Dor neonatal: conhecimento, atitude e prática da equipe de enfermagem

Ana Paula Silva Campos Sobre o autor

ABSTRACT

BACKGROUND AND OBJECTIVES:

Neonates have special peculiarities, and these should be much more widespread in the scientific environment, both for the knowledge of professionals and students, and for the mothers’ help. The objective of this study was to evaluate the knowledge, attitude and practice of the nursing team in management of neonatal pain.

CONTENTS:

This is a bibliographical research with a descriptive study conducted from 2013 to 2017, through a survey in the Medline (International Literature in Health Sciences), Scielo (Scientific Electronic Library Online) and LILACS (Latin American Literature in Health Sciences) electronic database. Twenty scientific articles were selected and detailed studied with the purpose of grouping the similar information and verify its particularities to be exposed in categories.

CONCLUSION:

There is a need to insert this theme in undergraduate and postgraduate courses and training in maternity units on a continuous basis so that the professional can relate the theory to practice and then offer the best therapy to the newborn and orientations to the mothers.

Keywords:
Attitude; Knowledge; Neonatology; Nursing; Pain; Practice

RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS:

Os neonatos possuem particularidades especiais e estas devem ser bem mais difundidas no meio científico, tanto para conhecimento dos profissionais e estudantes, quanto para auxílio das mães. O objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento, atitude e prática da equipe de enfermagem diante do manuseio da dor neonatal.

CONTEÚDO:

Trata-se de uma pesquisa bibliográfica com estudo descritivo, no período de 2013 a 2017, através de um levantamento em base de dados eletrônicos da Medline (Literatura Internacional em Ciências da Saúde), Scielo (Scientific Electronic Library Online) e LILACS (Literatura Latino Americana em Ciências da Saúde). Foram selecionados 20 artigos científicos, os quais passaram por um estudo minucioso a fim de agrupar os dados semelhantes e verificar suas particularidades, para assim serem expostos em categorias.

CONCLUSÃO:

Há a necessidade de inserção dessa temática nos cursos de graduação, pós-graduação e treinamentos e capacitações nas maternidades de forma contínua, a fim de que o profissional consiga relacionar a teoria à prática e oferecer então a melhor terapêutica ao recém-nascido e orientações às mães.

Descritores:
Atitude; Conhecimento Dor; Enfermagem; Neonatologia; Prática

INTRODUÇÃO

A Associação Internacional para o Estudo da Dor refere a dor como uma vivência sensorial e emocional desagradável, agregada a uma lesão tecidual real, potencial ou dita nos termos dessa lesão. Nesse contexto, entende-se que a dor de cada ser humano é individual e se revela através de respostas do próprio organismo e comportamentais, comprometidas por variáveis genéticas, mentais, afetivas e culturais11 Merskey H, Albe-Fessard DG, Bonic JJ. Pain terms: a list with definitions and notes on usage. Recommended by the International Association for Study of Pain (IASP) Subcommittee on Taxonomy. Pain. 1979;6(3):249-52..

Antes dos anos 1980, acreditava-se que os recém-nascidos (RN) não sentiam dor, pois a insuficiência de mielinização (substância responsável pela condução dos impulsos nervosos) no cérebro e a falta de memória de dor mostravam a imaturidade do sistema nervoso central. Porém, pesquisas recentes apontam que os receptores dolorosos sofrem mielinização completa entre a 2ª e a 3ª semana de gestação e as vias dolorosas originadas no cérebro estão completamente mielinizadas a partir da 30ª semana22 Blackburn S. Environmental impact of the NICU on developmental outcomes. J Pediatr Nurs. 1998;13(5):279-89..

Os especialistas em saúde sabem que os RN estão expostos a vários fenômenos, tanto em consequência de normas e rotinas institucionais, quanto do complexo processo de trabalho, que envolve os ambientes com luminosidade, temperatura artificial, barulho e inúmeras manipulações, colocando seu organismo em estresse desde o seu nascimento33 Guinsburg R. [Assessing and treating pain in the newborn]. J Pediatr. 1999;75(3):149-60. Portuguese..

