Hábitos alimentares de tubarões-martelo jovens, Sphyrna zygaena (Carcharhiniformes: Sphyrnidae), no litoral sul do Brasil

Feeding habits of young smooth hammerhead sharks, Sphyrna zygaena (Carcharhiniformes: Sphyrnidae), in the Southern Coast of Brazil

Hugo Bornatowski Luciano Costa Maurício de Castro Robert Juliana Ventura da Pina Sobre os autores

Resumos

O presente estudo foi conduzido em duas comunidades da pesca artesanal nas cidades Guaratuba (Paraná) e Itapoá (Santa Catarina), no sul da costa brasileira. Os conteúdos estomacais de indivíduos Sphyrna zygaena foram identificados, sendo os itens alimentares agrupados em três categorias. As categorias mais importantes foram teleósteos (78,6%) e cefalópodes (60,7%), representados pela sardinha Harengula clupeola e a lula Loligo sp., ambos considerados como principais itens alimentares de S. zygaena na região estudada.

Elasmobranchii; alimentação; pesca artesanal; costa paranaense


The present study was conducted in two artisan fishing communities in the cities Guaratuba (Paraná) and Itapoá (Santa Catarina), in the South Brazilian coast. Stomach contents of Sphyrna zygaena specimens were identified, showing three categories of food items. The most important feeding categories were teleosts (78.6%) and cephalopods (60.7%), represented by the sardine Harengula clupeola the squid Loligo sp., both considered the main food items of S. zygaena in the studied region.

Elasmobranchii; feeding; artisanal fishing communities; Paraná State coast


SHORT COMMUNICATIONS

Hábitos alimentares de tubarões-martelo jovens, Sphyrna zygaena (Carcharhiniformes: Sphyrnidae), no litoral sul do Brasil

Feeding habits of young smooth hammerhead sharks, Sphyrna zygaena (Carcharhiniformes: Sphyrnidae), in the Southern Coast of Brazil

Hugo BornatowskiI, II, 1 1 Autor para correspondência: Hugo Bornatowski, e-mail: anequim.bio@gmail.com ; Luciano CostaIII; Maurício de Castro RobertIII; Juliana Ventura da PinaIII

IFaculdades Integradas Espírita – FACIBEM, Rua Tobias de Macedo Júnior, 333, Santo Inácio, CEP 82010-340, Curitiba, PR, Brasil

IIGrupo de Pesquisas em Ictiofauna – GPIc, Museu de História Natural Capão da Imbuia, Rua Prof. Benedito Conceição, 407, CEP 82810-080, Curitiba, PR, Brasil, e-mail: anequim.bio@gmail.com

IIILaboratório de Ictiologia Estuarina, Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná, CP 19020, CEP 81531-980, Curitiba, PR, Brasil e-mail: tetragonisca@yahoo.com.br, mauriciorobert@bol.com.br, julianavpina@hotmail.com

RESUMO

O presente estudo foi conduzido em duas comunidades da pesca artesanal nas cidades Guaratuba (Paraná) e Itapoá (Santa Catarina), no sul da costa brasileira. Os conteúdos estomacais de indivíduos Sphyrna zygaena foram identificados, sendo os itens alimentares agrupados em três categorias. As categorias mais importantes foram teleósteos (78,6%) e cefalópodes (60,7%), representados pela sardinha Harengula clupeola e a lula Loligo sp., ambos considerados como principais itens alimentares de S. zygaena na região estudada.

Palavras-chave: Elasmobranchii, alimentação, pesca artesanal, costa paranaense.

ABSTRACT

The present study was conducted in two artisan fishing communities in the cities Guaratuba (Paraná) and Itapoá (Santa Catarina), in the South Brazilian coast. Stomach contents of Sphyrna zygaena specimens were identified, showing three categories of food items. The most important feeding categories were teleosts (78.6%) and cephalopods (60.7%), represented by the sardine Harengula clupeola the squid Loligo sp., both considered the main food items of S. zygaena in the studied region.

Keywords: Elasmobranchii, feeding, artisanal fishing communities, Paraná State coast.

