Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, Volume: 30, Issue: spe, Published: 2022
  • (Des)Connections between occupational justice and social justice: an interview with Gail Whiteford and Lilian Magalhães Editorial

    Jong, Daniela Castro de; Sy, Michael Palapal; Twinley, Rebecca; Lim, Kee Hean; Borba, Patrícia Leme de Oliveira
  • Bridging critical gaps in occupational justice and social justice in occupational therapy practices Guest Editorial

    Townsend, Elizabeth
  • Pedagogies within occupational therapy curriculum: centering a decolonial praxis in community development practice Original Article

    Galvaan, Roshan; Peters, Liesl; Richards, Leigh Ann; Francke, Mellisa; Krenzer, Meghan

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução A terapia ocupacional crítica visa promover a justiça ocupacional, abordando os determinantes sociais da saúde e as estruturas sociopolíticas que afetam o envolvimento ocupacional das pessoas. Objetivo Descrever e examinar a pedagogia aplicada ao currículo de Práticas de Desenvolvimento Comunitário, na Universidade da Cidade do Cabo (UCT), África do Sul. Método foram usados múltiplos métodos para a construção do caso. Isso incluiu a revisão de documentos e artefatos associados e uma discussão de grupo focal com acadêmicos que ensinam no programa. Esses acadêmicos também escreveram diários reflexivos que foram incluídas em nossa análise. Os dados foram analisados ​​por meio de uma síntese interpretativa crítica. Resultados Um tema abrangente emergiu, a saber: “Modelagem de processos de desenvolvimento em uma aliança de ensino e aprendizagem”. Este tema identificou nossa abordagem pedagógica chave, ilustrando como uma práxis decolonial, abrangendo ações pedagógicas particulares, facilitou mudanças em direção à terapia ocupacional crítica. Essas ações pedagógicas foram refletidas em três categorias: “Parcerias para trazer nosso eu criticamente reflexivo e autêntico”; “O trabalho de desenvolver processos individuais e sistêmicos de luta” e “comprometer-se a enfrentar juntos as incertezas”. Conclusão Nossa interpretação sobre a nossa abordagem pedagógica dentro do currículo demonstra como as pedagogias decoloniais abrem caminhos que promovem o tipo de aprendizagem dialógica que é importante para a terapia ocupacional crítica. Essas pedagogias decoloniais são importantes para o desenvolvimento de uma profissão voltada para a justiça.

    Abstract in English:

    Abstract Introduction Critical occupational therapy aims to promote occupational justice through addressing the social determinants of health and the socio-political structures that affect peoples’ occupational engagement. Objective This paper reports on two objectives from a case study, namely: To describe the teaching and learning practices in South Africa, University of Cape Town Occupational Therapy, Community Development Practice curriculum, and the pedagogy informing it. Method Multiple methods were used as data in the construction of the case. These included the review of curriculum documents and a focus group discussion with academics who teach on the programme. These academics also wrote reflective journal entries which were included in our analysis. Data was analysed using a critical interpretive synthesis. Results An overarching theme emerged, namely “Modelling a development processes in a teaching and learning alliance”. This theme identified our key pedagogical approach, illustrating how a decolonial praxis that involves consciously resisting coloniality in the design and implementation of the curriculum occurred. This was made possible through pedagogical actions embedded in the approach and reflected in three categories: “Partnering to bring our critically reflexive and authentic selves”; “The labour of working with individual and systemic processes of struggle” and “Being committed to facing uncertainty together”. Conclusion Our interpretation of our pedagogical approach within the curriculum demonstrates how decolonial pedagogies open up pathways that promote the kind of dialogic and transformative learning that is important for critical occupational therapy. These decolonial pedagogies hold significance for addressing health inequities and developing a justice-oriented profession.
  • Social justice as a moral and normative framework for social intervention with migrant citizens Reflection Article/essay

    Pulido, Julián Samacá

    Abstract in Portuguese:

    Resumo As perspectivas críticas de justiça social de Fraser e Honneth são aqui analisadas, teoricamente, apresentando a sua relação com a migração como um fenômeno social atual; são também apresentados os diferentes problemas sociais enfrentados pelos migrantes, os quais requerem marcos normativos e morais que promovam o reconhecimento social através da participação social nos espaços da vida cotidiana. Simultaneamente, os diferentes tipos de justiça (distributiva e de reconhecimento) são apresentados como base teórica para a concepção de mecanismos de intervenção destinados a reduzir as brechas sociais que se originam das injustiças sociais: discriminação, xenofobia e racismo experimentados pelos migrantes nos contextos sociais de chegada e que são exacerbados pela falta de distribuição, participação política e reconhecimento. Conclui-se que é necessário incorporar o quadro da justiça social nas práticas de intervenção social numa perspectiva centrada nos temas e no contexto em que levam a cabo a sua vida cotidiana e as suas ocupações.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Se analizan teóricamente las perspectivas críticas de la justicia social de Fraser y Honneth, presentando su relación con la migración siendo fenómeno social actual; también los diferentes problemas sociales que enfrentan los migrantes los cuales requieren marcos normativos y morales, que propicien el reconocimiento social a través de la participación social en los espacios de vida cotidiana. A su vez, se presentan los diferentes tipos de justicia (distributiva y de reconocimiento) siendo la base teórica para el diseño de dispositivos de intervención para disminuir las brechas sociales que se originan a partir de las injusticias sociales: discriminación, xenofobia y racismo que experimentan los migrantes en los contextos sociales de llegada y que se agudizan por la falta de distribución, participación política y reconocimiento. Se concluye que es necesario incorporar el marco de la justicia social en las prácticas de intervención social desde una perspectiva centrada en los sujetos y el contexto en donde desempeñan su vida cotidiana y sus ocupaciones.

