Como plagiar sem perder a originalidade. O discurso dialógico de Bakhtin e o estatuto do bastardo - Em memória de Réjean Ducharme

Arnaldo Rosa Vianna NetoSobre o autor

RESUMO

Aborda-se neste artigo a condição suplementar de elaboração teórica do discurso literário no conceito multidimensional e interdisciplinar bakhtiniano, ou seja, a construção de um discurso relacional, ou uma poética da relação intertextual na obra do escritor quebequense Réjean Ducharme. Hifenizado como canadense-francês, confere-se a Ducharme o estatuto identitário do bastardo, ao qual se permite, ou se autoriza metaforicamente, a devoração e o plágio na prática de operações intertextuais como a citação, a paródia, a reciclagem e a bricolagem.

PALAVRAS-CHAVE:
Bastardo; Dialogismo; Guerrilha; Intertextualidade; Plágio

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