Inventário de mosquitos (Diptera: Culicidae) da Unidade de Conservação Ambiental Desterro, Ilha de Santa Catarina, Sul do Brasil

Mosquito survey (Diptera: Culicidae) from Environmental Conservation Unit Desterro, Santa Catarina Island, Southern Brazil

Mariana Reis Gerson Azulim Müller Carlos Brisola Marcondes Sobre os autores

Resumos

Dois mil e sessenta e um espécimes distribuídos em 36 espécies de mosquitos foram coletadas entre agosto de 2007 e maio de 2008 na Unidade de Conservação Ambiental Desterro (localizada no Estado de Santa Catarina, Brasil). As cinco espécies mais abundantes foram: Runchomyia reversa (29,74%), Ochlerotatus scapularis (14,80%), Wyeomyia pallidoventer (9,51%), Anopheles cruzii (8,30%) e Sabethes purpureus (7,03%). São registradas dez novas espécies de Culicidae para o Estado de Santa Catarina, sendo que dessas, seis pertencentes ao gênero Wyeomyia.

Aedes; Anopheles; Mata Atlântica; novos registros; vetores


Two thousand and sixty one specimens distributed in 36 species of mosquitoes were collected between August 2007 and May 2008 at the Environmental Conservation Unit Desterro (located in Santa Catarina State, Brazil). The five most abundant species were: Runchomyia reversa (29.74%), Ochlerotatus scapularis (14.80%), Wyeomyia pallidoventer (9.51%), Anopheles cruzii (8.30%) and Sabethes purpureus (7.03%). Ten species of Culicidae are firstly reported to the Santa Catarina State, and of these, six belong to the genus Wyeomyia.

Aedes; Anopheles; Atlantic Forest; new records; vectors


INVENTÁRIOS

Inventário de mosquitos (Diptera: Culicidae) da Unidade de Conservação Ambiental Desterro, Ilha de Santa Catarina, Sul do Brasil

Mosquito survey (Diptera: Culicidae) from Environmental Conservation Unit Desterro, Santa Catarina Island, Southern Brazil

Mariana ReisI; Gerson Azulim MüllerII, * * Autor para correspondência: Gerson Azulim Müller, e-mail: gecoazul@hotmail.com ; Carlos Brisola MarcondesI

IDepartamento de Microbiologia e Parasitologia, Centro de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, CEP 88040-900, Florianópolis, SC, Brasil

IIPrograma de Pós-graduação em Entomologia, Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Paraná - UFPR, CP 19020, CEP 81531-980, Curitiba, PR, Brasil

RESUMO

Dois mil e sessenta e um espécimes distribuídos em 36 espécies de mosquitos foram coletadas entre agosto de 2007 e maio de 2008 na Unidade de Conservação Ambiental Desterro (localizada no Estado de Santa Catarina, Brasil). As cinco espécies mais abundantes foram: Runchomyia reversa (29,74%), Ochlerotatus scapularis (14,80%), Wyeomyia pallidoventer (9,51%), Anopheles cruzii (8,30%) e Sabethes purpureus (7,03%). São registradas dez novas espécies de Culicidae para o Estado de Santa Catarina, sendo que dessas, seis pertencentes ao gênero Wyeomyia.

Palavras-chave: Aedes, Anopheles, Mata Atlântica, novos registros, vetores.

ABSTRACT

Two thousand and sixty one specimens distributed in 36 species of mosquitoes were collected between August 2007 and May 2008 at the Environmental Conservation Unit Desterro (located in Santa Catarina State, Brazil). The five most abundant species were: Runchomyia reversa (29.74%), Ochlerotatus scapularis (14.80%), Wyeomyia pallidoventer (9.51%), Anopheles cruzii (8.30%) and Sabethes purpureus (7.03%). Ten species of Culicidae are firstly reported to the Santa Catarina State, and of these, six belong to the genus Wyeomyia.

Keywords: Aedes, Anopheles, Atlantic Forest, new records, vectors.