    Abstract in English:

    Abstract Theoretical analysis of Fraser's and Honneth's critical perspectives on social justice is made, presenting their relationship with migration as a current social phenomenon; also, the different social problems faced by migrants, which require normative and moral frameworks that promote social recognition through social participation in the spaces of daily life. At the same time, the different types of justice (distributive and recognition) are presented as the theoretical basis for the design of intervention devices to reduce the social gaps that originate from social injustices: discrimination, xenophobia, and racism experienced by migrants in the social contexts of arrival and which are exacerbated by the lack of distribution, political participation, and recognition. It is concluded that it is necessary to incorporate the framework of social justice in social intervention practices from a perspective centered on the subjects and the context in which they carry out their daily lives and occupations.
  • Trauma informed occupational therapy school practice with adolescents with social emotional and behavioural difficulties: findings of standardised measures Original Article

    Fitzgerald, Brian; Mac Cobb, Siobhan

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução Embora relatórios qualitativos e quantitativos não padronizados de 39 estudantes irlandeses, de 12 a 14 anos, com necessidades sociais e emocionais complexas e seus 13 professores tenham estabelecido benefícios de 'Movement Matters', uma terapeuta ocupacional projetou um currículo participativo para aprender autorregulação no ensino regular (National Behaviour Support Service, 2015a), tendo sido necessárias medidas padronizadas para garantia de qualidade do serviço financiado pelo governo Irlandês. Objetivo Discutir a relevância dos resultados das medidas de atitudes padronizadas sobre os impactos de uma intervenção focada na ocupação com uma população escolar em áreas de desvantagem social. Método São apresentados dados do 'Pupil Attitude to Self and School' (PASS) (Granada Learning, 2021) e 'Strengths and Difficulties Questionnaire' (SDQ) (Youth in Mind, 2021), ambas medidas padronizadas bem estabelecidas de atitude e comportamentos (pré e pós-intervenção) por professores, pais e alunos. Resultados Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre as medidas padronizadas pré e pós-intervenção. No entanto, os resultados indicam uma disparidade sobre como esses alunos vivenciam a escola em ambientes complexos, em comparação com estudos de grandes populações no Reino Unido. Conclusão Este artigo discute o uso dessas medidas padronizadas para compreender os impactos de uma intervenção focada na ocupação em um ambiente escolar. Observa-se a necessidade de uma maior apreciação da medição de resultados relacionados ao objetivo da intervenção ao fornecer experiências de participação e bem-estar significativos. São necessárias mais investigações colaborativas sobre a medição dos resultados da participação dos alunos em ambientes complexos de escolas regulares.

    Abstract in English:

    Abstract Introduction Although non-standardized qualitative and quantitative reports from 39 Irish students aged 12 to 14 years, with complex social and emotional needs and their 13 teachers had established benefits of ‘Movement Matters’, an occupational therapy designed participatory curriculum for learning self-regulation in mainstream schools (National Behaviour Support Service, 2015a), standardized measures were required for quality assurance by the Irish Government funded service. Objective The relevance of findings of standardized attitude measurements on the impacts of an occupation focused intervention with a discrete school population in areas of social disadvantage are discussed. Method Findings of the ‘Pupil Attitude to Self and School’ (PASS) (Granada Learning, 2021) and ‘Strengths and Difficulties Questionnaire’ (SDQ) (Youth in Mind, 2021), both well-established standardized measures of attitude and behaviours completed (pre and post intervention) by teachers, parents and students are presented. Results No statistically significant differences were found between the standardized pre and post intervention measures. However, findings indicate a disparity between how these students in complex environments experience school in comparison to large UK study populations. Conclusion This paper discusses the use of these standardized measures for capturing impacts of an occupation focused intervention in a school environment. It calls for an increased appreciation on outcomes measurement related to the intervention’s aim of providing experiences of meaningful participation and well-being. Further collaborative research on outcome measurement of participation of students in complex mainstream school environments is required.
  • Occupational therapists’ perceptions of the need to enact health promotion in community development through occupational justice Original Article

    Albuquerque, Sophie; Farias, Lisette

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução Os determinantes sociais da saúde fundamentam e contribuem para as desigualdades em saúde no mundo. Estigma, racismo, pobreza e acesso desigual aos cuidados de saúde são exemplos de determinantes sociais que afetam o bem-estar e a participação das pessoas na sociedade. Embora os terapeutas ocupacionais usem a ocupação para promover a saúde e o bem-estar, raramente consideram seu potencial para lidar com a redução das desigualdades em saúde. Objetivos Explorar como os terapeutas ocupacionais percebem a necessidade de implementar promoção de saúde no desenvolvimento comunitário por meio da justiça ocupacional. Método Seguindo os princípios críticos da pesquisa-ação participativa, as reuniões do grupo foram conduzidas por seis profissionais de diferentes regiões da França. Enquadramentos de justiça ocupacional e relatórios nacionais de saúde pública foram usados para estimular um diálogo durante quatro meses. Uma análise de conteúdo foi conduzida, guiada pela teoria das arquiteturas da prática, para entender como as práticas dos terapeutas ocupacionais foram moldadas por circunstâncias discursivas, econômicas e sociopolíticas. Resultados Quatro temas refletiram as necessidades profissionais para praticar o desenvolvimento comunitário: as habilidades profissionais necessárias para decretar o próprio know-how da comunidade; e auto perícia, a importância de ver o quadro “por inteiro” e de alcançar outros setores; a necessidade da justiça ocupacional para compreender a complexidade do desenvolvimento comunitário; e a necessidade de ir além das funções do corpo na formação. Conclusão O desenvolvimento comunitário oferece oportunidades únicas para trabalhar no complexo contexto da vida cotidiana. O raciocínio informado pela justiça ocupacional permite aos terapeutas ocupacionais considerarem melhor os efeitos dos determinantes sociais sobre a saúde. A formação em terapia ocupacional deve abordar a realização de raciocínios complexos sobre como as injustiças ocupacionais estão enraizadas nos contextos sociais cotidianos.

