Open-access Liderança tóxica, silêncio organizacional e engajamento com o trabalho de enfermeiros: Análise da modelagem de equação estrutural

Liderazgo tóxico, silencio organizacional y compromiso con el trabajo de los enfermeros: análisis del modelo de ecuaciones estructurales

Resumo

Objetivo  Investigar a influência da liderança tóxica dos gerentes e do silêncio organizacional no engajamento com o trabalho de enfermeiros usando modelagem de equações estruturais.

Métodos  Estudo quantitativo, correlacional e transversal em que 1.310 enfermeiros foram recrutados em 29 hospitais públicos em Ningxia, China, entre 6 de dezembro de 2023 e 15 de janeiro de 2024 usando o método de amostragem por conveniência. Questionários foram usados na coleta de dados demográficos e das pontuações de silêncio organizacional, engajamento no trabalho e exposição a comportamentos de liderança tóxicos de gerentes de enfermagem. A modelagem de equação estrutural foi usada na análise dos fatores de influência e de caminhos do engajamento com o trabalho de enfermeiros.

Resultados  Houve correlação positiva entre os valores de silêncio organizacional e os comportamentos de liderança tóxica dos gerentes de enfermagem (r=0,493, P<0,001) e correlação negativa estatisticamente significativa com o engajamento com o trabalho (r=-0,448, P<0,001). O silêncio organizacional mediou parcialmente a relação entre liderança tóxica e engajamento com o trabalho.

Conclusão  Comportamentos tóxicos de liderança têm efeitos adversos como o silêncio organizacional e a redução do engajamento com o trabalho. Portanto, hospitais e gerentes de enfermagem devem tomar medidas eficazes para reduzir tais comportamentos e encorajar os enfermeiros a verbalizarem suas preocupações, melhorando assim seu engajamento com o trabalho.

Enfermeiras administradoras; Liderança; Engajamento no trabalho; Análise de classes latentes

Abstract

Objective  Using structural equation models to investigate the influence of managers’ toxic leadership and employee silence on nurse work engagement.

Methods  This quantitative study used a correlational and cross-sectional design. From 6 December 2023 to 15 January 2024, 1 310 nurses were recruited from 29 public hospitals in Ningxia, China, using the convenience sampling method. Questionnaires were used to collect demographic data and scores for employee silence, work engagement, and exposure to toxic leadership behaviours by nurse managers. Structural equation model was used to analyze the influencing factors and action paths of nurse work engagement.

Results  Employee silence values were positively correlated with nurse managers’ toxic leadership behaviours (r=0.493, P<0.001), and statistically significantly negatively correlated with work engagement (r=-0.448, P<0.001). Employee silence partially mediated the relationship between toxic leadership and work engagement.

Conclusion  Toxic leadership behaviours have adverse effects in the form of employee silence and reduced work engagement. Hence, hospitals and nursing managers should take effective measures to reduce such behaviours and encourage nurses to verbalise their concerns, thereby improving their work engagement.

Nurse administrators; Leadership; Work engagement; Latent class analysis

Resumen

Objetivo  Investigar la influencia del liderazgo tóxico de los gerentes y del silencio organizacional en el compromiso con el trabajo de los enfermeros, utilizando el modelo de ecuaciones estructurales.

Métodos  Estudio cuantitativo, correlacional y transversal en el que se seleccionaron 1.310 enfermeros de 29 hospitales públicos en Ningxia, China, entre el 6 de diciembre de 2023 y el 15 de enero de 2024, empleando el método de muestreo por conveniencia. Se utilizaron cuestionarios en la recopilación de datos demográficos y de los puntajes de silencio organizacional, compromiso en el trabajo y exposición a comportamientos de liderazgo tóxico de gerentes de enfermería. El modelo de ecuaciones estructurales fue empleado en el análisis de los factores de influencia y de caminos del compromiso con el trabajo de los enfermeros.

Resultados  Se observó una correlación positiva entre los valores de silencio organizacional y comportamientos de liderazgo tóxico de los gerentes de enfermería (r=0,493, P<0,001) y correlación negativa estadísticamente significativa con el compromiso con el trabajo (r=-0,448, P<0,001). El silencio organizacional intervino parcialmente en la relación entre liderazgo tóxico y compromiso con el trabajo.