Introdução

O estudo da fauna de Culicidae é relevante pelo papel que esses insetos desempenham na transmissão de doenças ao homem e a outros vertebrados (e.g. febre amarela). Isso pode ser agravado pelo contato direto entre esses dípteros e a população humana em fragmentos de mata inseridos em ambientes urbanos ou rurais (Navarro-Silva et al. 2004). Áreas de mata preservada em condições semelhantes à situação original em áreas urbanas podem propiciar condições à manutenção de espécies de mosquitos através da oferta de criadouros e fontes de alimentação para os adultos. Dentre os criadouros, podemos destacar os do tipo fitotelmata, os quais são explorados principalmente por espécies com caráter silvestre, além daqueles introduzidos pela atividade antrópica, multiplicando potencialmente a diversidade de recipientes a serem explorados pelos imaturos de culicídeos. O bioma Mata Atlântica apresenta regiões de mata fragmentadas que, muitas vezes, estão inseridas em grandes centros urbanos como é o caso do fragmento pertencente a Unidade de Conservação Ambiental Desterro (UCAD), que abrange uma vasta região de mata em meio a cidade de Florianópolis, Estado de Santa Catarina (CECCA 1997).

Apesar do elevado número de estudos publicados envolvendo a fauna de Culicidae em Mata Atlântica, pouco se sabe a respeito de quais espécies desse grupo se desenvolvem nos fragmentos de mata do Estado de Santa Catarina. Paterno & Marcondes (2004) em um estudo preliminar na UCAD, observaram 22 espécies de mosquitos, inclusive Anopheles cruzii Dyar & Knab 1908, responsável pelo surto de malária registrada no estado nas décadas de 1950 e 1960 (Rachou et al. 1973). Dessa forma, o objetivo do presente estudo foi inventariar as espécies de Culicidae que são atraídos durante o dia por humanos na UCAD.

Material e Métodos

1. Área de estudo

O material biológico para a realização do estudo foi proveniente da Unidade de Conservação Ambiental Desterro (UCAD), localizada na região Centro-Norte da Ilha de Santa Catarina, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil (Figura 1). A sede tem as coordenadas 27° 31' 50,8" S e 48° 30' 44,3" O. A UCAD possui 491,5 ha e sua vegetação é do tipo Floresta Ombrófila Densa em quatro estádios de regeneração: capoeirinha (vegetação com até seis anos de desenvolvimento), capoeira (com vegetação se desenvolvendo há aproximadamente 20 anos), capoeirão (vegetação se desenvolvendo por um período de aproximadamente 30 anos) e floresta secundária (área apenas explorada seletivamente) (Bonnet & Queiroz 2006).


O clima é do tipo Cfa (mesotérmico úmido, com verões quentes e chuvas distribuídas durante o ano) com temperatura média anual de 21,15 °C, média mensal para os meses de verão de 23,46 °C e para os meses de inverno de 16,75 °C (Porto Filho 1993). A umidade é alta, em torno de 80% (CECCA/FNMA 1996), com pluviosidade anual de 1.527 mm, bem distribuída durante todo o ano, não existindo estação seca ou chuvosa (Porto Filho 1993).

2. Coleta e análise dos dados

Entre agosto de 2007 e maio de 2008 foram quinzenalmente capturados culicídeos atraídos por humanos através de um tubo de sucção preparado com tubos plásticos transparentes (Marcondes et al. 2007). O operador coletava os mosquitos no momento em que esses pousavam no seu corpo, antes do início do repasto sanguíneo. As coletas duraram dez horas, entre 8:00 e 18:00 horas. Os mosquitos foram mortos em tubo letal contendo acetato de etila e acondicionados em pequenas caixas de papelão para serem levados ao laboratório para a identificação ao nível específico com a utilização das chaves contidas em Lane (1953a, b), Correa & Ramalho (1956), Consoli & Lourenço-de-Oliveira (1994) e Forattini (2002). Gêneros e subgêneros de Culicidae foram abreviados de acordo com Reinert (1975). Ochlerotatus foi considerado como gênero de acordo com Reinert (2000).

Resultados e Discussão

Foram registradas até o momento na UCAD 56 espécies de mosquitos distribuídas em 13 gêneros, sendo que dessas, 36 espécies foram capturadas dentro das amostragens do presente trabalho. Dez espécies foram registradas pela primeira vez no Estado de Santa Catarina, sendo que seis delas pertencem ao gênero Wyeomyia (Tabela 1). Dos 2.061 culicídeos capturados, cinco espécies foram mais representativas: Runchomyia reversa Lane & Cerqueira 1942 (29,74%), Ochlerotatus scapularis (Rondani 1848) (14,80%), Wyeomyia pallidoventer Lutz 1905 (9,51%), Anopheles cruzii Dyar & Knab 1908 (8,30%) e Sabethes purpureus (Theobald 1907) (7,03%).

