Substratos e níveis de irrigação no crescimento em vaso de rosa do deserto

Ronan Carlos Colombo Vanessa Favetta Marcelo Augusto Aguiar e Silva Ricardo Tadeu de Faria Sobre os autores

RESUMO

Na última década a rosa do deserto ganhou destaque no mercado de flores, principalmente entre colecionadores, devido às suas formas exóticas e esculturais; porém, o cultivo da espécie em escala comercial é bastante recente e pouco se sabe acerca do manejo da cultura, inclusive no que diz respeito à recomendação de substratos. Assim, objetiva-se nesse trabalho estudar a interação entre substratos e níveis de irrigação no desenvolvimento de rosa do deserto em vaso. Conduziu-se o experimento em casa de vegetação em esquema fatorial 6 x 2, com seis repetições, adotando-se seis substratos e dois níveis de irrigação. As misturas foram caracterizadas mensurando-se suas propriedades físicas (densidade e capacidade de retenção de água - CRA) e químicas (pH e condutividade elétrica - CE). Aos 210 dias de cultivo avaliou-se o crescimento das plantas; além do consumo de água pela cultura. Para as misturas compostas por vermiculita verificou-se menor densidade seca em relação às compostas por areia; no entanto, a CRA variou de 428 a 528 mL L-1 entre as misturas, valores próximos aos considerados ideais. De modo geral, o crescimento das plantas teve maiores incrementos nas misturas compostas por fibra de coco mais areia ou vermiculita, independente do nível de irrigação. As misturas vermiculita + fibra de coco e areia + fibra de coco podem ser empregadas para o cultivo em vaso de rosa do deserto, quando se mantiver os níveis de irrigação entre 60-70% e 80-90% da CRA das misturas.

Termos para indexação:
Adenium obesum; consume de água; Apocynaceae.

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