Anesthetic Efficacy in Irreversible Pulpitis: A Randomized Clinical Trial

Carlos E. Allegretti Roberta M. Sampaio Anna C. R. T. Horliana Paschoal L. Armonia Rodney G. Rocha Isabel Peixoto Tortamano Sobre os autores

Resumo

O bloqueio do nervo alveolar inferior apresenta uma alta taxa de falha para o tratamento de dentes posteriores mandibulares com pulpite irreversível. O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia anestésica da articaína 4%, lidocaína 2% e mepivacaína 2%, todas em combinação com epinefrina 1:100.000, em pacientes com pulpite irreversível de molares mandibulares durante um procedimento de pulpectomia. Sessenta e seis voluntários do Centro de Emergência da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo receberam aleatoriamente 3.6 mL de anestésico local no bloqueio convencional do nervo alveolar inferior (BNAI). O sinal subjetivo de dormência do lábio, anestesia pulpar e ausência de dor durante o procedimento de pulpectomia foram, respectivamente, avaliados pelo interrogatório do paciente, usando um estimulador pulpar elétrico e uma escala analógica verbal. Todos os pacientes relataram o sinal subjetivo de dormência do lábio. Em relação ao sucesso da anestesia pulpar medido com o Pulp Tester, a taxa de sucesso foi, respectivamente, 68.2% para mepivacaína, 63,6% para articaína e 63,6% para lidocaína. Relativamente aos pacientes que relataram nenhuma dor ou dor leve, durante a pulpectomia, a taxa de sucesso foi, respectivamente, 72.7% para mepivacaína, 63.6% para articaína e 54,5% para a lidocaína. Estas diferenças não foram estatisticamente significantes. Nenhuma das soluções resultou em 100% de sucesso anestésico em pacientes com pulpite irreversível de molares mandibulares.

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