Com foco na indústria siderúrgica a carvão vegetal no Vale do Rio Doce (leste de Minas Gerais), o artigo propõe compreender a relação entre as grandes siderúrgicas e a devastação da Mata Atlântica. Estudos sobre a indústria siderúrgica que destacam a pressão exercida sobre a Mata Atlântica pelas carvoarias são quase inexistentes. Nesse sentido, recorrendo a relatórios técnicos, estatísticas oficiais, periódicos e outras fontes de mídia e centrando à atenção na empresa Belgo-Mineira, destaca-se um conjunto de dados que nos permite mensurar os impactos da indústria siderúrgica a carvão vegetal sobre a floresta. O resultado principal são as estimativas de extração florestal para servir a indústria siderúrgica entre 1936 e 1954. Os dados desta pesquisa mostram que a indústria siderúrgica a carvão vegetal deu um aspecto distinto ao fenômeno da fronteira em razão da centralidade do carvão.
Palavras-chave:
Fronteira do carvão; Indústria siderúrgica; Mata Atlântica; Mineração; Carvoeiros
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Fonte: Biblioteca IBGE. ID: 49409. Código de localização: 3156700. Disponível em:https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=449409. Acesso em: 20 jan. 2022.
Fonte: Jablonsky, Tibor; Strauch, Ney. Biblioteca IBGE. ID: 12768. Código de Localidade: 313170. Disponível em:https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?id=412768&view=detalhes. Acesso em: 4 abr. 2022.
Fonte: Elaborada pelos autores (Anuário Estatístico de Minas Gerais,1920, 1937, 1950, 1952, 1953, 1954)