Correlações entre sintomas de vira-cabeça e o teste serológico ELISA (DAS) em duas diferentes fontes de resistência a tospoviroses em tomateiro

As cultivares comerciais Ângela Gigante I-5100 e Santa Clara (suscetíveis a tospovírus), a cultivar Stevens, e híbridos experimentais F1 (resistentes a tospoviroses), foram utilizadas para: a) avaliar duas fontes de resistência a tospovírus em tomate, uma derivada de Lycopersicon esculentum / `Rey de Los Tempranos', e a outra derivada de L. peruvianum/'Stevens'; b) verificar se existe uma correlação entre a concentração de partículas, detectadas por ELISA (DAS) e sintomatologia. Nas cultivares Ângela Gigante I-5100 e Santa Clara esta correlação foi altamente significativa, e o nível médio de sintomas foi alto indicando que em cultivares suscetíveis a evolução de sintomas acompanha a multiplicação do vírus na planta. Já para as linhagens TOM 547, e TOM 556, (background de Ângela Gigante I-5100 e Santa Clara respectivamente), não houve correlação entre a presença de sintomas e a concentração de partículas: plantas com sintomas leves do vírus, apresentaram altos valores de absorbância. Nas linhagens BPX320E 3902-01, BPX320E 3905 e BPX320E 7902 (background Santa Clara), poucas plantas apresentaram sintomas, o que é explicado pela penetrância incompleta do gene Sw-5. Para as plantas assintomáticas os diagnósticos empregando DAS-ELISA apresentaram resultados negativos, mostrando que em materiais cuja fonte de resistência é obtida de L. peruvianum, parece não haver a multiplicação do vírus nos tecidos, ou se houver a quantidade de partícula seria mínima, insuficiente para ser detectada por esta técnica.

Tospovírus; resistência genética; viroses


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