A análise da dor, retratada como o quinto sinal vital, não é um aspecto simples de se realizar, pois a avaliação é sempre subjetiva e os profissionais necessitam, portanto, do relato dos pacientes. Até o momento não existe um método amplamente aceito, de fácil administração e uniforme para avaliar a dor no RN. Independentemente da ausência da fala, a dor no RN pode ser analisada por meio de escalas, levando-se em consideração as alterações do organismo, como frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, saturação de oxigênio, contração vagal, suor palmar e alterações hormonais. Além disso, a dor do RN também pode ser estudada através de critérios comportamentais, como expressão facial, estado de sono, choro e vigília, e os movimentos corporais associados aos parâmetros fisiológicos44 Anand KJ, Craig KD. New perspectives on definition of pain. Pain. 1996;67(1):3-6; discussion 209-11.

5 Sousa BB, Santos MH, Sousa FG, Ferrario AP, Paiva SS. Avaliação da dor como instrumento para o cuidar de recém-nascidos pré-termo. Texto Contexto Enferm. 2006;15 (Esp):88-96.

6 Souto SP. A dor no recém-nascido: o desafio da avaliação. Nursing. 2008;233.
-77 Parras C. Dor no recém-nascido. São Paulo: Hospital Israelita Albert Einstein; 2002. 4p..

Hoje em dia, além da terapia farmacológica, os profissionais que prestam cuidados neonatais dispõem de medidas alternativas para a atenuação da dor e sofrimento. Dentre essas medidas, destacam-se o envolvimento dos pais nos cuidados, a organização da assistência de forma a agrupar e reduzir a manipulação no RN, a redução de ruídos e luminosidade e a identificação do ser de forma individualizada88 Lockridge T. Following the learning curve: the evolution of kinder, gentler neonatal respiratory technology. J Obstet Gynecol Neonatal Nurs. 1999;28(4):443-55..

Nesse contexto, para evitar ou diminuir os efeitos prejudiciais da dor no desenvolvimento do RN e contribuir não só para uma rápida recuperação, mas também para uma melhora na assistência aplicada, faz-se necessário que toda a equipe de neonatologia, principalmente os profissionais de enfermagem que atuam nos cuidados diretos dos bebês, saibam identificar, avaliar e tratar a dor99 Kazanowski MK, Laccetti MS. Intervenções para alívio da dor. Dor: Fundamentos, abordagem clínica e tratamento. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005..

A terapêutica da dor faz parte dos cuidados prestados pelos profissionais de enfermagem ao RN. Porém, apesar de todos os avanços e métodos utilizados para a avaliação e alívio, observa-se pouco conhecimento teórico e prático envolvendo essa problemática.

Esta pesquisa apoiou-se na justificativa de que os RN possuem particularidades especiais e que elas devem ser bem mais difundidas no meio científico, tanto para conhecimento dos profissionais e estudantes, quanto para auxílio das mães.

Dessa forma, o objetivo deste estudo foi avaliar o conhecimento, atitude e prática da equipe de enfermagem diante do manuseio da dor neonatal.

CONTEÚDO

Trata-se de uma pesquisa bibliográfica com estudo descritivo, a qual se justifica pela necessidade de se analisar os dados sem a interferência do pesquisador.

A partir da escolha do tema, definiu-se a pergunta norteadora: “Quais são os avanços em relação ao conhecimento, atitudes e práticas dos profissionais de enfermagem no manuseio clínico da dor neonatal”.

Para obtenção dos artigos, realizaram-se buscas nas bases de dados online Medline (Literatura Internacional em Ciências da Saúde), Scielo (Scientific Electronic Library Online) e LILACS (Literatura Latino Americana em Ciências da Saúde), utilizando os seguintes descritores: dor, analgesia, percepção da dor, manuseio da dor, conhecimento, atitude e prática em saúde e qualidade da assistência à saúde.

Através dessas buscas, foram encontrados 1606 artigos. No primeiro momento, todos os artigos anteriores ao ano de 2013 foram excluídos, restando 39 publicações. Em seguida, foi realizada a leitura exploratória e sistemática desses artigos.

Foram incluídos como fonte de dados 20 artigos publicados no período de 2013 a 2017, na língua portuguesa, que estavam disponíveis em sua totalidade e que apresentavam dados relevantes para a resolução do problema da pesquisa.

Foram excluídos os artigos publicados anteriormente ao ano de 2013, que não estavam na língua portuguesa e que não estavam disponíveis em sua totalidade. Além disso, foram eliminadas as dissertações e monografias.

