Dor crônica que mais incomoda professores do ensino básico: diferenciais entre distintas regiões do corpo

Flávia Lopes Gabani Alberto Durán González Arthur Eumann Mesas Selma Maffei de Andrade Sobre os autores

RESUMO

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS:

A dor crônica é um evento complexo e multifatorial. Poucas pesquisas compararam a dor crônica conforme as distintas regiões do corpo em professores, população com exigentes cargas de trabalho. Objetivou-se caracterizar a dor crônica referida, por professores, como a que mais incomodava, segundo a região do corpo.

MÉTODOS:

Estudo transversal realizado de 2012 a 2013 com professores dos ensinos fundamental e médio das 20 maiores escolas estaduais de Londrina (PR). Investigou-se a dor crônica (≥6 meses de duração) e a que mais incomodava, na percepção dos professores. Para comparação de proporções utilizou-se o teste Qui-quadrado corrigido (Yates), considerando nível de significância de 5%.

RESULTADOS:

Entre 958 professores, 408 (42,6%) reportaram dor crônica e as dores que mais incomodavam localizavam-se principalmente em membros superiores, cabeça, membros inferiores e coluna lombar (n=321). A dor na região da cabeça destacou-se por maior duração, por ser classificada como intensa/insuportável e por interferir no lazer e trabalho dos professores em maior proporção. Dor em membros superiores e inferiores dificultaram o sono dos docentes em maior frequência. Professores com dor na coluna lombar tiveram maior proporção de afastamento do trabalho acima de 30 dias comparados àqueles com dor em outros locais do corpo.

CONCLUSÃO:

Observaram-se diferenças da dor que mais incomodava professores conforme as regiões do corpo. A dor na região da cabeça destacou-se pela duração, intensidade intensa/insuportável e por interferir no lazer/trabalho dos professores em maior proporção.

Descritores:
Dor crônica; Professor; Saúde ocupacional

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