Conclusión  Los comportamientos tóxicos de liderazgo tienen efectos adversos como el silencio organizacional y la reducción del compromiso con el trabajo. Por lo tanto, los hospitales y los gerentes de enfermería deben tomar medidas eficaces para reducir dichos comportamientos e incentivar a los enfermeros a verbalizar sus preocupaciones, y así mejorar su compromiso con el trabajo.

Enfermeras administradoras; Liderazgo; Compromiso laboral; Análisis de clases latentes

Introdução

Os enfermeiros são a espinha dorsal dos serviços de saúde e representam 59% da força de trabalho global da saúde. Dado o seu papel crucial, é importante que esses profissionais estejam engajados com o seu trabalho. Por definição, o engajamento com o trabalho é um estado de espírito positivo e gratificante em relação ao trabalho. O envolvimento no trabalho, frequentemente caracterizado pelo vigor, dedicação e absorção de um funcionário em sua atividade, melhora os resultados individuais e organizacionais.(1) No contexto da saúde, altos níveis de engajamento com o trabalho têm impacto positivo no trabalho em equipe, na experiência do paciente e nos resultados organizacionais gerais.(2) Por outro lado, o desengajamento de enfermeiros pode levar a diminuição substancial na produtividade e no desempenho, ameaçando assim a segurança do paciente e até mesmo os resultados de saúde.(3) Além disso, o desengajamento de enfermeiros pode afetar a experiência do paciente e ter efeitos diretos e indiretos na intenção de rotatividade dos enfermeiros.

O silêncio organizacional se refere à ocultação intencional de informações, ideias e opiniões relacionadas a potenciais melhorias organizacionais. De acordo com Jeong, a conformidade, a difusão de responsabilidade e a desconfiança do microclima são fatores sociais que influenciam o silêncio organizacional.(4) Medir os motivos por trás dos comportamentos de silêncio dos enfermeiros pode ajudar os gerentes na redução de seus resultados negativos. De acordo com uma pesquisa, 91,2% dos enfermeiros adotaram comportamentos de silêncio; 61,6% deles escolheram permanecer em silêncio ao enfrentar questões importantes.(5) Estudos mostraram que enfermeiros engajados com o seu trabalho são capazes de identificar problemas clínicos e deficiências nos sistemas departamentais, logo, podem estar dispostos a quebrar seu silêncio e oferecer sugestões à organização.(6) Da mesma forma, Yağar encontrou uma correlação negativa entre o engajamento com o trabalho de enfermeiros e o silêncio organizacional.(7) Uma revisão sistemática da literatura revelou que o engajamento com o trabalho de enfermeiros é afetado não apenas pelo silêncio organizacional, mas também pelo estilo de liderança.(8) O comportamento de liderança afeta o comportamento profissional dos funcionários, as metas organizacionais e a eficácia. De forma ampla, a liderança tóxica é um tipo de supervisão na qual os líderes têm comportamentos destrutivos de forma organizada, sistemática e persistente, o que pode prejudicar toda a organização.(9) Esses líderes estão presentes em muitas instituições, causando danos intencionais ou não intencionais a seus funcionários e às organizações para as quais trabalham. A liderança tóxica reduz o engajamento com o trabalho, o comprometimento organizacional, o desempenho, a taxa de retenção e a moral dos enfermeiros.(10,11) Vickers revelou que a qualquer momento, os líderes tóxicos podem afetar até 20% de seus funcionários de forma adversa.(12)

As relações entre engajamento com o trabalho, silêncio organizacional e comportamentos tóxicos de liderança são complexas. Estes últimos demonstraram ter uma influência prejudicial no engajamento com o trabalho ou silêncio organizacional. No entanto, as evidências que apoiam a relação entre os três elementos são limitadas. Celebi descobriu que o bem-estar mental atua como mediador parcial da relação entre a liderança tóxica e o engajamento com o trabalho.(13) Ofei revelou que a satisfação no trabalho serve como um fator mediador entre o comportamento tóxico de liderança e as intenções de rotatividade dos enfermeiros.(14)

Neste estudo, foi analisado o efeito mediador do silêncio organizacional sobre comportamentos tóxicos de liderança e o engajamento com o trabalho de enfermeiros. Esperamos que os achados ajudem os gerentes de enfermagem a tomar medidas eficazes para reduzir comportamentos tóxicos de liderança, desencorajar o silêncio organizacional entre os enfermeiros e melhorar o engajamento com o trabalho dos enfermeiros.

