Prevotella intermedia e Porphyromonas gingivalis isolados de implantes osseointegrados: colonização e susceptibilidade a antimicrobianos

Eduardo Augusto Pfau Mario Julio Avila-Campos Sobre os autores

Neste estudo foram avaliadas a colonização e a susceptibilidade a antimicrobianos de P. intermedia e P. gingivalis isolados de amostras de sulcus gengivais e peri-implantares. As amostras foram coletadas de 30 pacientes submetidos a implantes, em três tempos diferentes: no momento da cirurgia, 20 e 60 dias após a instalação do implante. Os organismos foram identificados por testes bioquímicos ou por kit comercial API 32-A e por PCR. A susceptibilidade antimicrobiana foi determinada usando-se o método de diluição em ágar. Foram isolados dezenove P. intermedia (quatro de peri-implantites e 15 de sulco gengival) e somente sete P. gingivalis de sulco gengival. Pelo PCR os organismos foram detectados de sete amostras sete peri-implantares e de 32 gengivais. As bactérias foram susceptíveis aos antibióticos usados exceto para azitromicina com 65% de resistência para P. intermedia. As espécies avaliadas foram sensíveis para cádmio, níquel e paládio, e mostraram diferentes faixas de resistência para titânio, alumínio e bicloreto de mercúrio. A maioria de P. intermedia foi resistente para chumbo, prata, cobre, titânio, zinco, alumínio e bicloreto de mercúrio. As bactérias colonizaram implantes após 60 dias de cirurgia e PCR pode ser usado como ferramenta para a detecção bacteriana na implantodontia.

Porphyromonas gingivalis; Prevotella intermedia; implantes; susceptibilidade antimicrobiana


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