Dessa maneira, para facilitar a exposição dos dados, adotou-se uma tabela com as informações dos artigos (Tabela 1). Também elegeu-se 6 categorias com o intuito de analisar o reconhecimento dos profissionais acerca da dor neonatal, o uso de escalas para avaliação da dor, as medidas não farmacológicas adotadas para o manuseio clínico da dor, o registro dessas medidas nos prontuários, a compreensão da equipe em relação às consequências da dor neonatal e a participação dos profissionais de enfermagem em treinamentos que abrangem o manuseio clínico da dor neonatal.

Tabela 1
Distribuição dos artigos

PERCEPÇÃO DO ESTÍMULO DOLOROSO PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM

Em todos os artigos, exceto o número 8, que não traz essa informação, os profissionais de enfermagem reconheceram que o RN sente dor1010 Mendes LC, Fontenele FC, Dodt RC, Almeida LS, Cardoso MV, Silva CB. A dor no recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE online. Recife. 2013;7(11):6446-54.

11 Alves FB, Fialho FA, Dias IM, Amorim TM, Salvador M. Dor neonatal: a percepção da equipe de enfermagem na unidade de terapia intensiva neonatal. Revista Cuidarte. 2013;1(4):510-5.

12 Wieckzorkievicz AM, Maia ED, Lamin S, Alcantara SB. Percepção do enfermeiro em relação à utilização de escalas de avaliação de dor em recém-nascidos. Saúde Meio Ambient. 2013;2(2):20-31.

13 Caetano EA, Lemos NR, Cordeiro SM, Pereira FM, Moreira DS, Marques SM. O recém-nascido com dor: atuação da equipe de enfermagem. Esc Anna Nery. 2013;17(3):439-45.

14 Rosário SS, Fernandes AP, Araújo CS, Paiva WW, Batista FW, Monteiro AI, et al. Assistência de enfermagem ao recém-nascido com dor em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE. 2014;8(Suppl 1):2382-9.

15 Capellini VK, Daré MF, Castral TC, Christoffel MM, Leite AM, Scochi CG. Conhecimento e atitudes de profissionais de saúde sobre avaliação e manejo da dor neonatal. Rev Eletr Enf. 2014;16(2):361-9.
-1616 Amaral JB, Resende TA, Contim D, Barichello E. Equipe de enfermagem diante da dor do recém-nascido pré-termo. Esc Anna Nery. 2014;18(2):241-6.,1818 Ribeiro LF, Xavier GN, Kairala AL, Oliveira MS. A utilização da terapia aquática como método de redução da dor em UTI neonatal (relato de caso). 2015;19-22.

19 Leite AM, Silva AC, Castral TC, Nascimento LC, Sousa MI, Scochi CG. Amamentação e contato pele-a-pele no alívio da dor em recém-nascidos na vacina contra hepatite B. Rev Eletr Enf. 2015;17(3):1-8.

20 Blasi DG, Candido LK, Tacla MT, Ferrari RA. Avaliação e manejo da dor na criança: percepção da equipe de enfermagem. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina. 2015;36(1 Suppl):301-10.

21 Araujo GC, Miranda JO, Santos DV, Camargo CL, Nascimento Sobrinho CL, et al. Dor em recém-nascidos: identificação, avaliação e intervenções. Rev Baiana Enfermagem. 2015;29(3): 261-70.

22 Monfrim XM, Saraiva LA, Moraes CL, Viegas AC. Escala de avaliação da dor: percepção dos enfermeiros em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFSM. 2015;5(1):12-22.

23 Costa T, Rossato LM, Bueno M, Secco IL, Sposito NP, Harisson D, et al. Conhecimento e práticas de enfermeiros acerca do manejo da dor em recém-nascidos. Rev Esc Enferm USP. 2017;51:e03210.

24 Soares AC, Caminha MF, Coutinho AC, Ventura CM. Dor em unidade neonatal: conhecimento, atitude e prática da equipe de enfermagem. Cogitare Enferm. 2016;21(2):1-10.

25 Rodrigues JB, Souza DS, Werneck AL. Identificação e avaliação da percepção dos profissionais de enfermagem em relação a dor/desconforto do recém-nascido. Arq Ciênc Saúde. 2016;23(1) 27-31.

