Impactos da seca e do estresse térmico sobre a fisiologia e a produção do cafeeiro: uma revisão

De modo geral, seca e temperaturas desfavoráveis são as principais limitações climáticas à produção do cafeeiro. A importância de tais limitações deve aumentar, em função das mudanças reconhecidas no clima global e, também, porque a cafeicultura vem sendo expandida para regiões marginais onde secas e temperaturas desfavoráveis se constituem em grandes limitações à produção do café. Nesta revisão, analisam-se os impactos de tais limitações sobre a fisiologia, e por extensão sobre a produção, principalmente de Coffea arabica e C. canephora, que respondem por cerca de 99 % da produção mundial. A primeira seção deste trabalho aborda as exigências climáticas do cafeeiro. Na segunda seção, enfatiza-se a importância do controle do estresse oxidativo para a expressão da capacidade de tolerância à seca e ao frio. Na terceira, examinam-se os impactos da seca sobre as relações hídricas em nível celular, comportamento estomático e uso da água, fotossíntese e produção, metabolismo do carbono e do nitrogênio, características e respostas de crescimento das raízes, além da tolerância à seca. Na quarta seção, discutem-se impactos tanto de baixas temperaturas positivas como de altas temperaturas sobre a fisiologia do cafeeiro; apresentam-se, também, algumas informações sobre efeitos de temperaturas negativas. Finalmente, na última seção, discute-se sobre o sombreamento como um meio de tamponamento das flutuações climáticas e de aumento da sustentabilidade ambiente para a cafeicultura.

Calor; Coffea; déficit hídrico; fotossíntese; frio; geada; produção; uso da água


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