grupo 1) ou por adaptação da segunda geração (Grupo 2). A interface osso-cimento foi analisada por radiografia, TC e fotografias por ortopedistas. As análises estatísticas empregaram os testes qui-quadrado e Mann-Whitney U.

Resultados:  Não houve diferenças estatísticas entre os grupos quanto à qualidade da cimentação (RX e TC) ou à osteointegração (análise fotográfica) (p > 0,05). Na TC, a média de bolhas foi maior na segunda geração (6,05 vs. 3,95), mas a proporção de amostras com ≥5 bolhas foi superior na primeira (50% vs. 30%). Nas fotografias, a segunda geração apresentou maior número médio de interdigitações (2,4 vs. 1,6) e maior frequência de interfaces rugosas (50% vs. 25%); no entanto, a profundidade média das saliências foi maior no grupo da primeira geração (0,40 mm vs. 0,35 mm).

Conclusão:  A cimentação de segunda geração adaptada não demonstrou vantagens sobre a de primeira geração. Nível de evidência II; Investigação dos resultados de tratamento em modelo animal.

Descritores:
Cimentos Ósseos; Curetagem; Polimetil Metacrilato; Neoplasias Ósseas

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