Introdução: A endocardite infecciosa é condição grave causada por infecção do endocárdio, de válvulas protéticas ou de dispositivos cardíacos. Sua incidência tem aumentado em todo o mundo, sendo atualmente de 1,5-11,6 casos por 100.000 pessoas e taxas de mortalidade hospitalar que variam entre 17,5-30%.
Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico, as tendências temporais e a distribuição espacial da mortalidade por endocardite aguda e subaguda no Brasil entre 2001 e 2021, identificando padrões e áreas prioritárias para intervenção.
Método: Estudo epidemiológico com análise temporal e espacial, utilizando dados de óbitos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS) e dados populacionais do IBGE para cálculo de taxas brutas e padronizadas.
Resultados: Entre 2001 e 2021, foram registrados 15.448 óbitos por endocardite aguda e subaguda no Brasil, com aumento aproximado de 3% na mortalidade ao longo do período. Observou-se maior frequência em indivíduos de 60-69 anos (21,22%), do sexo masculino (61,20%), de raça branca (61,67%), com baixa escolaridade (4-7 anos de estudo) e estado civil casado. A maioria dos óbitos ocorreu em ambiente hospitalar (97,24%). A análise espacial evidenciou maior concentração de mortalidade nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para municípios específicos. Houve autocorrelação espacial positiva significativa.
Conclusão: A mortalidade por endocardite apresentou leve crescimento no período estudado, concentrando-se em grupos populacionais vulneráveis e em regiões específicas do país, reforçando a necessidade de estratégias regionais de prevenção, diagnóstico precoce e manejo adequado dos fatores de risco cardiovasculares.
PALAVRAS-CHAVE:
Endocardite; Análise espaço-temporal; Registros de mortalidade

Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail

Fonte: Os autores (2024)
Fonte: Os autores (2024)
Fonte: Os autores (2024)
Fonte: Os autores (2024)