26 da Costa KF, Alves VH, Dames LJ, Rodrigues DP, Barbosa MT, Rosa MT. Manejo clínico da dor no recém-nascido: percepção de enfermeiros da unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Pesq Cuid Fundamental. 2016;8(1):3758-69.

27 Martins SW, Enumo SR, Paula KM. Manejo da dor neonatal: influência de fatores psicológicos e organizacionais. Estud Psicol. 2016;33(4):633-44.

28 Christoffel MM, Castra TC, Daré MF, Montanholi LL, Gomes AL, Scochi CG. Atitudes dos profissionais de saúde na avaliação e tratamento da dor neonatal. Esc Anna Nery. 2017;21(1): e20170018.
-2929 Sposito NP, Rossato LM, Bueno M, Kimura AF, Costa T, Guedes DM. Assessment and management of pain in newborns hospitalized in a Neonatal Intensive Care Unit: a cross-sectional study. Rev Lat Am Enfermagem. 2017;25:e2931. English, Portuguese, Spanish.. Nesse sentido, o conhecimento passou por modificações, já que, antes da década de 1970, acreditava-se que o RN não possuía elementos neuroanatômicos e neuroendócrinos fundamentais à percepção do estímulo doloroso1515 Capellini VK, Daré MF, Castral TC, Christoffel MM, Leite AM, Scochi CG. Conhecimento e atitudes de profissionais de saúde sobre avaliação e manejo da dor neonatal. Rev Eletr Enf. 2014;16(2):361-9.. Os procedimentos considerados mais agonizantes foram as punções venosas e a manipulação excessiva/reposicionamento. Além disso, atividades rotineiras, como troca de fraldas e pesagem também foram mencionadas1010 Mendes LC, Fontenele FC, Dodt RC, Almeida LS, Cardoso MV, Silva CB. A dor no recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE online. Recife. 2013;7(11):6446-54.. Em relação aos sinais de dor, destacaram-se principalmente as alterações da face, choro, irritação, movimentos excessivos nos membros, taquicardia e hipossaturação1616 Amaral JB, Resende TA, Contim D, Barichello E. Equipe de enfermagem diante da dor do recém-nascido pré-termo. Esc Anna Nery. 2014;18(2):241-6..

AVALIAÇÃO DA DOR NEONATAL

A avaliação objetiva da dor no RN deve ser realizada por meio de escalas que agregam parâmetros fisiológicos e comportamentais, com a finalidade de se obter informações a respeito das respostas individuais à dor2626 da Costa KF, Alves VH, Dames LJ, Rodrigues DP, Barbosa MT, Rosa MT. Manejo clínico da dor no recém-nascido: percepção de enfermeiros da unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Pesq Cuid Fundamental. 2016;8(1):3758-69..

No que se refere à utilização de escalas, os artigos 3, 7, 11, 13, 14, 15, 16, 18 e 20 confirmaram a sua aplicação e o conhecimento por parte dos profissionais. As escalas mais utilizadas para avaliação da dor no RN e mencionadas nesses estudos foram a Neonatal Facial Coding System (NFCS), que utiliza a mímica facial para analisar a dor e a Neonatal Infant Pain Scale (NIPS), que agrega indicadores comportamentais e um indicador fisiológico para essa avaliação1212 Wieckzorkievicz AM, Maia ED, Lamin S, Alcantara SB. Percepção do enfermeiro em relação à utilização de escalas de avaliação de dor em recém-nascidos. Saúde Meio Ambient. 2013;2(2):20-31.,1616 Amaral JB, Resende TA, Contim D, Barichello E. Equipe de enfermagem diante da dor do recém-nascido pré-termo. Esc Anna Nery. 2014;18(2):241-6.,2020 Blasi DG, Candido LK, Tacla MT, Ferrari RA. Avaliação e manejo da dor na criança: percepção da equipe de enfermagem. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina. 2015;36(1 Suppl):301-10.,2222 Monfrim XM, Saraiva LA, Moraes CL, Viegas AC. Escala de avaliação da dor: percepção dos enfermeiros em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFSM. 2015;5(1):12-22.

