Parasitismo de Cichlasoma paranaense Kullander, 1983 e Gymnotus carapo Linnaeus, 1814 do rio Taquari por metacercárias de Clinostomum complanatum (Rudolphi, 1814)

Estudou-se a infecção por metacercárias de Clinostomum spp., conhecida como doença das manchas amarelas, em peixes do rio Taquari, localizado no município de Jataizinho, Paraná, Brasil. Um total de 1.582 espécimes pertencentes a 36 espécies foram capturados entre março de 1999 e abril de 2001. As manchas amarelas foram observadas apenas em Gymnotus carapo Linnaeus, 1814 (Gymnotiformes, Gymnotidae) e Cichlasoma paranaense Kullander, 1983 (Perciformes, Cichlidae). Esse parasitismo foi produzido por larvas de Clinostomum complanatum (Rudolphi, 1814) (Digenea, Clinostomidae), na fase de metacercária. Dentre os 88 espécimes de G. carapo examinados, 7 (prevalência = 8%) tinham cistos do parasita. Destes, 4 foram capturados em julho de 1999, quando foi observada a mais alta intensidade de infecção, e 3 em outubro de 1999. Nos outros meses, nenhum espécime encontrava-se infectado. Analisando o fator de condição relativo (Kn) foi possível determinar que tanto os exemplares parasitados como os não parasitados estavam com o peso igual ao teoricamente esperado para cada comprimento (Kn = 1,0). Entre os 56 indivíduos de Cichlasoma paranaense, 6 (prevalência = 10,7%) apresentavam entre 1 e 27 metacercárias de C. complanatum (intensidade média de infecção = 9,3 ± 9,6). A mais alta intensidade de infecção foi registrada em janeiro de 2000. Em março de 1999 e em abril de 2000 e de 2001, nenhum dos espécimes examinados estava infectado. Os peixes parasitados encontravam-se com o peso total acima do esperado (Kn > 1,0), enquanto os não parasitados apresentaram peso total igual ao esperado (Kn = 1,0).

peixes; parasitismo; metacercária; Clinostomum complanatum; rio Taquari


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