Decomposição de Eichhornia azurea e colonização por invertebrados

A colonização por invertebrados durante o processo de decomposição de Eichhornia azurea foi examinada em duas épocas do ano na zona de desembocadura do Rio Paranapanema, na Represa de Jurumirim, em lagoa lateral. O método utilizado para avaliar a taxa de decomposição bem como a colonização concomitante pelos invertebrados foi o uso dos litter bags em número de 42 com tamanho 15 × 20 cm e 2 mm de abertura de malha. Seis litter bags (três para determinação da taxa de decomposição e três para estimativa de densidade de organismos) foram removidos por sorteio no 1º, 3º, 7º, 14º, 28º, 56º e 72º dias de incubação. Após cada período de incubação, o material foi cuidadosamente lavado para facilitar a separação dos detritos e invertebrados. Em seguida, o material biológico foi fixado com formol 4% e posteriormente triado e identificado sob microscópio estereoscópico. O material vegetal remanescente foi seco a 60ºC e pesado. Ocorreu rápida perda de material nas primeiras 24 horas e a taxa de decomposição de Eichhornia azurea foi maior no período chuvoso, em relação à estação seca. A maior densidade de invertebrados nos detritos de Eichhornia azurea foi observada na estação seca no 56º dia de incubação com aproximadamente 110 ind.g.PS--1 quando os detritos da planta apresentavam um teor de 0,57 UDO.g.PS--1 de polifenóis. No período chuvoso, a maior densidade foi encontrada no 28º dia de incubação quando o teor de polifenóis era de 4,36 UDO.g.PS--1. Observou-se que a redução dos teores de polifenóis tem efeito aparente sobre o aumento da densidade de invertebrados. A maioria das espécies encontradas pertence ao grupo dos coletores, que foi dominante no período chuvoso (a partir do 7º dia) e seco (a partir do 14º dia).

decomposição; colonização; invertebrados; Eichhornia azurea; lagoa


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