Accessibility / Report Error

Observações preliminares sobre a toxicidade do γBHC e do cloreto de mercúrio à Artemia salina

Preliminary observations on the toxicity of γBHC and mercuric cloride on Artemia salina

Salvador Airton Gaeta Naoko Kadekaru Norival Pereira Luiz Roberto Tommasi Sobre os autores

Resumos

São apresentados os resultados de bioensaios com larvas de Artemia salinacolocadas em misturas de γBHC e HgCl2, a fim de se compararem os efeitos das mesmas com aqueles obtidos quando essas duas substancias atuam isoladamente. A CL50 para o yBHC foi quase que o dobro do valor para o HgCl2. O efeito da primeira dose foi observado para aproximadamente 16% da população (CL16), enquanto que, para o γBHC, o foi em 2,3% da população (CL2,3). Assim, as doses subseqüentes foram mais efetivas para o HgCl2 que para o γBHC. A dose efetiva 50% (ED50) ê mais ou menos igual para o γBHC e para o γBHC + HgCl2, mas em doses altas o YBHC seria mais efetivo, enquanto que em doses baixas a mistura é que o seria.

Bioensaios; Larvas; Pesticidas; Metais pesados; Artemia salina


Results of bio-assays using Artemia salina larvae in γBHC-HgCl2 mixture are presented. The results obtained are compared with those obtained using the two chemicals separately. The LC50 for γBHC was almost double that for HgCl2. The effect due to the primary dose of HgCl2 was observed for approximately 16% of the population (LC2.3) while for γBHC the population percentage was 2.3 (LC2.3). As a consequence, subsequent doses were more effective for HgCl2 than for γBHC. The effective dose 50% (ED50) is about the same for γBHC and for γBHC + HgCl2 mixture, though in higher doses BHC would be more effective, while in smaller doses the mixture would predominate.

Bioessays; Larvae; Pesticides; Heavy metals; Artemia salina


ARTIGOS

Observações preliminares sobre a toxicidade do γBHC e do cloreto de mercúrio à Artemia salina

Preliminary observations on the toxicity of γ BHC and mercuric cloride on Artemia salina

Salvador Airton GaetaI,* (* ) Aluno do Curso de Pos-Graduação do Instituto Oceanográfico. ; Naoko KadekaruII; Norival PereiraI; Luiz Roberto TommasiI,II

IInstituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo

IICETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental

RESUMO

São apresentados os resultados de bioensaios com larvas de Artemia salinacolocadas em misturas de γBHC e HgCl2, a fim de se compararem os efeitos das mesmas com aqueles obtidos quando essas duas substancias atuam isoladamente. A CL50 para o yBHC foi quase que o dobro do valor para o HgCl2. O efeito da primeira dose foi observado para aproximadamente 16% da população (CL16), enquanto que, para o γBHC, o foi em 2,3% da população (CL2,3). Assim, as doses subseqüentes foram mais efetivas para o HgCl2 que para o γBHC. A dose efetiva 50% (ED50) ê mais ou menos igual para o γBHC e para o γBHC + HgCl2, mas em doses altas o YBHC seria mais efetivo, enquanto que em doses baixas a mistura é que o seria.

Descritores: Bioensaios, Larvas, Pesticidas, Metais pesados, Artemia salina.

SYNOPSIS

Results of bio-assays using Artemia salina larvae in γBHC-HgCl2 mixture are presented. The results obtained are compared with those obtained using the two chemicals separately. The LC50 for γBHC was almost double that for HgCl2. The effect due to the primary dose of HgCl2 was observed for approximately 16% of the population (LC2.3) while for γBHC the population percentage was 2.3 (LC2.3). As a consequence, subsequent doses were more effective for HgCl2 than for γBHC. The effective dose 50% (ED50) is about the same for γBHC and for γBHC + HgCl2 mixture, though in higher doses BHC would be more effective, while in smaller doses the mixture would predominate.

Descriptors: Bioessays, Larvae, Pesticides, Heavy metals, Artemia salina.

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

(Recebido 20-abr-1982; aceito 07-jan-1983)

  • (*
    ) Aluno do Curso de Pos-Graduação do Instituto Oceanográfico.
    • A.P.H.A. (American Public Health Association). 1975. Standard methods for the examination of water and waste water. 14 th ed., Washington, D. C, APHA, AWWA WPCF, p. 685-689.
    • CAMPBELL, R. C. 1967. Statistics for biologists. London, Cambridge University Press, p. 134-148.
    • CETESB. 1980. Aquatic toxicity seminar - CETESB - UNILEVER - Gessy Lever (not published).
    • CORNER, E. D. S. & SPARROW, B.W. 1956. The modes of action of toxic agents J. mar. biol. Ass. UK, Great Britain, 35:531-548.
    • DORST, J. 1973. Antes que a natureza morra. São Paulo, Edusp.
    • EPA. 1976. Quality criteria for water, pre-ed. Washington, D.C., Environmental Protection Agency, p. 98-102.
    • FERNICOLA, N. 1978. Praguicidas organocloradas. Relatório Técnico, CETESB (não publicado).
    • FWPCA, 1968. Water quality criteria Washington, D. C, a report of the National Technical Advisory Committee to the Secretary of the Interior, p. 57-59.
    • GOMES, F. P. 1977. Curso de estatística experimental. 7a. ed. Piracicaba, SP, ESALQ/USP, p. 385-403.
    • KECKES, S. & MIETTINEN, J. K. 1972. Mercury as a marine pollutant. In: Ruivo, M., ed. -Marine pollution and sea life, England, FAO, Fishing news (Books) Ltd., p. 276-289.
    • PORTMANN, J. E. 1972. Results of acute toxicity tests with marine organisms, using a standard method. In: Ruivo, M. , ed. - Marine pollution and sea life, England, FAO, Fishing News (Books) Ltd., p. 212-217
    • ______ 1972. Toxicity testing with particular reference to oil - removing materials and heavy metals. In: Ruivo,M., ed. Marine pollution and sea life. England, FAO, Fishing News (Books) Ltd. p. 217-222.
    • WHO. 1978. Principles, and methods for evaluating the toxicity of Chemicals. Genebra, World Health Organization, Part I, p. 48-54.

    (* ) Aluno do Curso de Pos-Graduação do Instituto Oceanográfico.

    Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      06 Jun 2012
    • Data do Fascículo
      1983

    Histórico

    • Recebido
      20 Abr 1982
    • Aceito
      07 Jan 1983
    Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo Praça do Oceanográfico, 191, 05508-120 São Paulo SP Brasil, Tel.: (55 11) 3091 6513, Fax: (55 11) 3032 3092 - São Paulo - SP - Brazil
    E-mail: amspires@usp.br