Distribuição longitudinal de Copepoda na região de transição rio-reservatório (rio Paranapanema-Represa de Jurumirim, SP) e influência de duas lagoas laterais

S. M. C. Casanova R. Henry Sobre os autores

O presente estudo foi realizado na zona de desembocadura do rio Paranapanema, na Represa de Jurumirim, visando a verificar as mudanças longitudinais na composição, abundância e distribuição dos Copepoda e a analisar a influência de lagoas laterais na exportação de material biótico para o rio. Foram amostrados 6 pontos no rio (trecho de 13 km), desde um local mais a montante, com alta velocidade da correnteza, até um local com características mais lênticas, na desembocadura do rio na represa, além de duas lagoas conectadas ao rio. Foram identificados 9 taxa: 3 Calanoida (Argyrodiaptomus furcatus Sars, Notodiaptomus iheringi Wright e N. conifer Sars) e 6 Cyclopoida (Eucyclops Claus, Microcyclops Claus, Mesocyclops longisetus Thiébaud, Thermocyclops decipiens Fischer, T. minutus Lowndes e Paracyclops Claus), além de representantes da ordem Harpacticoida. Os organismos mais abundantes foram as fases de desenvolvimento nauplius e copepoditos, de Calanoida e Cyclopoida e os Harpacticoida. De forma geral, observou-se diminuição na abundância dos Copepoda, do ponto 1 ao ponto 5, aumentando, porém, no ponto 6 e nas lagoas marginais. A maioria dos Copepoda mostrou relação inversa com a velocidade da corrente e o material em suspensão. Sazonalmente, as maiores abundâncias no canal do rio foram observadas no período chuvoso, refletindo a importância das lagoas laterais na estrutura da comunidade do rio, visto que nesse período ocorre maior conexão entre os ambientes, acarretando a exportação de material biológico das lagoas para o rio.

Copepoda; distribuição longitudinal; rios; lagoas; planície de inundação


Instituto Internacional de Ecologia R. Bento Carlos, 750, 13560-660 São Carlos SP - Brasil, Tel. e Fax: (55 16) 3362-5400 - São Carlos - SP - Brazil
E-mail: bjb@bjb.com.br