    Abstract in English:

    Abstract Introduction Social determinants of health underlie and contribute to health inequalities. Stigma, poverty, and unequal access to health care are examples of social determinants that affect people’s well-being and participation in society. Although occupational therapists use occupation to promote health and well-being, they rarely consider how to address the reduction of health inequalities in their practice. Objective The study aimed to explore how occupational therapists perceive the need to enact health promotion in community development through occupational justice. Method Following critical participatory action research principles, group discussions were conducted by six professionals from across France. Occupational justice frameworks and public health reports were used to prompt a group dialogue over four months. A content analysis of the discussion was conducted, guided by the theory of practice architectures to understand how the therapists’ practices were shaped by discursive, economic, and socio-political circumstances. Results Four themes reflected the professional needs to undertake community development: ‘the professional skills needed to enact the community’s own know-how and self-expertise’, ‘the importance of seeing the ‘whole’ picture and reaching out to other sectors’, ‘the need for occupational justice to understand the complexity of community development’, and ‘the need to move beyond body functions in education’. Conclusion Community development offers unique opportunities to work in the complex context of everyday living. Reasoning informed by occupational justice concepts enables occupational therapists to consider health outcomes caused by social determinants. Occupational therapy education must train students for complex reasoning on how occupational injustices are rooted in everyday social contexts.
  • Social participation as a possible way forward for social and occupational justice Original Article

    Silva, Ana Cristina Cardoso da; Oliver, Fátima Corrêa

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução Justiça social, justiça ocupacional e participação social são termos utilizados por terapeutas ocupacionais e cientistas ocupacionais para nortear, construir e informar suas práticas, formação profissional, pesquisas e produções teóricas. Objetivo Identificar e refletir sobre as possibilidades, limites e desafios da prática de terapeutas ocupacionais brasileiras na busca pela participação social e como isso pode ou não contribuir para construção da justiça social e ocupacional. Método Por meio de uma metodologia colaborativa, terapeutas ocupacionais docentes e da assistência, atuantes no estado de São Paulo, Brasil, foram convidadas a responderem um questionário. Com esse instrumento, buscou-se caracterizar as colaboradoras, conhecer o trabalho desenvolvido nos contextos de ensino, pesquisa, extensão e assistência e identificar como discutem e realizam a participação social nos campos teórico e prático. Resultados As 65 colaboradoras estavam inseridas em instituições públicas, privadas e filantrópicas, em diferentes campos de saber e de prática, e desenvolviam trabalhos e estudos com/para várias populações com demandas e necessidades específicas. Elas descreveram distintas possibilidades de participação social, algumas de natureza individual, focada no sujeito e na funcionalidade e outras orientadas para e com base no coletivo. Os limites e desafios estiveram relacionados às instituições de trabalho, aos aspectos individuais, coletivos e estruturais e ao próprio núcleo de saber e de prática da terapia ocupacional. Conclusão Com embasamento nas experiências das colaboradoras e na compreensão das profissionais sobre participação social, considera-se que esse pode ser um caminho teórico-conceitual e prático para refletir e buscar justiça social e ocupacional junto a indivíduos, grupos e comunidades.

    Abstract in English:

    Abstract Introduction Social justice, occupational justice, and social participation are terms used by occupational therapists and occupational scientists to guide, build, and inform their practices, professional training, research, and theoretical productions. Objective To identify and reflect on the possibilities, limits, and challenges of Brazilian occupational therapists' practice in the search for social participation and how this may or may not contribute to the construction of social and occupational justice. Method Through a collaborative methodology, academics, and assistance occupational therapists, working in the state of São Paulo, Brazil, were invited to answer a questionnaire. This instrument characterized the collaborators, and their work in teaching, research, and assistance, and identified how they discuss and carry out social participation in the theoretical and practical fields. Results The 65 collaborators were inserted in public, private and philanthropic institutions, in different fields of knowledge and practice, and developed work and studies with/for various populations with specific demands and needs. They described different possibilities of social participation, some of an individual nature, focused on the subject and functionality, and others oriented towards and from the collective. The limits and challenges were related to work institutions, individual, collective, and structural aspects, and the field of knowledge and practice of occupational therapy. Conclusion Based on the experiences of the collaborators and the professionals' understanding of social participation, it is considered that this may be a theoretical, conceptual, and practical path to reflect on and seek occupational and social justice with individuals, groups, and communities.
  • Who is safe at work? Problematizing employment volatility during the 2008-2018 Spanish socioeconomic crisis from a critical occupational perspective Original Article

    Vilar-Figueira, Olalla; Veiga-Seijo, Silvia; Rivas-Quarneti, Natalia

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução O contexto de crise socioeconômica na Espanha tem impactado as condições de trabalho da população, gerando situações de incerteza e medo pelos trabalhadores de perder o emprego. Apesar das linhas de pesquisa emergentes que abordam o emprego como uma ocupação em Terapia Ocupacional e Ciências Ocupacional Críticas, pouco se sabe sobre a volatilidade do emprego em relação à ameaça de perdê-lo derivada de mudanças contextuais. Objetivos Explorar a relação entre a ameaça de perda de emprego, derivada de mudanças contextuais, e a participação nas ocupações diárias, saúde e bem-estar durante a crise socioeconômica na Espanha. Método Foi realizado um estudo exploratório qualitativo com desenho narrativo. As técnicas de geração de dados foram duas entrevistas semiestruturadas em profundidade e um diário pessoal. As vivências de dois participantes foram analisadas por meio da análise temática. Resultados Emergiram três categorias temáticas que ilustram como os trabalhadores orquestram suas ocupações em um contexto de emprego volátil e colocam o trabalho em um contexto multidimensional que restringe suas possibilidades ocupacionais. A insegurança no trabalho gera uma instabilidade normalizada no cotidiano que impacta nas escolhas ocupacionais, na saúde e no bem-estar dos trabalhadores. Os participantes refletem sobre suas perspetivas futuras de emprego associadas à precariedade e à demissão. Conclusão O estudo da situação de ameaça de perda do emprego possibilita ampliar a conceituação do trabalho como ocupação e contribuir para o desenvolvimento de práticas pautadas na justiça ocupacional.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Introducción El contexto de crisis socioeconómica en España ha repercutido en las condiciones laborales de la población, generando situaciones de incertidumbre y miedo a perder el empleo por parte de los/as trabajadores/as. A pesar de las emergentes líneas de investigación que abordan el empleo como ocupación en Terapia y Ciencia de la Ocupación crítica, poco se sabe sobre la volatilidad del empleo en relación a la amenaza de pérdida del mismo derivada de cambios contextuales. Objetivos Explorar la relación entre la amenaza de pérdida de empleo, derivada de cambios contextuales, y la participación en ocupaciones cotidianas, la salud y el bienestar durante la crisis socioeconómica en España. Metodología Se llevó a cabo un estudio cualitativo exploratorio con diseño narrativo. Las técnicas de generación de datos fueron dos entrevistas semiestructuradas en profundidad y un diario personal. Se analizaron las experiencias de dos participantes mediante análisis temático. Resultados Emergieron tres categorías temáticas que ilustran cómo los/as trabajadores/as orquestan sus ocupaciones en un contexto de empleo volátil y sitúan el trabajo en un contexto multidimensional que restringe sus posibilidades ocupacionales. La inseguridad laboral genera una inestabilidad normalizada en la vida diaria, lo cual impacta en las elecciones ocupacionales, salud y bienestar de trabajadores/as. Los/as participantes reflexionan sobre sus perspectivas futuras de trabajo asociadas a la precariedad y resignación. Conclusión El estudio de la situación de amenaza de pérdida de empleo permite ampliar la conceptualización del trabajo como ocupación y contribuir en el desarrollo de prácticas basadas en la justicia ocupacional.