23 Costa T, Rossato LM, Bueno M, Secco IL, Sposito NP, Harisson D, et al. Conhecimento e práticas de enfermeiros acerca do manejo da dor em recém-nascidos. Rev Esc Enferm USP. 2017;51:e03210.

24 Soares AC, Caminha MF, Coutinho AC, Ventura CM. Dor em unidade neonatal: conhecimento, atitude e prática da equipe de enfermagem. Cogitare Enferm. 2016;21(2):1-10.
-2525 Rodrigues JB, Souza DS, Werneck AL. Identificação e avaliação da percepção dos profissionais de enfermagem em relação a dor/desconforto do recém-nascido. Arq Ciênc Saúde. 2016;23(1) 27-31.,2727 Martins SW, Enumo SR, Paula KM. Manejo da dor neonatal: influência de fatores psicológicos e organizacionais. Estud Psicol. 2016;33(4):633-44.,2929 Sposito NP, Rossato LM, Bueno M, Kimura AF, Costa T, Guedes DM. Assessment and management of pain in newborns hospitalized in a Neonatal Intensive Care Unit: a cross-sectional study. Rev Lat Am Enfermagem. 2017;25:e2931. English, Portuguese, Spanish..

Os artigos 1, 2, 5, 6 e 12 revelaram o não conhecimento/não utilização das escalas por parte dos profissionais1010 Mendes LC, Fontenele FC, Dodt RC, Almeida LS, Cardoso MV, Silva CB. A dor no recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE online. Recife. 2013;7(11):6446-54.,1111 Alves FB, Fialho FA, Dias IM, Amorim TM, Salvador M. Dor neonatal: a percepção da equipe de enfermagem na unidade de terapia intensiva neonatal. Revista Cuidarte. 2013;1(4):510-5.,1414 Rosário SS, Fernandes AP, Araújo CS, Paiva WW, Batista FW, Monteiro AI, et al. Assistência de enfermagem ao recém-nascido com dor em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE. 2014;8(Suppl 1):2382-9.,1515 Capellini VK, Daré MF, Castral TC, Christoffel MM, Leite AM, Scochi CG. Conhecimento e atitudes de profissionais de saúde sobre avaliação e manejo da dor neonatal. Rev Eletr Enf. 2014;16(2):361-9.,2121 Araujo GC, Miranda JO, Santos DV, Camargo CL, Nascimento Sobrinho CL, et al. Dor em recém-nascidos: identificação, avaliação e intervenções. Rev Baiana Enfermagem. 2015;29(3): 261-70.. A falta de verbalização da criança foi apontada como a maior dificuldade para realizar essa avaliação, seguida do despreparo dos profissionais, que afirmaram desconhecer esse novo instrumento para auxílio no manuseio da dor2222 Monfrim XM, Saraiva LA, Moraes CL, Viegas AC. Escala de avaliação da dor: percepção dos enfermeiros em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFSM. 2015;5(1):12-22.. Apesar desse dado, o artigo 11 enfatizou a importância da avaliação da dor considerada pela equipe de enfermagem: “essa avaliação traria um maior conforto e bem-estar ao paciente, uma vez que poderia ser realizada uma analgesia mais eficaz”2020 Blasi DG, Candido LK, Tacla MT, Ferrari RA. Avaliação e manejo da dor na criança: percepção da equipe de enfermagem. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina. 2015;36(1 Suppl):301-10..

Os artigos 4, 8, 9, 10, 17 e 19 não abordaram essa informação1313 Caetano EA, Lemos NR, Cordeiro SM, Pereira FM, Moreira DS, Marques SM. O recém-nascido com dor: atuação da equipe de enfermagem. Esc Anna Nery. 2013;17(3):439-45.,1717 Cordeiro RA, Costa R. Métodos não farmacológicos para alívio do desconforto e da dor no recém-nascido: uma construção coletiva da enfermagem. Texto Contexto Enferm. 2014;23(1):185-92.

18 Ribeiro LF, Xavier GN, Kairala AL, Oliveira MS. A utilização da terapia aquática como método de redução da dor em UTI neonatal (relato de caso). 2015;19-22.
-1919 Leite AM, Silva AC, Castral TC, Nascimento LC, Sousa MI, Scochi CG. Amamentação e contato pele-a-pele no alívio da dor em recém-nascidos na vacina contra hepatite B. Rev Eletr Enf. 2015;17(3):1-8.,2828 Christoffel MM, Castra TC, Daré MF, Montanholi LL, Gomes AL, Scochi CG. Atitudes dos profissionais de saúde na avaliação e tratamento da dor neonatal. Esc Anna Nery. 2017;21(1): e20170018..

