Cheiloscopic Study among Monozygotic Twins, Non-Twin Brothers and Non-Relative Individuals

Larissa Chaves Cardoso Fernandes Julyana de Araújo Oliveira Bianca Marques Santiago Patrícia Moreira Rabello Marcus Vitor Diniz de Carvalho Reginaldo Inojosa Carneiro Campello Evelyne Pessoa Soriano Sobre os autores

Resumo

Este estudo teve como objetivo investigar o padrão queilocópico entre gêmeos monozigóticos, (GM), irmãos não gêmeos (NG) e os indivíduos sem herança genética em comum (SHG). A amostra foi composta por 20 pares de gêmeos monozigóticos (G1), 20 pares de irmãos não gêmeos (G2) e 20 pares de indivíduos sem grau de parentesco (G3). Foram avaliadas a espessura, as comissuras e os sulcos labiais, sendo os últimos classificados como: I - linhas verticais completas; I’ - linhas verticais incompletas; II - linhas bifurcadas; III - linhas entrecruzadas; IV - linhas reticulares e V - padrão indeterminado, divididos em 8 regiões labiais (sub-quadrantes). Os dados foram analisados usando estatísticas descritiva e inferencial, com nível de significância de 5,0%. Para avaliar a concordância entre os pares G1, G2 e G3 foram utilizados o Coeficiente de Correlação de Concordância (CCC) e coeficiente Kappa, com intervalos com 95,0% de confiança. Em relação à espessura labial, verificou-se fraca concordância (<0,90) para o grupo total, sendo mais elevada entre os pares G1 (CCC de 0,25 a 0,83 e de 0,34 a 0,86, lábios superior e inferior, respectivamente), seguida de G2 (CCC de -0,03 a 0,70 e de -0,21 a 0,62, lábios superior e inferior, respectivamente) e G3 (CCC de -0,25 a 0,56 e de -0,38 a 0,34, lábios superior e inferior, respectivamente). Para a comissura labial, os valores de concordância Kappa foram 1,00 para G1, 0,45 para G2 e -0,24 para G3. No estudo do tipo sulcular principal por subquadrante, o Kappa variou de 0,48 a 0,87 para G1, 017 a 0,59 para G2 e -0,18 a 0,19 para G3. Gêmeos monozigóticos apresentaram um relevante percentual de coincidências. Semelhanças também estiveram presentes entre os NG, enquanto que os indivíduos SHG apresentaram maiores divergências em comparação com os seus pares, indicando a influência das relações hereditárias sobre as características queiloscópicas herdadas.

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