O CANAL DO VALO GRANDE NO COMPLEXO ESTUARINO CANANÉIA-IGUAPE (SP, BRASIL): HISTÓRIA AMBIENTAL, ECOLOGIA E PERSPECTIVAS FUTURAS1 1 . Os autores agradecem os seguintes órgãos de fomento à pesquisa: HMP: FAPESP (2017/25105-0); DRNJ: CAPES-DS (Código de Financiamento 001); MCL: Fundação Grupo Boticário (Processo BL0006 20121) e CNPq (Processos 472419/2011-0 e 445418/2014-1); PCFG: CNPq (308772/2018-0 e 428341/2018-7) e FAPESP (2009/54232-4). HMP agradece a Antonio Vicente Pretti, pelo compartilhamento de seu amplo conhecimento sobre a região de Iguape e sua história.

Helbert Medeiros Prado Marcelo Nivert Schlindwein Rui Sérgio Sereni Murrieta Daniel Rodrigues do Nascimento Júnior Eliel Pereira de Souza Marilia Cunha-Lignon Michel Michaelovitch de Mahiques Paulo César Fonseca Giannini Riguel Feltrin Contente Sobre os autores

Resumo

Inaugurado em 1852, o canal artificial do Valo Grande (VG), no rio Ribeira de Iguape (SP), configura-se como um dos maiores desastres ambientais da costa brasileira. Este artigo apresenta uma síntese sobre o tema, abordando suas dimensões histórica, ecológica, geográfica e sociopolítica. O VG tem causado a desestruturação do ecossistema e a reconfiguração da paisagem no Complexo Estuarino-Lagunar Cananéia-Iguape. Estudos também indicam que parte dessas transformações pode ser reversível, caso o canal venha a ser fechado, como determinado em decisão judicial de 2a Instância em 2018. Tal medida deverá ser acompanhada, no entanto, por um amplo programa de monitoramento visando sua efetividade (ambiental e social) em longo prazo. A questão do VG permanece ainda sem definição, passados mais de 150 anos desde os seus primeiros impactos significativos na região. Trata-se de fenômeno singular no Brasil e sobre o qual este artigo procura lançar alguma luz.

Palavras-chave:
Vale do Ribeira; ambiente costeiro, rio Ribeira de Iguape; governança ambiental

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