Introdução

A importância dos tubarões é fortemente acentuada do ponto de vista trófico, já que, consumindo grande espectro de organismos, a maioria das espécies ocupa posição de destaque na cadeia alimentar dos ecossistemas marinhos, sobretudo daqueles de regiões tropicais e subtropicais (Camhi et al. 1998). Sphyrna zygaena é uma espécie de tubarão pelágico costeiro ou semioceânico e distribui-se desde a superfície até 150 m de profundidade, apresentando uma ampla distribuição sobre a plataforma continental de todos os continentes (Compagno 1984, Steel 1985, Gadig 2001). No Brasil, aparentemente é mais comum nas regiões Sudeste e Sul, onde exemplares jovens podem ser encontrados próximos da costa nos meses de inverno e os adultos são capturados pelas frotas espinheleiras na área oceânica, onde, juntamente com Sphyrna lewini, representa a grande maioria dos tubarões martelos capturados (Gadig 2001). Sphyrna zygaena é muito comum nas pescas artesanais da região paranaense, onde é representado geralmente por neonatos e jovens (Barletta & Corrêa 1989, Charvet 1995a,b, Costa & Chaves 2002).

No Brasil, trabalhos sobre alimentação de tubarões costeiros ainda são escassos (Vaske Jr. et al. 1993, Capitoli et al. 1995, Muto et al. 1995, Lessa et al. 1999, Vaske Jr. & Rincón-Filho 1998, Lima et al. 2000). Desta forma o presente estudo traz novas informações sobre os hábitos alimentares de jovens de S. zygaena na costa paranaense, identificando a composição dos itens alimentares consumidos.

Materiais e Métodos

Entre julho de 2001 e março de 2003 e em maio de 2004 foram realizadas visitas nas comunidades pesqueiras artesanais de Brejatuba (25° 53' S e 48° 33' W), município de Guaratuba (PR), e Barra do Saí (26° 00' S e 48° 36' W), município de Itapoá (SC). Em cada ocasião os desembarques diários, que ocorreram em geral entre 9 e 14 horas, foram observados em relação à presença de indivíduos de S. zygaena. Dentre todas as modalidades de pesca praticadas na região, a captura de S. zygaena apenas foi observada nos fundeios, pescaria realizada com rede de emalhe fixa ao fundo numa profundidade máxima de 20 m (Robert 2004).

No campo foram tomados os dados de comprimento total (CT), com o auxílio de uma trena, e de peso total (PT), com o auxílio de uma balança do tipo dinamômetro. Os estágios de desenvolvimento reprodutivo foram determinados de acordo com Castro (1983), Hazin et al. (2001), Motta (2001) e Andrade (2004). Desta forma, os recém-nascidos foram reconhecidos por apresentarem cicatriz umbilical aberta. Foram considerados jovens fêmeas que não demonstravam, macroscopicamente, atividade vitelogênica (ovários com coloração esbranquiçada) e machos com clásperes descalcificados ou não totalmente calcificados. A calcificação dos clásperes foi analisada manualmente, observando a flexibilidade. O sistema digestório foi removido e fixado em solução de formol a 4%. Após a biometria realizada, os indivíduos foram devolvidos aos pescadores para serem comercializados.

No laboratório os conteúdos estomacais foram examinados com auxílio de um microscópio estereoscópico. Os itens foram identificados até o menor nível taxonômico possível com auxílio de publicações especializadas, mas devido à impossibilidade de sempre se discriminar estes itens em um menor nível taxonômico, os mesmos foram agrupados em grandes grupos taxonômicos.

Para a análise da importância dos itens alimentares foi utilizado o método de freqüência de ocorrência (FO), que avalia o percentual de estômagos em que determinado item ocorre e o método de número de pontos (P), onde a contribuição de cada item é determinada pela proporção de quadrículas ocupadas pelo item em uma superfície plana quadriculada em relação ao número total de quadrículas ocupadas pelo conteúdo (Hynes 1950, Hyslop 1980). Para análise da importância efetiva de cada item na alimentação da espécie foi utilizado o Índice Alimentar (IAi), segundo uma adaptação do método de Kawakami & Vazzoler (1980) proposta por Chaves & Vendel (1996). Os bicos isolados de cefalópodes nos estômagos foram contabilizados apenas para cálculos de freqüência de ocorrência, com a finalidade de evitar superestimativas nos cálculos do IAi (Vaske-Jr. & Castello 1998).

Resultados

Foram examinados 30 exemplares jovens de tubarões martelo durante o período de estudo. A amplitude de tamanho dos indivíduos variou entre 78 e 133 cm, e o peso, entre 1565,90 e 8993,34 g. A proporção sexual machos/fêmeas encontrada foi de 1:1 (gl = 1; c2 = 0,12).

A análise de 30 estômagos, todos apresentando algum conteúdo, revelou uma pequena variedade de itens (Tabela 1). Teleostei foi o grupo que apresentou a maior diversidade de presas ingeridas por S. zygaena (Tabela 1). Com relação à importância alimentar, teleósteos, cefalópodes e crustáceos foram os grupos que se destacaram (Tabela 2), sendo representados principalmente pela sardinha-cascuda Harengula clupeola, pela lula Loligo sp. e pelo siri Callinectes sp. É importante apontar o elevado percentual de ocorrência de vermes nematóides da família Anisakidae nos estômagos dos tubarões estudados (Tabela 2). Também foram encontrados alguns objetos (pedaços de plásticos e escova) dentro dos estômagos.

