Variação intracolonial em Siderastrea de Blainville (Anthozoa, Scleractinia): taxonomia sob limites morfológicos desafiadores

Natália Matos de Menezes Elizabeth Gerardo Neves Francisco Barros Ruy Kenji Papa de Kikuchi Rodrigo Johnsson Sobre os autores

A morfologia de invertebrados sésseis, tais como corais escleractíneos, é controlada por mecanismos genéticos e ambientais e, por conseguinte, é muito variável. Entretanto, variação morfológica tem intrigado os taxonomistas principalmente por desafiar a identificação de complexos de espécies crípticas. O "Complexo Siderastrea do Atlântico" é um exemplo desta problemática. Por conta da sobreposição dos traços diagnósticos, os limites morfológicos interespecíficos deste grupo permanecem controversos e muitas vezes resultaram em sinonímias de interpretação duvidosa. Além disso, a recente identificação do S. radians para o Atlântico Sul revelou que a variação intra-específica tem sido avaliada equivocadamente. Tradicionalmente, categorias hierárquicas de variação são os critérios mais utilizados para investigar os padrões de organismos modulares como corais. No entanto, apesar de sua importância taxonômica e ecológica, a categoria "intracolonial" tem sido amplamente negligenciada. No sentido de elucidar a influencia de variação morfológica intracolonial na identificação do gênero Siderastrea, colônias do Estado da Bahia, nordeste do Brasil, foram coletadas e medidas. Seis características foram selecionadas em S. radians e S. stellata, e a variação destas características foi analisada através da Análise Discriminante Canônica. A profundidade e diâmetro columelar variaram de forma consistente dentro de S. stellata e S. radians, mas o número de septos foi o mais importante para diferenciar as duas espécies. Por fim, o estudo também provê o primeiro relato de S. radians no litoral norte da Bahia.

sistemática; Siderastrea radians; variação morfológica; expansão biogeográfica; Atlântico Sul


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