Fatores prognósticos em perda auditiva neurossensorial súbita: estudo retrospectivo usando efeitos de interação

O significado prognóstico de vertigem em pacientes com perda auditiva neurossensorial súbita idiopática (PANSI) continua a ser uma questão controversa. OBJETIVO: Este trabalho tem como objetivo verificar a diferença entre um grupo com vertigem e um grupo sem vertigem e analisar a validação da vertigem como fator prognóstico em pacientes com PANSI. MÉTODO:Este estudo envolveu 183 pacientes com PANSI. O teste t foi utilizado para comparar o grupo A (PANSI com vertigem, n = 31) e o grupo B (PANSI sem vertigem, n = 152). Também queremos verificar os efeitos de interação entre vertigem e outros fatores prognósticos por meio de análise de regressão múltipla. RESULTADOS: Houve uma diferença significativa entre o grupo A e o grupo B: o nível auditivo inicial do grupo A foi menor do que no grupo B, e seu início de tratamento também foi menor. Além disso, a vertigem em si não afetou a melhora da audição, mas a variável de interação entre vertigem e nível de audição inicial afetou significativamente a melhora da audição. CONCLUSÃO: As características clínicas dos pacientes com vertigem não afetaram diretamente a melhora da audição de pacientes com PANSI; no entanto, vertigem teve uma influência sobre a PANSI por meio de sua interação com os níveis iniciais de audição.

análise de regressão; perda auditiva súbita; vertigem


Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Sede da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial, Av. Indianópolia, 1287, 04063-002 São Paulo/SP Brasil, Tel.: (0xx11) 5053-7500, Fax: (0xx11) 5053-7512 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: revista@aborlccf.org.br