    Abstract in English:

    Abstract Introduction The Spanish socioeconomic crisis context has impacted on the population’s work conditions, which generates instability and workers’ fear of losing their job. Despite the recent research which addresses the work as an occupation in Critical Occupational Therapy and Science, little is known about the volatility of employment in relation to the job instability resulting from contextual changes. Objectives To explore the relationship between employment volatility, participation in daily occupations, and the health and wellbeing of workers during the Spanish socioeconomic crisis. Method A narrative qualitative methodology was conducted. Two open interviews and a personal diary were used as data generation methods. Two experiences were analyzed by adopting a thematic analysis. Results Three thematic categories illustrate how workers orchestrate their occupations in a context of employment volatility and they situate the multidimensional context of work in such circumstances as restrictive of occupational opportunities. Uncertainty generates a normalized instability in the daily life of workers, which impact occupational choices, health, and wellbeing. In addition, participants reflect on future perspectives of work associated with precarity and resignation. Conclusions The study of the employment volatility contributes to broadening the conceptualization of work as an occupation and contribute to the development of occupational justice-based practices.
  • Occupational repercussions in people with end-stage chronic kidney disease who attend hemodialysis: an occupational justice framework Original Article

    Cárdenas-Cárdenas, Natacha; Miranda-Catalan, Maria Ignacia; Obando-Conejeros, Constanza; Rosales-González, Javiera; Carrasco-Madariaga, Jimena

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Objetivo Conhecer as repercussões ocupacionais do tratamento hemodialítico em pessoas com Doença Renal Crônica Terminal e como as políticas públicas no Chile, especificamente as Garantias Explícitas de Saúde atendem às necessidades dessa população. Método Foram utilizadas diretrizes de observação ambiental, notas de campo, entrevistas semiestruturadas com usuários, usuários e profissionais que atuam na Unidade de Hemodiálise do Hospital Base de Valdívia, Chile. Além disso, foi realizada uma análise documental que incluiu diretrizes clínicas e normas técnicas da Unidade de Hemodiálise. Resultados Os dados foram organizados em 5 tópicos: Unidade de hemodiálise da Base Hospitalar Valdívia, Processo de mudança e adaptação, Rotinas e hábitos, Papéis e Suficiência das políticas públicas. São evidenciadas quebras nas histórias ocupacionais, dificuldades no processo de adaptação e a necessidade de uma abordagem abrangente que não é contemplada pelas políticas públicas. Conclusão Propõe-se a necessidade de um tratamento multiprofissional que considere um acompanhamento no processo de adaptação ocupacional, principalmente nas fases iniciais após o diagnóstico, a fim de prevenir o impacto na qualidade de vida desta população, bem como a necessidade de desenvolver mais estudos sobre o assunto.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Objetivo Conocer las repercusiones ocupacionales que provoca el tratamiento de hemodiálisis en personas que padecen Enfermedad Renal Crónica Terminal (ERC) y de qué manera las políticas públicas en Chile, específicamente, Garantías Explícitas de Salud (GES) abordan las necesidades de esta población. Método Se utilizaron pautas de observación ambiental, notas de campo, entrevistas semiestructuradas a usuarios, usuarias y profesionales que se desempeñan en la Unidad de Hemodiálisis del Hospital Base de Valdivia, Chile. Además, se realizó un análisis documental que incluyó guías clínicas y normas técnicas de la Unidad de Hemodiálisis. Resultados Los datos se organizaron en 5 tópicos: Unidad de hemodiálisis Hospital Base Valdivia, Proceso de cambio y adaptación, Rutinas y hábitos, Roles y Suficiencia de políticas públicas. Se evidencian quiebres en las historias ocupacionales, dificultades en el proceso de adaptación y la necesidad de un abordaje integral que no es considerado por las políticas públicas. Conclusion Se propone la necesidad de un tratamiento multidisciplinario que considere un acompañamiento en el proceso de adaptación ocupacional, en especial en etapas tempranas después del diagnóstico, a fin de prevenir el impacto en la calidad de vida de esta población, así como la necesidad de desarrollar más estudios acerca del tema.

    Abstract in English:

    Abstract Objective To know the occupational repercussions caused by hemodialysis treatment in people suffering from Terminal Chronic Kidney Disease and how public policies in Chile, specifically, Explicit Health Guarantees address the needs of this population. Method Environmental observation guidelines, field notes, and semi-structured interviews with users and professionals who work in the Hemodialysis Unit of the Hospital Base de Valdivia, Chile were used. In addition, a documentary analysis was carried out that included clinical guidelines and technical standards of the Hemodialysis Unit. Results The data were organized into 5 topics: Hospital Base Valdivia hemodialysis unit, Process of change and adaptation, Routines and habits, Roles and Sufficiency of public policies. Breaks in occupational histories, difficulties in the adaptation process and the need for a comprehensive approach that is not considered by public policies are evidenced. Conclusion The need for a multidisciplinary treatment is proposed that considers an accompaniment in the process of occupational adaptation, especially in the early stages after diagnosis in order to prevent the impact on the quality of life of this population, as well as the need to develop more studies on the subject.
  • Gender expressions in the care and COVID-19 prevention process during the pandemic: reflections from and to social occupational therapy Original Article

    Braz, Leonardo Graco de Oliveira; Leite Junior, Jaime Daniel; Borba, Patrícia Leme de Oliveira

    Abstract in Portuguese:

