Busca por bioindicadores de fragmentação florestal: aves Passeriformes na Floresta Atlântica do Sudeste do Brasil

A. Piratelli SD. Sousa JS. Corrêa VA. Andrade RY. Ribeiro LH. Avelar EF. Oliveira Sobre os autores

Para avaliar o potencial de Passeriformes como bioindicadores de fragmentação florestal na Mata Atlântica, estudamos a avifauna da região serrana do Rio de Janeiro, utilizando capturas com redes de neblina entre 2001 e 2005. Foram amostradas seis áreas, sendo quatro pequenos fragmentos (de 4 a 64 ha) em áreas agrícolas (Teresópolis), uma mata secundária com cerca de 40 anos (440 ha - Miguel Pereira) e uma área de mata contínua de 10600 hectares (Parque Nacional da Serra dos Órgãos - PARNASO). A análise de espécies indicadoras e o teste de Monte Carlo foram empregados para que se verificassem as espécies mais associadas a cada local amostrado, considerando-se um mínimo de 30% de indicação e valor significativo para o teste mencionado, utilizando-se somente espécies com 10 ou mais capturas. Foi amostrado um total de 30 espécies e, pela sua associação com a maior área (PARNASO), consideramos Sclerurus scansor, Mionectes rufiventris, Chiroxiphia caudata e Habia rubica como as melhores indicadoras. Cinco espécies foram mais capturadas não ao acaso na área de 440 ha: Conopophaga melanops, Myiobius barbatus, Myrmeciza loricata, Philydor atricapillus e Schiffornis virescens. Nenhuma espécie foi associada aos pequenos fragmentos. Como esta análise identificou espécies de Passeriformes especialistas em diversos aspectos (substrato de forrageio, locais de nidificação, status de raridade), ela pode ser uma ferramenta útil na detecção de possíveis bioindicadores.

análise de espécies indicadoras; aves; bioindicadores; Brasil; Mata Atlântica


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