As leguminosas podem contribuir para a redução no uso de adubação nitrogenada, com melhorias no valor alimentar da dieta. Objetivou-se avaliar o efeito da inclusão de trevo-branco (Trifolium repens) em dietas à base de azevém-anual (Lolium multiflorum) na forragem e na silagem em dois estádios de desenvolvimento. Os tratamentos foram quatro níveis de adição de trevo-branco: 0, 200, 400 e 600 g/kg de MS, quando o azevém-anual se encontrava nos estádios vegetativo e em florescimento. A composição química não variou com o nível de inclusão do trevo quando o azevém estava em estádio vegetativo, mas os teores de proteína bruta aumentaram e os de FDN e FDA diminuíram com a inclusão da leguminosa no estádio de florescimento. A inclusão da leguminosa em mais de 400 g/kg de MS não contribuiu para a redução dos teores de fibra, tanto na forragem verde como ensilada. A densidade da silagem aumentou com a inclusão da leguminosa independentemente do estádio de desenvolvimento da gramínea, enquanto os valores de pH diminuíram no estádio de florescimento, sem influência do nível de inclusão do trevo. A estabilidade aeróbica se manteve em todos os tratamentos até sete dias após a abertura dos silos, mas os parâmetros de fermentação avaliados podem não ter sido suficientes para explicar esta resposta. A inclusão de 400 g/kg de MS de trevo-branco em dietas à base de azevém-anual no estádio de florescimento é uma prática que pode ser recomendada, inclusive para a confecção de silagem. Contudo, a ausência da determinação de ácidos orgânicos limita a interpretação dos resultados.
Palavras-chave:
composição química; estabilidade aeróbica; Lolium multiflorum; silagem; Trifolium repens.
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail
Thumbnail



