Crescimento de orquídeas epífitas in vitro: adição de polpa de frutos

The pulps of fruits in the growth of epiphytic orchids

Giulio Cesare Stancato Mônica Ferreira Abreu Ângela Maria Cangiani Furlani Sobre os autores

Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estudar o efeito das polpas de frutas no crescimento de plântulas de orquídeas in vitro. Três espécies de orquídeas epífitas brasileiras foram usadas: Laelia longipes Rchb.f., Laelia tenebrosa Rolfe e Miltonia spectabilis (Lindley). Os seguintes meios nutritivos foram testados: 10:10:10 (N:P:K), na concentração de 1 g L-1, 10:30:20, 1 g L-1, polpa de maçã, 10,0 g L-1, polpa de tomate, 10 g L-1, polpa de banana, 50 g L-1, e também os meios de KNUDSON, VACIN e WENT, MURASHIGE e SKOOG. Nas plântulas de L. longipes, cultivadas em 10:10:10 e polpa de banana observou-se o maior acúmulo de, massa e naquelas cultivadas em MS o menor. Pela análise dos resultados para Miltonia spectabilis observou-se que os meios 10:30:20 e polpa de banana proporcionaram o maior acúmulo de massa seca e no meio MS, o menor acúmulo. Em ordem decrescente de acúmulo de matéria seca total estão os meios 10:30:20 e polpa de banana, seguidos por 10:10:10, polpa de tomate, KNUDSON (58,3%), VACIN e WENT (18,7%), polpa de maçã (13,2%) e MS (4,1%). Para Laelia tenebrosa, as plântulas cultivadas no meio polpa de banana incorporaram o maior conteúdo de matéria seca, seguidas pelas plântulas cultivadas em meio com 10:10:10. Os outros meios propiciaram acúmulo reduzido.

meios nutritivos; micropropagação; nutrição in vitro


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