Effect of Blood Contamination on The Push-Out Bond Strength of Calcium Silicate Cements

Flavia Kolling Marquezan Patricia Maria Poli Kopper Angela Isabel dos Santos Dullius Diego Machado Ardenghi Renata Grazziotin-Soares Sobre os autores

Resumo

Este estudo investigou o efeito da contaminação sanguínea na resistência de união do BiodentineTM (BD) e do MTA Angelus® (MTA-A) à dentina, em diferentes períodos. Vinte e cinco dentes foram seccionados para obter 120 fatias de dentina. Os lúmens das fatias foram preenchidos com MTA-A ou BD: 60 para cada cimento (30 não-contaminados e 30 contaminados com sangue). A resistência de união à dentina foi medida por teste push-out em 24 horas (n=10), 7 dias (n=10) e 28 dias (n=10). Os tipos de falha foram classificados como: falha coesiva, adesiva ou mista. Two-way ANOVA foi usado para investigar a interação entre contaminação sanguínea vs. período de hidratação. O teste de Mann Whitney comparou os diferentes materiais em cada período, e comparou as amostras contaminadas e não contaminadas de cada material em cada tempo. O teste de Friedman, seguido pelo teste de Dunn, comparou os períodos de hidratação de cada material, independentemente da contaminação. A análise estatística mostrou a interação entre contaminação sanguínea vs. período de hidratação. Os tipos de falha foram reportados de maneira descritiva. A interação entre contaminação sanguínea vs. período de hidratação foi altamente significativa para o MTA-A (P=0,001), e não foi significativa para o BD (P=0,474). Não houve diferenças entre a resistência de união entre o BD contaminado e não-contaminado independente do período. A resistência de união do MTA-A não-contaminado aumentou a cada tempo de hidratação; mas, permaneceu estável ao longo do tempo para as amostras contaminadas com sangue. BD obteve maior resistência de união que o MTA-A em todos os períodos de hidratação. Falhas coesivas predominaram. A contaminação ao longo do tempo influenciou a resistência de união no grupo MTA-A.

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