Métodos

Estudo transversal descritivo e multicêntrico realizado em 29 hospitais selecionados aleatoriamente em cinco regiões na província de Niangxia, China.

Todos são hospitais públicos, incluindo cinco hospitais terciários e 24 hospitais secundários. Houve participação de 1.343 enfermeiros, recrutados com base nos seguintes critérios de elegibilidade: (1) enfermeiros licenciados; (2) com pelo menos um ano de experiência clínica em enfermagem; (3) disposição para fornecer consentimento informado para participar do estudo. A amostra final compreendeu 1.310 participantes. O tamanho mínimo da amostra usado na modelagem de equações estruturais (MEE) foi 993, calculado através da Simulação de Monte Carlo na análise de poder estatístico para modelos de mediação.(15)

As informações sociodemográficas e relacionadas ao trabalho incluíram idade, sexo, estado civil, nível educacional mais alto e qualificações profissionais dos participantes.

A Escala de Engajamento no Trabalho de Utrecht (UWES) foi desenvolvida por Schaufeli(16) e Zhang Yiwen sinicizou e revisou esta escala em 2005.(17) A versão chinesa da UWES-16 foi usada para examinar as percepções dos enfermeiros clínicos sobre seu atual engajamento com o trabalho. Os itens foram respondidos em escalas do tipo Likert de 7 pontos (de 0, discordo totalmente, a 6, concordo totalmente) e classificados em três subescalas: vigor, dedicação e absorção. Os valores de confiabilidade desta escala variaram de 0,81 a 0,88.

O silêncio organizacional foi examinado usando a Employee Silence Scale (ESS) com 12 itens respondidos usando escalas do tipo Likert de 5 pontos (de 1, nunca, a 5, geralmente) e classificados em três subescalas: silêncio aquiescente, silêncio defensivo e silêncio quiescente. Esta escala teve consistência interna aceitável, com valores variando de 0,89 a 0,93.(18)

A Escala de Liderança Tóxica foi desenvolvida por Schmidt e adaptada por Yao para uso na China continental.(19) A escala consiste em 30 itens com quatro subdimensões: imprevisibilidade, narcisismo, autopromoção e supervisão abusiva. Os itens da escala são pontuados em uma escala do tipo Likert de 5 pontos variando de 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo totalmente). O alfa de Cronbach foi de 0,97 para a pontuação total.

Os dados foram coletados entre 6 de dezembro de 2023 e 15 de janeiro de 2024 usando uma pesquisa online desenvolvida por Wen Juan Xing. Os links de acesso e os códigos bidimensionais gerados pela plataforma foram distribuídos por WeChat aos diretores dos departamentos de enfermagem e reitores de enfermagem responsáveis. Os enfermeiros que atenderam aos critérios de inclusão preencheram os questionários; os dados foram revisados manualmente por dois pesquisadores e os questionários inválidos foram desconsiderados.

O SPSS versão 25.0 foi usado para conduzir testes estatísticos. A MEE com o AMOS versão 26.0 foi utilizada para investigar os efeitos dos comportamentos de liderança tóxica dos gerentes e do silêncio organizacional no engajamento com o trabalho de enfermeiros. A análise de correlação de Pearson foi usada para analisar as relações entre as variáveis de teste. A significância estatística foi definida em P<0,05.

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital Geral da Ningxia Medical University (Aprovação nº: Y-2024-0138), e o consentimento informado por escrito foi concedido pelos participantes.