    Resumo O presente artigo discute as expressões de gênero no processo de cuidado e prevenção da COVID-19 e busca explicitar as manifestações do sexismo nas questões relativas às mudanças no cotidiano acarretadas pela pandemia, além de refletir sobre as possibilidades de ação da terapia ocupacional social frente a essas problemáticas. A investigação se desdobrou de um projeto mais amplo, intitulado “Desigualdades e vulnerabilidades na epidemia de COVID-19: monitoramento, análise e recomendações”, realizado entre maio e novembro de 2020, cujo objetivo geral foi avaliar os impactos da pandemia de COVID-19 em bairros de maior vulnerabilidade dos municípios onde o estudo foi realizado. A metodologia se baseou na utilização do material produzido no processo de ida a campo. Trata-se de um estudo qualitativo que se debruçou sobre as informações obtidas na realização de rodas de conversa, entrevistas, aplicação de questionários, na produção de relatórios e diários de campo e na articulação deste material com referenciais teóricos que privilegiam a terapia ocupacional social e os estudos de gênero. Dentre os resultados, destaca-se a diferente forma como homens e mulheres compreenderam o período e estabeleceram seus modos de vida na pandemia, além das distintas atitudes e comportamentos frente aos cuidados necessários à prevenção da COVID-19. A crítica à masculinidade hegemônica permite um acúmulo de conhecimento que favorece a elaboração de processos interventivos, como a realização de oficinas de atividades e rodas de conversa que objetivam amenizar os reflexos desse pensamento na sociedade.

    Abstract in English:

    Abstract This article discusses the expressions of gender in the care and prevention process of COVID-19 and seeks to explain the manifestations of sexism in issues related to the changes in daily life caused by the pandemic, in addition to reflecting on the possibilities of actions of occupational therapy in this context. The investigation presented in this article unfolded from a broader project, entitled: “Inequalities and vulnerabilities in the COVID-19 epidemic: monitoring, analysis, and recommendations”, carried out between May and November 2020, whose general objective was to assess the impacts of the COVID-19 pandemic in more vulnerable neighborhoods of the municipalities where the study was carried out. The methodology was based on the use of material produced in the field research process; this is a qualitative study that focused on the information obtained through conversation circles, interviews, application of questionnaires, the production of reports and field diaries, and the articulation of this material with theoretical references that favor social occupational therapy and gender studies. Among the results, it’s possible to highlight the different ways in which men and women comprehended the period and established their ways of life in the pandemic, in addition to the different attitudes and behaviors towards the care necessary to prevent COVID-19. The critique of hegemonic masculinity allows for an accumulation of knowledge that favors the development of interventional processes, such as the carrying out of activity workshops and conversation circles that aim to soften the reflexes of this thought on society.
  • “I was raped inside, being in a place where I was supposed to be taken care of”: Experiences of oppression and violence in health contexts towards women with disabilities and approaches from feminist occupational therapy Original Article

    Yupanqui-Concha, Andrea; Arismendi, Melissa Hichins; Godoy, Daniela Mandiola

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução As práticas de violência em contextos de saúde constituem uma das múltiplas manifestações de violência contra as mulheres com deficiências. No Chile, como no resto do mundo, o desenvolvimento de estudos sobre esta violência ainda é incipiente. Objetivos Caracterizar práticas de violência contra mulheres com deficiências em contextos de saúde e caracterizar experiências de reivindicações de direitos humanos deste grupo de mulheres no Chile, a partir das vozes de ativistas e terapeutas ocupacionais profissionais. Método Foi realizada uma análise secundária dos dados qualitativos de um estudo realizado entre 2015 e 2020. A partir de uma abordagem qualitativa e de um estudo de caso coletivo, foi realizada uma análise temática secundária dos dados obtidos de oito entrevistadas. Resultados Da perspectiva das informantes, as mulheres com deficiência experimentam a violência estrutural de forma sistemática e transversal, que atravessa outras formas de violência: física, psicológica, sexual, obstétrica e simbólica-institucional. As experiências deste grupo na reivindicação de seus direitos humanos refletem processos de emancipação, resistência e a construção de práticas que transformam estas violações. Conclusão As práticas de violência em contextos de saúde em relação às mulheres com deficiências no Chile é uma situação visualizada como manifestações de dominação e opressão contra elas, que perpetuam sua exclusão social e desigualdades na saúde. Diante desta situação de injustiça social, as mulheres ativistas e terapeutas ocupacionais profissionais propõem a necessidade de implementar estratégias para a reivindicação dos direitos humanos, juntamente com práticas de resistência coletiva.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Introducción Las prácticas de violencia en contextos de salud constituyen una de las múltiples manifestaciones de la violencia contra las mujeres con discapacidad. En Chile, como en el resto del mundo, el desarrollo de estudios sobre estas violencias aun es incipiente. Objetivos Caracterizar prácticas de violencia hacia mujeres con discapacidad en contextos de salud, y caracterizar experiencias de reivindicación de derechos humanos de este colectivo de mujeres en Chile, desde las voces de activistas y profesionales terapeutas ocupacionales. Método Se realizó un análisis secundario de datos cualitativos de un estudio ejecutado entre los años 2015 y 2020. Desde un enfoque cualitativo y estudio colectivo de casos, se realizó un análisis temático secundario de los datos obtenidos de 8 entrevistadas. Resultados Desde la perspectiva de las informantes, las mujeres con discapacidad experimentan violencia estructural de forma sistemática y transversal, la que atraviesa otras diversas formas de violencia: física, psicológica, sexual, obstétrica y simbólica-institucional. Las experiencias de reivindicación de derechos humanos de este colectivo reflejan procesos de emancipación, resistencia y construcción de prácticas transformadoras de estas vulneraciones. Conclusión Las prácticas de violencia en contextos de salud hacia mujeres con discapacidad en Chile es una situación visualizada como manifestaciones de dominación y opresión contra ellas, que perpetúan su exclusión social y desigualdades en salud. Frente a esta situación de injusticia social, mujeres activistas y profesionales terapeutas ocupacionales plantean la necesidad de implementar estrategias de reivindicación de derechos humanos, junto a prácticas de resistencia colectiva.