Essas cinco espécies evidenciam um conjunto, que apresenta caráter heterogêneo quanto à exploração de habitats. Ru. reversa Lane & Cerqueira 1942, a espécie capturada em maior número, é um representante significativo em matas fechadas (Guimarães et al. 2000). A segunda espécie mais abundante, Oc. scapularis (Rondani 1848), destaca-se pela presença em ambientes alterados como matas residuais, nas quais a baixa abundância pode caracterizar o local como sendo de natureza primitiva (Forattini et al. 1995). Wyomyia pallidoventer Lutz 1905, a terceira espécie mais abundante, foi encontrada em bromélias em ambientes antrópicos (Marques et al. 2001) e no interior de fragmentos florestais (Müller & Marcondes 2006). A quarta espécie, An. cruzii Dyar & Knab 1908, bem como todas espécies do subgênero Kerteszia, são encontradas em ambientes florestais bem preservados (Dorvillé 1996). Segundo Marcondes & Paterno (2005), essa espécie apresenta íntima associação de atividade hematofágica com Ru. reversa Lane & Cerqueira 1942, devido, provavelmente, a essas duas espécies reagirem de maneira semelhante às condições do ambiente como variação de temperatura e humidade. Sabethes purpureus (Theobald 1907), a última espécie das cinco mais abundantes, é caracterizada por ser uma espécie essencialmente silvestre (Guimarães et al. 2003). Em relação às demais espécies de Culicidae capturadas em número e frequência reduzida, estas também exibem elevada diversidade de habitats.

A presença na área da UCAD, de espécies como Oc. scapularis (Rondani 1848), An. cruzii Dyar & Knab 1908 e Sa. purpureus (Theobald 1907), que apresentam um comportamento diferenciado quanto às relações com ambiente de floresta primitiva e amplamente modificados pela ação antrópica, demonstrou que embora a urbanização da região tenha englobado a área de mata da UCAD, esta ainda mantém diversidade de condições ambientais, o que tem permitido a manutenção de espécies que possuem caráter silvestre em contato estreito com ambiente alterado.

Entre todas as espécies já registradas na UCAD, várias apresentam competência vetorial em transmitir agentes etiológicos de diversas infecções ao homem in natura em outras áreas e em laboratório, como: An. cruzii Dyar & Knab 1908 (Branquinho et al. 1997), Ae. albopictus (Skuse 1894) (Miller & Ballinger 1988), Oc. fulvus (Wiedmann 1828) (Vasconcelos 2003), Oc. scapularis (Rondani 1848) (Forattini 2002), Oc. serratus (Theobald 1901) (Forattini 1965), Ps. ferox (Humboldt 1819) (Lopes et al. 1981), Tr. digitatum Rondani 1848 (Forattini 2002), Wy. bourrouli Lutz 1905 (Labarthe et al. 1998) e Wy. pilicauda (Root 1928) (Lopes & Sacchetta 1974). Assim, a fauna de culicídeos abrigada pela UCAD pode representar, no futuro, um risco para a população humana presente ao entorno da mesma. Estudos mais aprofundados em busca de mosquitos infectados com arboviroses, helmintoses e protozooses e um monitoramento constante são necessários diante da riqueza de espécies de Culicidae na área e a sua proximidade com habitações humanas.

Agradecimentos

Ao CNPq pela concessão da bolsa de doutorado para GAM. Ao Sr. Aristides Fernandes (Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo), pela revisão de algumas identificações e ao Sr. Marcos Dupont, pelo auxílio na elaboração da figura 1. Este estudo é parte do Projeto "Internal dynamics of rain forest: specificity of animal-plant interaction" dentro do programa Brasil-Alemanha "Mata Atlântica" (BMBF, proc.- 01LB0205 e CNPq, proc. - 690143/01-0).

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Recebido em 08/03/2010

Versão reformulada recebida em 29/06/2010

Publicado em 19/07/2010

  • *
    Autor para correspondência: Gerson Azulim Müller, e-mail:
    • BONNET, A. & QUEIROZ, M.H. 2006. Estratificação vertical de bromélias epifíticas em diferentes estadios sucessionais da Floresta Ombrófila Densa, Ilha de Santa Catarina, Santa Catarina, Brasil. Rev. Bras. Bot., 29(2):217-228.
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    * Autor para correspondência: Gerson Azulim Müller, e-mail: gecoazul@hotmail.com

    Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      01 Dez 2010
    • Data do Fascículo
      Set 2010

    Histórico

    • Recebido
      08 Mar 2010
    • Revisado
      09 Fev 2010
    • Aceito
      19 Jul 2010
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