Absorção, teatralidade e a tradição da pintura francesa na obra de Henri Matisse1 1 Esse artigo foi desenvolvido a partir da pesquisa Imagens da alteridade na obra de Henri Matisse, que contou com a bolsa de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Contei também com a orientação da Profa. Dra. Sônia Salztsein, a quem agradeço profundamente. .

Absorption, theatricality and the French painting tradition in Henri Matisse’s work.

Ilê Sartuzi Sobre o autor

RESUMO

O artigo examina as noções de “absorção” e “teatralidade” propostas por Michael Fried e retomadas por Yve-Alain Bois nos textos em que escreveu sobre a obra de Henri Matisse. Uma das questões centrais abordadas é o modo como a obra de Matisse resiste ao regime volátil de percepção precipitado pela modernidade industrial e como insta a um tipo de atenção a um só tempo contemplativa e difusa. Discute, além disso, como essa modalidade de percepção, que dispersa e difunde a atenção, e que é própria à pintura de Matisse, parece sintetizar duas vertentes opostas da tradição pictórica francesa: a dinâmica do olhar cambiante do Rococó e o estado de absorção que marca as pinturas de Greuze e Chardin.

palavras-chave:
Matisse; absorção; figuras de alteridade

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