    Abstract in English:

    Abstract Introduction The practices of violence in health contexts constitute one of the multiple manifestations of violence against women with disabilities. In Chile, as in the rest of the world, the development of studies on this violence is still incipient. Objectives To characterize practices of violence against women with disabilities in health contexts, and to characterize experiences of vindication of human rights of this group of women in Chile, from the voices of activists and professional occupational therapists. Method A secondary analysis of qualitative data from a study executed between 2015 and 2020 was conducted. From a qualitative approach and collective case study, a secondary thematic analysis of the data obtained from 8 interviewees was performed. Results From the perspective of the informants, women with disabilities experience structural violence in a systematic and transversal way, which crosses other various forms of violence: physical, psychological, sexual, obstetric, and symbolic-institutional. The experiences of this group in claiming their human rights reflect processes of emancipation, resistance, and construction of practices that transform these violations. Conclusion The practices of violence in health contexts toward women with disabilities in Chile is a situation visualized as manifestations of domination and oppression against them, which perpetuate their social exclusion and inequalities in health. Faced with this situation of social injustice, women activists and professional occupational therapists propose the need to implement strategies for the vindication of human rights, together with practices of collective resistance.
  • Na EKO na EBA, goes and comes from immigration: daily, identity and demands of African immigrants’ university students Original Article

    Bezerra, Jonathan Benedito; Alves, Heliana Castro

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução Ao abarcar a diversidade cultural, os direitos humanos e a justiça social – na sua prática e na produção de conhecimento –, a terapia ocupacional tem se interessado em discutir a temática da África problematizando diferentes dinâmicas sociais contemporâneas. Objetivo Compreender a trajetória, a construção da identidade e as demandas de jovens imigrantes africanos estudantes universitários. Método Abordagem qualitativa, utilizando entrevistas semiestruturadas para coleta de dados e análise de conteúdo temática. Resultados A primeira categoria, “Cultura, identidade e cotidiano: atravessando o Atlântico Negro”, abarca a percepção dos jovens acerca da alteridade e diferenças/identificações culturais entre Brasil e a África no cotidiano vivido. Na segunda, “Um país de caçadores?: preconceito, discriminação e imaginário colonial”, tratou-se de relatos de discriminação no cotidiano e o imaginário sobre a África no Brasil. Já a última categoria, “A casa é do outro: apoio/ desamparo institucional e estratégias de enfrentamento”, discute as condições de recepção e permanência do estudante imigrante africano na universidade. Conclusão A trajetória dos estudantes africanos perpassa por necessidades institucionais assistenciais, sociais e relacionais, que imbricam no cotidiano, na cultura e no desempenho acadêmico, ressaltando-se a vivência da discriminação racial dentro e fora da universidade que pauta a alteridade na construção da subjetividade dos jovens. A valorização dos temas africanos demonstra uma tendência da profissão em buscar novas epistemes e construções teórico-metodológicas decoloniais que produzam olhares-outros para o fazer humano no tensionamento da cultura e das relações de poder estabelecidos pelo sistema-mundo-moderno.

    Abstract in English:

    Abstract Introduction By embracing cultural diversity, human rights, and social justice – in its practice and knowledge production –, occupational therapy has been interested in discussing the theme of Africa, problematizing different contemporary social dynamics. Objective To understand the trajectory, the construction of identity, and the demands of young African immigrant university students. Method Qualitative approach using semi-structured interviews for data collection and thematic content analysis. Results The first category, “Culture, identity, and daily life: crossing the Black Atlantic”, encompasses the perception of young people about otherness and cultural differences/identifications between Brazil and Africa in their daily lives. The second, “'A country of hunters?': prejudice, discrimination and colonial imaginary” dealt with reports of discrimination in everyday life and the imaginary about Africa in Brazil; The last category, “'The house belongs to the other': institutional support/helplessness and coping strategies”, discusses the conditions of reception and permanence of the African immigrant student at the university. Conclusion The trajectory of African students goes through institutional care, and social and relational needs, which overlap in daily life, culture, and academic performance, emphasizing the experience of racial discrimination inside and outside the university that guides otherness in the construction of subjectivity of young people. The appreciation of African themes demonstrates a tendency of the profession to seek new epistems and decolonial theoretical-methodological constructions that produce other looks for human action in the tension of culture and power relations established by the modern world system.
  • How is resilience conceptualized and operationalized in occupational therapy and occupational science literature? Protocol for a scoping review Literature Review

    Turner, Justin; Miller, William Cameron; Reid, Holly; Moecke, Débora Melissa Petry; Crosbie, Stephanie; Kamurasi, Ivan; Girt, Mirha; Peter, Maryke; Petlitsyna, Polina; Friesen, Madeline; Towle, Jessica; Knox, Alexandra; Winter, Ashley; Camp, Pat

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução Resiliência é um termo que descreve a habilidade de superar, adaptar ou lidar com eventos estressantes ou perturbadores. Embora pesquisadores e profissionais definam resiliência de diversas maneiras – como resiliência psicológica ou a desastres - o conceito fundamentalmente engloba perseverança no enfrentamento de adversidades. Como especialistas na interação entre indivíduos, comunidades, ambientes e ocupações, terapeutas ocupacionais e cientistas ocupacionais têm potencial para compreender e propiciar a resiliência, com alguns conceitos semelhantes (como adaptação ocupacional). Entretanto, não há nenhuma revisão publicada sobre resiliência na área. Objetivo Explorar como a resiliência é conceituada e operacionalizada na literatura científica de terapia ocupacional e ciência ocupacional. Método Guiados pela metodologia para revisões de escopo proposta pelo Instituto Joanna Briggs, buscou-se por documentos em bases de dados científicas e outras fontes. Dois membros da equipe revisaram documentos para inclusão e as discrepâncias foram resolvidas por uma terceira pessoa. Utilizou-se literatura em inglês (artigos de pesquisa, editoriais, dissertações etc.) publicada desde 1990 que: (1) contenha ‘resilien*’ e (2) seja focada na ocupação, desde que: terapeutas ocupacionais ou cientistas ocupacionais fossem coautores ou participantes da pesquisa; e/ou publicada em periódico focado em terapia ocupacional/ciência ocupacional. Foram reportadas as principais informações dos documentos incluídos, como a metodologia e as teorias de resiliência. Resultados Este estudo está em andamento; foca-se aqui no protocolo de pesquisa, sem resultados. Conclusão As discussões serão úteis para profissionais na prática clínica e pesquisadores buscando por uma conceituação ocupacional de resiliência. De uma perspectiva de justiça social, essa revisão pode destacar evidências de que o engajamento com ocupações pode promover resiliência entre comunidades marginalizadas.

