Reprodução de Phylloderma stenops Peters em cativeiro (Mammalia, Chiroptera, Phyllostomidae)

Uma colônia reprodutiva de Phylloderma stenops foi implantada em cativeiro. Os morcegos foram mantidos em gaiolas de tela de arame de 1/2", com tamanho de 90 × 60 × 80 cm, em sala com ciclo de 13 horas de luz e 11 horas de escuro, com temperatura e umidade variando de 27 a 31 °C e 75 a 90%, respectivamente. Nove nascimentos ocorreram durante o estudo envolvendo três fêmeas selvagens e duas nascidas em confinamento. Os morcegos foram alimentados com dieta semilíquida composta por frutas picadas, ovos cozidos, carne bovina, ração de cachorro, mel, camarões desidratados, sal e complexos vitamínicos, oferecida diariamente. Nos dois primeiros anos de confinamento, a dieta foi complementada com baratas criadas em cativeiro, larvas de tenebrio, camundongos jovens e frutas sazonais. Nove partos ocorreram entre três fêmeas selvagens 770-1050 dias após a captura e duas fêmeas concebidas em cativeiro. Os nascimentos ocorreram em setembro, fevereiro e dezembro. O neonato pesou 15,0 g e apresentou 34,1 mm de comprimento do antebraço. Duas fêmeas concebidas em cativeiro pariram com idade de 402-445 dias. Phylloderma stenops apresenta estro pós-parto, gestação de 5,5 meses, lactação de 3,3 meses e maturidade sexual aos 8,0-8,5 meses. Fetos são detectáveis através de apalpação cerca de dois meses antes do nascimento e as fêmeas podem apresentar sincronização dos nascimentos.

reprodução; maturidade sexual; gestação; neonato


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