Resultados

Respostas e resumo das características demográficas

A pesquisa foi realizada em cinco municípios da Região Autônoma de Ningxia Hui, China. A média de idade dos participantes foi de 34,92 anos. A maioria era mulher (97,40%), casada (86,11%), com ensino superior (81,91%) e qualificações profissionais básicas (60,15%).

Comportamentos de liderança tóxica de gerentes de enfermagem, silêncio organizacional e engajamento com o trabalho de enfermeiros

O valor médio obtido para a escala de liderança tóxica de gerentes de enfermagem foi (70,32 ± 16,62); os valores médios para a ESS e a UWES foram (29,49±11,15) e (59,07±10,04), respectivamente (Tabela 1).

Tabela 1
Resumo descritivo das principais variáveis do estudo

Correlação entre silêncio organizacional, comportamentos de liderança tóxicos e engajamento com o trabalho de enfermeiros

O silêncio organizacional apresentou correlação positiva com comportamentos de liderança tóxicos dos gerentes de enfermagem (r = 0,493, P < 0,001) e correlação negativa com o engajamento com o trabalho (r = -0,448, P < 0,001).

Modelagem de equações estruturais: silêncio organizacional, comportamentos de liderança tóxicos e engajamento com o trabalho de enfermeiros

Para testar nossa hipótese de mediação, foi estabelecida uma MEE com o engajamento com o trabalho de enfermeiros como variável dependente, os comportamentos de liderança tóxicos dos gerentes de enfermagem como variável independente e o silêncio organizacional como variável mediadora. Os indicadores de bondade do ajuste mostraram que o modelo teve um bom ajuste (x2/df = 1,888, RMSEA = 0,026, GFI = 0,989, AGFI = 0,979, NFI = 0,995, IFI = 0,998, CFI = 0,998, TLI = 0,996). Os relacionamentos e caminhos entre as variáveis são apresentados na tabela 2 e figura 1.

Tabela 2
Efeitos indiretos dos comportamentos de liderança tóxicos no engajamento com o trabalho

Figura 1
Relação entre os comportamentos de liderança tóxica dos gerentes de enfermagem, o silêncio organizacional e o engajamento com o trabalho dos enfermeiros

Discussão

Este estudo colabora com o corpus de dados sobre os comportamentos de liderança tóxica dos gerentes de enfermagem e o engajamento com o trabalho de enfermeiros na China. Foi avaliado o efeito de comportamentos de liderança tóxica dos gerentes no engajamento com o trabalho entre enfermeiros, bem como a mediação dessa ligação pelo silêncio organizacional. O engajamento com o trabalho diminui com comportamentos de liderança tóxica mais frequentes e da mesma forma, é negativamente correlacionado com o silêncio organizacional. Enfermeiros com baixo engajamento com o trabalho não estão dispostos a dedicar muito tempo e energia para identificar problemas e melhorar o funcionamento de suas organizações. Esses resultados apoiam os de pesquisas empíricas prévias.(20) No geral, o modelo hipotético foi confirmado pelos autores.

Descobrimos que os enfermeiros reconheceram um nível moderado de comportamento tóxico entre seus gerentes, o que está em estudos consistentes do Egito e de Gana.(11,21) Esses estudos também identificaram que tais comportamentos tóxicos têm efeitos negativos nas emoções, atitudes e comportamentos dos enfermeiros; na satisfação do paciente; em prognósticos relacionados; no desempenho organizacional, entre outros. Considerando esses efeitos negativos, são necessárias pesquisas mais aprofundadas sobre tais comportamentos.

Os resultados mostraram o nível médio das pontuações totais de engajamento com o trabalho dos enfermeiros (59,07±10,04). Os achados são similares aos de pesquisa sobre engajamento com o trabalho de enfermeiros nos Estados Unidos(22), mas menores do que os encontrados em estudos da Espanha e Nova Zelândia.(23,24) O engajamento com o trabalho é um fator de proteção contra o esgotamento profissional individual e a intenção de rotatividade, o que afeta diretamente a qualidade dos serviços de enfermagem e a segurança do paciente. Quanto maior o engajamento com o trabalho dos enfermeiros, menores suas taxas de erro e ausência. Portanto, melhorar o engajamento com o trabalho dos enfermeiros de acordo com suas características individuais é uma tarefa importante para os gerentes de hospitais, e pode incluir o auxílio com planejamento de carreira e a criação de oportunidades para obter títulos profissionais ou qualificações de especialidade.

