Laringectomia de resgate: utilização do retalho miocutâneo de peitoral maior na prevenção de fístula faringocutânea

Laringectomias de resgate estão associadas a altas taxas de complicações pós-operatórias. O uso de retalhos na reconstrução do trânsito faríngeo poderia reduzir a incidência destas complicações. OBJETIVO: Avaliar a utilidade do retalho miocutâneo de músculo peitoral maior na prevenção da fístula salivar no pós-operatório de laringectomia total de resgate. MÉTODO: Estudo retrospectivo, realizado de abril/2006 a maio/2011, com 31 pacientes portadores de CCE de laringe recidivado, tratados previamente com quimiorradioterapia ou radioterapia isolada, submetidos à laringectomia de resgate. Destes 31 pacientes, a reconstrução da faringe foi realizada com utilização do retalho miocutâneo de músculo peitoral maior em 19 (61%) casos, enquanto o fechamento primário ocorreu em 12 pacientes (39%). RESULTADOS: Foi observada taxa de fistula salivar em (16%) dos pacientes em que se utilizou o retalho e 58% nos pacientes submetidos a fechamento primário da faringe (p < 0,02). Não foi observada diferença estatisticamente significativa entre os grupos em relação ao tempo médio de aparecimento de fistula e reintrodução da dieta por via oral, bem como tempo de uso de cateter nasoentérico para alimentação. CONCLUSÃO: O retalho miocutâneo do músculo peitoral maior mostrou-se como opção capaz de reduzir incidência de fistula salivar em laringectomias de resgate.

complicações pós-operatórias; fístula do sistema digestório; laringectomia; retalhos cirúrgicos


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