Discussão

Sphyrna zygaena apresentou hábito teutófago e ictiófago durante sua fase juvenil. A lula do gênero Loligo sp. foi encontrada na maioria dos estômagos, podendo ser considerada como fonte alimentar de extrema importância para essa espécie de tubarão, porém sua importância provavelmente foi subestimada, já que a musculatura deste cefalópode é provavelmente de digestão mais rápida e o volume encontrado nos estômagos é composto por bicos destes animais. O acúmulo de bicos nos estômagos é fato conhecido em algumas espécies de peixes (Zavala-Camin 1981, Mello 1992, Santos 1992, Vaske-Jr. 1992). Vaske-Jr. & Ríncon-Filho (1998) aconselham desconsiderar bicos isolados em cálculos de quantificação numérica, no intuito de evitar superestimativas.

O estudo realizado por Cortês (1999) revelou que S. zygaena tem preferência por cefalópodes seguidos de teleósteos, resultado este não confirmado no presente trabalho, onde S. zygaena alimentou-se primeiramente de teleósteos. Outros estudos realizados com jovens de S. lewini na costa sudeste do Brasil (Namora et al. 2000) e na costa de Kane'ohe Bay, Hawai (Bush 2003), revelaram que essa espécie de tubarão martelo tem preferência alimentar por peixes teleósteos e crustáceos, com baixa ocorrência de cefalópodes. Sphyrna tiburo foi estudado no sudeste da Flórida por Cortês et al. (1996) e demonstrou grande predominância de crustáceos, principalmente o siri-azul Callinectes sapidus, em sua dieta. As diferenças observadas podem então estar relacionadas com a disponibilidade dos itens no ambiente, conforme já sugerido por Wootton (1990), Moyle & Cech (1982) e Weatherley (1972), muito embora também existam variações em função de aspectos comportamentais (Zavala-Camin 1996).

De acordo com os itens registrados, a alimentação de S. zygaena baseou-se em organismos pelágicos. Harengula clupeola foi o peixe com maior número representativo entre os teleósteos. Essa espécie vive em cardumes pequenos e é comum nas regiões costeiras do estado do Paraná (Spach et al. 2003, Godefroid et al. 2003, Fávaro 2004, Pichler 2005). Esses mesmos autores ainda relataram a grande ocorrência de Clupeidae, Hemiramphidae, Carangidae, Trichiuridae e Scianidae na costa paranaense. As lulas do gênero Loligo são nectônicas e representam cerca de 80% dos cefalópodes ocorrentes no sul do Brasil (Haimovici & Perez 1991, Haimovici 1997 e Cergole 1999). Na costa paranaense a abundância de Loligo sp. também foi registrada na alimentação de Synodus foetens (Kagiwara & Abilhoa 2000). Desta forma, podemos dizer que peixes ósseos, cefalópodes e crustáceos compõem uma porção importante da dieta desta espécie de tubarão, porém os motivos que explicariam a maior representatividade de uma ou outra categoria alimentar ficam condicionados à realização de análises mais robustas, tanto das condições ambientais locais quanto das interações que determinam a composição e estrutura destas comunidades de presas.

A presença de vermes anisakídeos nos estômagos de S. -zygaena pode estar associada à ingestão de peixes e lulas contaminados (Aragort 2003) e representa uma ocorrência ocasional, assim como o registro de pedaços de plásticos e uma escova. Neste caso, tais ocorrências parecem demonstrar o hábito oportunista dos tubarões, visto que vários estudos prévios apontam a ocorrência de objetos dessa natureza (Hazin et al. 1994, Vaske-Jr. & Ríncon-Filho 1998, Simpfendorfer et al. 2001, McCord & Campana 2003).

Agradecimentos

Agradecemos aos pescadores da Barra do Saí e Brejatuba, por permitirem que o trabalho fosse realizado, e Paulo T. C. Chaves, por disponibilizar o espaço físico e os equipamentos do Laboratório de Ictiologia Estuarina.

Recebido em 20/04/06

Versão reformulada recebida 15/09/06

Publicado em 01/01/07

ISSN 1676-0603

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    1 Autor para correspondência: Hugo Bornatowski, e-mail: anequim.bio@gmail.com

    Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      21 Ago 2007
    • Data do Fascículo
      2007

    Histórico

    • Aceito
      01 Jan 2007
    • Recebido
      20 Abr 2006
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