AÇÕES NÃO FARMACOLÓGICAS UTILIZADAS PARA O ALÍVIO DA DOR

Quando analisados os cuidados realizados para a prevenção da dor, evidenciaram-se, através dos artigos 1, 5, 6, 7, 8, 10, 12, 16 e 17 o uso de solução adocicada, (sucção não nutritiva com gaze e leite materno ou glicose a 25%), o agasalhamento do RN, mudança de decúbito, amamentação associada ao contato pele a pele, manuseio delicado, agrupamento de cuidados, promoção do atendimento humanizado e períodos de sono, e precauções referentes à luminosidade e à acústica do ambiente1010 Mendes LC, Fontenele FC, Dodt RC, Almeida LS, Cardoso MV, Silva CB. A dor no recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE online. Recife. 2013;7(11):6446-54.,1414 Rosário SS, Fernandes AP, Araújo CS, Paiva WW, Batista FW, Monteiro AI, et al. Assistência de enfermagem ao recém-nascido com dor em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE. 2014;8(Suppl 1):2382-9.

15 Capellini VK, Daré MF, Castral TC, Christoffel MM, Leite AM, Scochi CG. Conhecimento e atitudes de profissionais de saúde sobre avaliação e manejo da dor neonatal. Rev Eletr Enf. 2014;16(2):361-9.

16 Amaral JB, Resende TA, Contim D, Barichello E. Equipe de enfermagem diante da dor do recém-nascido pré-termo. Esc Anna Nery. 2014;18(2):241-6.
-1717 Cordeiro RA, Costa R. Métodos não farmacológicos para alívio do desconforto e da dor no recém-nascido: uma construção coletiva da enfermagem. Texto Contexto Enferm. 2014;23(1):185-92.,1919 Leite AM, Silva AC, Castral TC, Nascimento LC, Sousa MI, Scochi CG. Amamentação e contato pele-a-pele no alívio da dor em recém-nascidos na vacina contra hepatite B. Rev Eletr Enf. 2015;17(3):1-8.,2121 Araujo GC, Miranda JO, Santos DV, Camargo CL, Nascimento Sobrinho CL, et al. Dor em recém-nascidos: identificação, avaliação e intervenções. Rev Baiana Enfermagem. 2015;29(3): 261-70.,2525 Rodrigues JB, Souza DS, Werneck AL. Identificação e avaliação da percepção dos profissionais de enfermagem em relação a dor/desconforto do recém-nascido. Arq Ciênc Saúde. 2016;23(1) 27-31.,2626 da Costa KF, Alves VH, Dames LJ, Rodrigues DP, Barbosa MT, Rosa MT. Manejo clínico da dor no recém-nascido: percepção de enfermeiros da unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Pesq Cuid Fundamental. 2016;8(1):3758-69..

O artigo 9, excepcionalmente, apresentou as melhorias no manuseio da dor após a utilização da terapia aquática. Observou-se, através do estudo, melhora da frequência cardíaca, frequência respiratória e saturação periférica de oxigênio do RN após essa terapêutica1818 Ribeiro LF, Xavier GN, Kairala AL, Oliveira MS. A utilização da terapia aquática como método de redução da dor em UTI neonatal (relato de caso). 2015;19-22..

REGISTRO DAS MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS DE ANALGESIA NOS PRONTUÁRIOS

O não registro das medidas não farmacológicas ou de possíveis intercorrências dessas intervenções nos prontuários constitui um dos grandes desafios para o efetivo manuseio da dor neonatal2828 Christoffel MM, Castra TC, Daré MF, Montanholi LL, Gomes AL, Scochi CG. Atitudes dos profissionais de saúde na avaliação e tratamento da dor neonatal. Esc Anna Nery. 2017;21(1): e20170018..

