Altos níveis de catalase em mutantes sod de Saccharomyces cerevisiae em condições de alta aeração

Vanessa Martins Vanusa Manfredini Mara Silveira Benfato Sobre os autores

Saccharomyces cerevisiae deficientes nos genes da superóxido dismutase (mutantes sod1delta, sod2deltae sod1deltasod2delta) cultivados em fase estacionária sob condições de alta aeração foram submetidos ao estresse com peróxido de hidrogênio (H2O2). Todos os mutantes mostraram-se sensíveis após o tratamento com o H2O2. A enzima glutationa peroxidase (GPx) apresentou níveis significativamente mais baixos nos simples mutantes sod1D e sod2delta que na cepa selvagem sem tratamento. Após, a exposição a diferentes concentrações de H2O2, os níveis da glutationa peroxidase aumentaram no duplo mutante sod1deltasod2delta e no simples mutante sod2delta, enquanto o mutante sod1delta manteve baixa atividade da glutationa peroxidase. O mutante sod2delta demonstrou atividade da catalase similar a da cepa selvagem sem tratamento, enquanto foi observado que a atividade da catalase decresceu em condições de baixa aeração. O duplo mutante sod1deltasod2delta apresentou baixa atividade da catalase mesmo sem tratamento. Os níveis da catalase foram maiores em condições de alta aeração do que em condições microaerófilas, inclusive o duplo mutante sod1deltasod2delta contém menos H2O2, visto que, a SOD catalisa a clivagem do superóxido produzindo H2O2 e oxigênio. Nós sugerimos neste trabalho que a catalase não é essencial para os mutantes sod sob condições normais, mas ela participa de uma importante via na aquisição da tolerância ao estresse oxidativo induzido por condições de alta aeração.

catalase; superóxido dismutase; alta aeração; peróxido de hidrogênio; S. cerevisiae


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