    Abstract in English:

    Abstract Introduction Resilience is a commonly discussed term describing the ability to overcome, adapt to, or cope with stressful/disruptive events. Although researchers and practitioners define resilience in diverse ways – e.g., psychological or disaster resilience – the concept fundamentally encompasses perseverance through adversity. As experts in the interplay between individuals, environments, and occupations, occupational therapists and occupational scientists have great potential to understand and enable resilience, with some similar concepts appearing in occupational theories (e.g., occupational adaptation). However, there are no published reviews of resilience in the occupation-focused literature. Objective We will explore how resilience is conceptualized and operationalized in the occupational therapy and occupational science research literature. Method Guided by the Joanna Briggs Institute scoping review methodology, we will search library databases and other sources for relevant records. Two team members will screen records for inclusion, with discrepancies settled by a third person. We will include English-language literature (including research papers, editorials, dissertations, etc.) published since 1990 which 1) contains the word root ‘resilien*’ and 2) is occupation focused, according to our criteria (occupational therapist/occupational scientist co-authors or research participants; and/or published in occupation-focused periodical). We will report key information of included literature, such as methodology and resilience theories discussed. Results Our study is ongoing at the time of publication; this manuscript reports its protocol without results. Conclusion Findings will be useful for clinicians and researchers looking for occupational conceptualizations of resilience. From a social justice perspective, our review may highlight evidence that occupational engagement can foster resilience among marginalized communities.
  • Development of an evidence-informed education package for occupational therapists for palliative and end of life care: promoting occupational justice Experience Report

    Kessner, Karen; Hitch, Danielle

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Introdução A morte é inevitável, mas os hospitais e serviços de saúde continuam concentrados na manutenção da vida, apesar das pessoas apresentarem declínios relacionados a doenças limitantes da vida. A injustiça social e ocupacional são comuns para as pessoas que recebem cuidados paliativos ou estão no fim de vida, pois experimentam um aumento do desengajamento e desempoderamento ocupacional. Foi identificada uma lacuna em um hospital metropolitano australiano, no departamento de terapia ocupacional, em relação às habilidades clínicas, conhecimento e confiança no trabalho. Objetivo Descrever o desenvolvimento de uma proposta de educação informada por evidências, projetada para apoiar terapeutas ocupacionais para fornecer a melhor qualidade possível de atendimento e promover a justiça ocupacional em cuidados paliativos ou no fim da vida. Método Consulta com pessoas chave e uma revisão dos recursos existentes, incluindo uma auditoria de habilidades, para identificar a prática atual. Uma revisão da literatura profissional e cinzenta foi concluída, e uma avaliação comparativa com organizações semelhantes forneceu uma perspectiva mais ampla sobre a prática australiana atual. Foi também avaliada uma revisão de recursos educacionais disponíveis. Resultados A coleta de dados confirmou que a promoção da justiça ocupacional em cuidados paliativos ou cuidados no fim de vida era pouco reconhecida no serviço de saúde. A avaliação comparativa identificou uma variação significativa nas práticas educacionais em serviços de saúde australianos. A estrutura e o conteúdo de uma sessão de educação clínica presencial foram formulados usando evidências da revisão da literatura e recursos relevantes disponíveis. Há planos de transferir esta proposta educacional para uma plataforma de e-learning com avaliação integrada, permitindo que o conteúdo permaneça atualizado. Conclusão Os terapeutas ocupacionais podem promover justiça ocupacional e social para pessoas que necessitam de cuidados paliativos ou cuidado no fim de vida, mas requerem formação adicional focada na ocupação para otimizar sua prática nesta área.

    Abstract in English:

    Abstract Introduction Death is inevitable, yet hospitals and health services continue to focus on life-sustaining practices despite clients presenting with clear decline related to life-limiting illness. Social and occupational injustice is common for clients receiving palliative or end-of-life care, as they experience increased occupational disengagement and disempowerment. A gap was identified in the Occupational Therapy department of a metropolitan Australian hospital regarding clinician skills, knowledge and confidence in working with these clients. Objective To describe the development of an evidence informed education package designed to support occupational therapists to provide the best possible quality of care and promote occupational justice for clients receiving palliative or end-of-life care. Method Consultation with key stakeholders and a review of existing resources including a skills audit, was conducted to identify current practice. A review of professional and grey literature was completed, and benchmarking with similar organisations provided a wider perspective on current Australian practice. Review of widely available educational resources were evaluated. Results Baseline data collection confirmed that promoting occupational and social justice for people requiring palliative or end-of-life care was under-recognised across the health service. Benchmarking identified significant variation in educational practices across similar Australian health services. The structure and content of a face-to-face clinical education session was formulated using evidence from the literature review and relevant available resources. There are plans to transfer this education package to an e-learning platform with evaluation built into the package to allow content to remain up to date. Conclusion Occupational Therapy clinicians are well placed to promote occupational and social justice for people requiring palliative or end-of-life care but require additional occupationally focused education to optimise their practice in this area.
  • Social occupational therapy, social justice, and LGBTI+ population: with whom we produce our reflections and actions? Reflection/essay Article

    Monzeli, Gustavo Artur

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Este artigo de reflexão teve a proposta de discutir possíveis relações entre terapia ocupacional social, o conceito de justiça social e as possíveis justificativas para a produção de conhecimentos e práticas junto à população LGBTI+. Para isso, tomou-se como base a produção conceitual de justiça social elaborada por Nancy Fraser, o que, para a autora, pode ser analisada por meio de demandas de redistribuição, reconhecimento e representação. Além disso, buscou-se, na história de constituição da terapia ocupacional social, os principais elementos para a identificação e delimitação conceitual dos sujeitos junto aos quais essa perspectiva teórico-metodológica decide focar suas reflexões e ações em conjunto. Foi possível destacar a relevância dos temas de gêneros e de sexualidades para a produção de reflexões e práticas pela perspectiva teórico-metodológica da terapia ocupacional social, uma vez que os sujeitos e grupos dissidentes de gêneros e sexualidades experienciam, em seus cotidianos, desigualdades e injustiças sociais que os impedem de acessar determinados direitos sociais, exercerem sua cidadania, terem suas demandas representadas nas dimensões políticas estatais e terem suas existências reconhecidas nas diferentes realidades sociais. Esta proposta de reflexão não parte da compreensão de que esses sujeitos e grupos demandam ações profissionais por serem considerados “vulneráveis”, mas por compreender que, ao produzir experiências para além das normas de gêneros e de sexualidades, esses sujeitos e grupos passam por inúmeras situações de violências e opressões, diferentes formas de injustiças sociais e negligências de direitos sociais.