Somente quatro artigos dos expostos revelaram essa informação em seus estudos. Nas entrevistas realizadas, os profissionais dos artigos 15, 19 e 20 confirmaram não realizar essa anotação2424 Soares AC, Caminha MF, Coutinho AC, Ventura CM. Dor em unidade neonatal: conhecimento, atitude e prática da equipe de enfermagem. Cogitare Enferm. 2016;21(2):1-10.,2828 Christoffel MM, Castra TC, Daré MF, Montanholi LL, Gomes AL, Scochi CG. Atitudes dos profissionais de saúde na avaliação e tratamento da dor neonatal. Esc Anna Nery. 2017;21(1): e20170018.,2929 Sposito NP, Rossato LM, Bueno M, Kimura AF, Costa T, Guedes DM. Assessment and management of pain in newborns hospitalized in a Neonatal Intensive Care Unit: a cross-sectional study. Rev Lat Am Enfermagem. 2017;25:e2931. English, Portuguese, Spanish.. Em contrapartida, os enfermeiros entrevistados no artigo 14 reconheceram a importância do registro da avaliação e tratamento da dor no prontuário do RN, e atestaram que tal prática era frequentemente realizada2323 Costa T, Rossato LM, Bueno M, Secco IL, Sposito NP, Harisson D, et al. Conhecimento e práticas de enfermeiros acerca do manejo da dor em recém-nascidos. Rev Esc Enferm USP. 2017;51:e03210..

CONSEQUÊNCIAS DA DOR NEONATAL

O reconhecimento por parte dos profissionais acerca dos efeitos nocivos no desenvolvimento dos RN submetidos a procedimentos dolorosos é pouco explorado nos estudos em questão, sendo retratado somente nos artigos 1, 12 e 141010 Mendes LC, Fontenele FC, Dodt RC, Almeida LS, Cardoso MV, Silva CB. A dor no recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE online. Recife. 2013;7(11):6446-54.,2121 Araujo GC, Miranda JO, Santos DV, Camargo CL, Nascimento Sobrinho CL, et al. Dor em recém-nascidos: identificação, avaliação e intervenções. Rev Baiana Enfermagem. 2015;29(3): 261-70.,2323 Costa T, Rossato LM, Bueno M, Secco IL, Sposito NP, Harisson D, et al. Conhecimento e práticas de enfermeiros acerca do manejo da dor em recém-nascidos. Rev Esc Enferm USP. 2017;51:e03210..

Sabe-se que a exposição a estímulos dolorosos a partir de 16 semanas gera consequências em curto e em longo prazo2323 Costa T, Rossato LM, Bueno M, Secco IL, Sposito NP, Harisson D, et al. Conhecimento e práticas de enfermeiros acerca do manejo da dor em recém-nascidos. Rev Esc Enferm USP. 2017;51:e03210.. Essas consequências incluem alteração da sensibilidade, alterações comportamentais e fisiológicas1010 Mendes LC, Fontenele FC, Dodt RC, Almeida LS, Cardoso MV, Silva CB. A dor no recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE online. Recife. 2013;7(11):6446-54.. Essas sequelas também são explicadas devido à plasticidade imatura do cérebro, que ocasiona, por exemplo, a diminuição do limiar da dor durante o desenvolvimento2121 Araujo GC, Miranda JO, Santos DV, Camargo CL, Nascimento Sobrinho CL, et al. Dor em recém-nascidos: identificação, avaliação e intervenções. Rev Baiana Enfermagem. 2015;29(3): 261-70..

TREINAMENTO QUE ABRANGE ESTE TEMA

Os profissionais de saúde expressam dificuldades em diagnosticar e lidar com a dor no RN devido a falhas nos conhecimentos básicos sobre a experiência dolorosa nos RN1010 Mendes LC, Fontenele FC, Dodt RC, Almeida LS, Cardoso MV, Silva CB. A dor no recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE online. Recife. 2013;7(11):6446-54..