O efeito negativo estatisticamente significativo de comportamentos de liderança tóxica no engajamento com o trabalho de enfermeiros pode ser o principal achado deste estudo. Além disso, pesquisas anteriores mostraram que a liderança de apoio dos gerentes e os estilos de comunicação positiva melhoram o engajamento com o trabalho dos funcionários.(25) Pesquisas conduzidas com enfermeiros também relataram o impacto negativo que estilos de liderança tóxicos exercem no desempenho, engajamento com o trabalho, produtividade e satisfação no trabalho.(26) Essa relação estatisticamente significativa provavelmente resulta de lideranças tóxicas que não constroem relacionamentos mutuamente benéficos com seus subordinados.

Uma relação negativa entre o silêncio organizacional e o engajamento com o trabalho também foi identificada. Atualmente, há vários graus de silêncio organizacional entre enfermeiros em serviços de saúde no mundo todo. Em nossa amostra, as pontuações totais de silêncio organizacional estavam em um nível moderado (29,49 ± 11,15). Na Turquia, 91,2% dos participantes do estudo em um hospital demonstraram silêncio organizacional e 3,8% afirmaram estar sempre em silêncio.(27) O silêncio de longo prazo pode gradativamente reduzir o senso de pertencimento dos enfermeiros, seu entusiasmo pelo trabalho e até mesmo originar a ideia de pedir demissão, minando ainda mais a estabilidade das equipes de enfermagem.

De acordo com o modelo de equação estrutural, a liderança tóxica afeta indiretamente o engajamento com o trabalho de enfermeiros por meio do silêncio organizacional. Isso significa que trabalhar com um gerente tóxico pode reduzir o engajamento com o trabalho dos enfermeiros e evidenciar o seu silêncio. Estudos relataram que o silêncio organizacional é um fator importante que afeta o engajamento com o trabalho de enfermeiros e sofre influência do estilo de liderança.(28) Esse efeito indireto provavelmente reflete os impactos físicos, psicológicos e emocionais desse comportamento hostil contínuo sobre os subordinados, resultando em um menor nível de engajamento com o trabalho dos funcionários. Portanto, é importante evitar que comportamentos prejudiciais de liderança afetem negativamente a saúde mental dos enfermeiros para melhorar seu engajamento com o trabalho.

Este estudo tem algumas limitações. Primeiramente, a maioria de participantes mulheres de hospitais localizados na Região Autônoma de Ningxia Hui, noroeste da China. Como a amostra foi limitada, é improvável que reflita com precisão a influência geral da liderança tóxica dos gerentes de enfermagem no silêncio organizacional e no engajamento com o trabalho. Mais pesquisas relevantes serão conduzidas futuramente para melhorar a representatividade da amostra e aumentar a universalidade dos resultados. Além disso, como a UWES-16 foi usada para medir os níveis de engajamento com o trabalho dos enfermeiros neste estudo, e ela é inconsistente com a versão de 9 itens usada por outros pesquisadores, é impossível comparar a consistência dos resultados da avaliação entre os pesquisadores.

Conclusão

Através do uso de um modelo de equação estrutural, nossos achados confirmaram os efeitos preditivos diretos e indiretos do comportamento de liderança tóxica e do silêncio organizacional no engajamento com o trabalho de enfermeiros. Instituições médicas e gerentes de enfermagem devem tomar medidas eficazes para reduzir o comportamento de liderança tóxica e encorajar enfermeiros a expressarem suas preocupações e opiniões, melhorando assim seu engajamento com o trabalho.

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Autor correspondente:

Donglian Zheng Email: 10998202@qq.com

Editor Associado:

Alexandre Pazetto Balsanelli (https://orcid.org/0000-0003-3757-1061) Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

Conflitos de interesse:

nada a declarar.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    22 Ago 2025
  • Data do Fascículo
    2025

Histórico

  • Recebido
    28 Jun 2024
  • Aceito
    27 Fev 2025
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