Gênero como marcador das relações de cuidado informal em saúde mental

Gender as a marker of informal care relations in mental health

Luciane Prado Kantorski Vanda Maria da Rosa Jardim Carlos Alberto dos Santos Treichel Ana Paula Muller de Andrade Marta Solange Streicher Janelli da Silva Valéria Cristina Christello Coimbra Sobre os autores

Resumo

Introdução

A interface do gênero enquanto importante categoria no âmbito da saúde mental ainda é incipiente, ocasionando uma reificação de práticas que reproduzem desigualdades e assimetrias entre homens e mulheres cuidadores/as no contexto da atenção em saúde mental no Brasil.

Objetivo

Discutir como o gênero tem marcado as práticas de cuidado desempenhadas pelas famílias, por meio da identificação de diferenças quanto ao perfil sociodemográfico, ao desenvolvimento das atividades de cuidado e às suas repercussões na vida dos familiares de acordo com o sexo dos indivíduos.

Método

Estudo transversal conduzido com 1.242 familiares de usuários/as de Centros de Atenção Psicossocial. Verificou-se a prevalência de cada estrato das variáveis de acordo com o sexo dos indivíduos estudados utilizando o teste qui-quadrado para heterogeneidade.

Resultados

Aspectos, como ausência da divisão da atividade de cuidado, sentimento de sobrecarga, avaliação ruim da qualidade de vida, insatisfação com as relações familiares e manifestação de transtornos psiquiátricos menores, foram mais prevalentemente encontrados entre as mulheres.

Conclusão

Há diferenças importantes entre homens e mulheres cuidadores/as em saúde mental, em especial no que diz respeito às repercussões do cuidado na vida dessas pessoas.

Palavras-chave:
gênero e saúde; cuidadores; saúde mental; serviços comunitários de saúde mental

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