Quando examinados os artigos em relação à fonte de conhecimento adquirido por parte dos profissionais, observa-se que esse dado também é pouco inspecionado. Os artigos 1, 2, 13, 15 e 19 revelaram que a maioria dos trabalhadores da saúde receberam informações sobre dor neonatal ao longo da sua formação em curso técnico, graduação ou pós-graduação, não sendo uma prática contínua ter treinamento na própria maternidade1010 Mendes LC, Fontenele FC, Dodt RC, Almeida LS, Cardoso MV, Silva CB. A dor no recém-nascido na unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFPE online. Recife. 2013;7(11):6446-54.,1111 Alves FB, Fialho FA, Dias IM, Amorim TM, Salvador M. Dor neonatal: a percepção da equipe de enfermagem na unidade de terapia intensiva neonatal. Revista Cuidarte. 2013;1(4):510-5.,2222 Monfrim XM, Saraiva LA, Moraes CL, Viegas AC. Escala de avaliação da dor: percepção dos enfermeiros em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Enferm UFSM. 2015;5(1):12-22.,2424 Soares AC, Caminha MF, Coutinho AC, Ventura CM. Dor em unidade neonatal: conhecimento, atitude e prática da equipe de enfermagem. Cogitare Enferm. 2016;21(2):1-10.,2828 Christoffel MM, Castra TC, Daré MF, Montanholi LL, Gomes AL, Scochi CG. Atitudes dos profissionais de saúde na avaliação e tratamento da dor neonatal. Esc Anna Nery. 2017;21(1): e20170018..

Nota-se que outras temáticas são priorizadas, como, por exemplo, o aleitamento materno, infecção hospitalar, terapia intravenosa, dentre outras2828 Christoffel MM, Castra TC, Daré MF, Montanholi LL, Gomes AL, Scochi CG. Atitudes dos profissionais de saúde na avaliação e tratamento da dor neonatal. Esc Anna Nery. 2017;21(1): e20170018.. Porém, acredita-se que a educação continuada, promovida por meio de treinamentos e capacitações, seja o alicerce para a busca e inserção de conhecimentos novos ou pouco difundidos na prática assistencial de enfermagem, tal como o da avaliação da dor nos RN.

RACIONAL

Atualmente, devido aos avanços tecnológicos, a quantidade de procedimentos dolorosos e invasivos aumentaram, o que torna indispensável o reconhecimento, avaliação e implementação do manuseio da dor no RN nas maternidades. Nesse sentido, o enfermeiro tem o dever de contribuir para melhorar a assistência ao RN submetido à dor.

Observa-se que o conhecimento da equipe de enfermagem vem sendo alterado com o passar dos anos. Como por exemplo, ressalta-se o reconhecimento, quase unânime, da dor por parte dos profissionais entrevistados nos artigos em estudo, em contraposição a informações de antigamente, onde os profissionais afirmavam que o RN não possuía estímulos dolorosos. Apesar desse avanço, desaprova-se o fato de que nem todos os trabalhadores utilizam as escalas para a avaliação da dor, visto que elas foram elaboradas a partir do final da década de 1980, e, portanto, já deviam ser de domínio de quem atua em neonatologia. Além disso, evidencia-se que esse procedimento não está sendo feito de forma sistemática, levando em consideração, provavelmente, critérios subjetivos, sem embasamento científico. Ademais, em relação ao conhecimento, critica-se a pouca exploração e divulgação desse tema nos programas de educação continuada e investigações acerca do discernimento dos profissionais sobre as consequências da dor neonatal.

Em relação às atitudes e práticas, vale salientar que mesmo sem a adequada avaliação, os profissionais buscam aliviar a dor do RN, seja pela sucção adocicada, também mencionada como chupetinha em diversos artigos, seja pela diminuição da luz, barulho e controle da temperatura na unidade, pelo agasalhamento do RN, ou até mesmo pela busca do médico para a prescrição de sedativos ou analgésicos. As poucas anotações das medidas não farmacológicas utilizadas para o manuseio da dor neonatal e a baixa abordagem desse tema nas pesquisas revelam o grande problema e desafio para a melhora desses procedimentos, já que possibilita assim uma grande falha na comunicação entre as equipes e entre os turnos e prejudica também a veracidade da auditoria.

CONCLUSÃO

Aponta-se, por meio deste estudo, a necessidade de inserção dessa temática nos cursos de graduação, pós-graduação e treinamentos e capacitações nas maternidades de forma contínua, a fim de que o profissional consiga relacionar a teoria à prática e oferecer então a melhor terapêutica ao RN e orientações às mães.

  • Fontes de fomento: não há.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Oct-Dec 2018

Histórico

  • Recebido
    25 Maio 2018
  • Aceito
    17 Set 2018
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