    Abstract in English:

    Abstract This reflection article had the purpose of discussing possible relationships between social occupational therapy, the concept of social justice, and possible justifications for the production of knowledge and practices with the LGBTI+ population. For this, the conceptual production of social justice developed by Nancy Fraser was taken as a basis, which for the author can be analyzed through demands for redistribution, recognition, and representation. Furthermore, the main elements for the identification and conceptual delimitation of the subjects with which this theoretical-methodological perspective decides to focus its reflections and actions together were sought in the history of the constitution of social occupational therapy. It was possible to highlight the relevance of the themes of genders and sexualities for the production of reflections and practices from the theoretical-methodological perspective of social occupational therapy, since the dissident subjects and groups of genders and sexualities experience, in their daily lives, social inequalities, and injustices that prevent them from accessing certain social rights, exercising their citizenship, having their demands represented in state political dimensions and having their existence recognized in different social realities. This proposal for reflection is not based on the understanding that these subjects and groups demand professional actions because they are considered “vulnerable”, but because they understand that by producing experiences that go beyond gender and sexuality norms, these subjects and groups go through numerous situations of violence and oppression, different forms of social injustice, and neglect of social rights.
  • Occupational alienation and the mental health of university students Reflection Article/essay

    Nañagas, Maria Lucia; Kantartzis, Sarah

    Abstract in Portuguese:

    Resumo A saúde mental, especialmente na juventude, tem sido uma preocupação predominante nos últimos anos. Os estudantes universitários são uma população particularmente de alto risco para problemas de saúde mental. A mudança de perspectivas no campo da saúde mental apresenta a oportunidade de explorar esse conceito através de uma lente da justiça ocupacional – especificamente a da alienação ocupacional. Tendo por base uma breve revisão da literatura, este ensaio crítico explora a relação entre os conceitos de alienação tanto na perspectiva da sociologia quanto da ciência ocupacional, e considera as contribuições que podem ser obtidas por meio da aplicação desse conceito para entender a saúde mental de estudantes universitários. O uso de uma lente de justiça ocupacional oferece uma oportunidade para uma perspectiva alternativa ao considerar fatores potencialmente contribuintes para os problemas de saúde mental nesta população.

    Abstract in English:

    Abstract Mental health, especially in the youth, has been a prevailing concern in recent years. University students are a particularly high-risk population for mental health problems. Changing perspectives in the field of mental health present the opportunity to explore this concept through an occupational justice lens – specifically that of occupational alienation. Through a brief review of relevant literature, this critical essay will explore the relationship among the concepts of alienation from both a sociology and occupational science perspective, and consider the insights that may be obtained through application of this concept to understanding the mental health of university students. The use of an occupational justice lens provides an opportunity for an alternative perspective when considering factors potentially contributing to the mental health problems in this population.
  • Social occupational therapy, anti-oppression and freedom: considerations about the revolution of/in everyday life Reflection Article/essay

    Farias, Magno Nunes; Lopes, Roseli Esquerdo

    Abstract in Portuguese:

    Resumo A terapia ocupacional social vem se preocupando em lidar com as desigualdades sociais, principalmente no que tange à estrutura de múltiplas opressões. Tomando-se esse pressuposto como parâmetro, avançar na consolidação de referenciais teórico-metodológicos que permitam problematizar o lugar da profissão, na dimensão da sociedade e da atuação sobre ela, é urgente, de maneira a oferecer proposições para uma prática socialmente referenciada. Sendo assim, são apresentados neste ensaio aportes para compor o debate acerca de um pensar/fazer terapêutico-ocupacional social para a antiopressão e intencionado para a liberdade. Trata-se de se voltar para uma ação profissional que combata as estruturas opressivas e mire no alargamento das possibilidades de vida dos sujeitos, individuais e coletivos, com os quais atuamos. Para nós, o foco dessa práxis se dá na dimensão da vida cotidiana dos sujeitos, a qual é marcada pela alienação, mas também pela possibilidade de libertação, que se efetiva na medida em que se cria oportunidades para um inédito-viável e se exerce a revolução (humanização) nessa cotidianidade, podendo ser o terapeuta ocupacional um mediador/articulador no âmbito desse processo. Para isso, propõe-se uma práxis que é perpassada pelo fomento de intervenções que apreendam e lidem com a violência à vida cotidiana (a justa raiva e a indignação), com a suspensão da vida cotidiana (esforço para problematizar de onde se vem e para onde se pode ir) e se direcione para a criação permanente da vida cotidiana (a transformação).

    Abstract in English:

    Abstract Social occupational therapy has been concerned with dealing with social inequalities, especially with regard to the structure of multiple oppressions. Taking this assumption as a parameter, it is urgent to advance in the consolidation of theoretical-methodological references that allow problematizing the role of the profession, in the dimension of society and the performance on it, in order to offer proposals for a socially referenced practice. Thus, this essay presents contributions to compose the debate about a social therapeutic-occupational thinking/doing for anti-oppression and intended for freedom. It is about turning to a professional action that fights oppressive structures and aims at expanding the life possibilities of subjects, individual and collective, with whom we work. The focus of this praxis is in the dimension of the individuals' everyday life, which is marked by alienation, but also by the possibility of liberation, which is effective as opportunities are created for an untested feasibility and the revolution (humanization) is carried out in this everyday life, while the occupational therapist can be a mediator/articulator in this process. For this, the praxis proposed is permeated by the promotion of interventions that apprehend and deal with violence to everyday life (justified anger and indignation), with the suspension of everyday life (effort to problematize where one comes from and to where you can go) and move towards the permanent creation of everyday life (the transformation).
Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Terapia Ocupacional Rodovia Washington Luis, Km 235, Caixa Postal 676, CEP: , 13565-905, São Carlos, SP - Brasil, Tel.: 55-16-3361-8749 - São Carlos - SP - Brazil
E-mail: cadto@ufscar.br