Intensidade da mancha-angular e da antracnose em vagens de feijão em três sistemas de cultivo

Com o objetivo de avaliar a intensidade da mancha-angular (MA) e da antracnose (ANT) em vagens, nove genótipos de feijão foram plantados em três sistemas de plantio: monocultivo (MC), monocultivo com tutoragem artificial (MCT) e consórcio com milho (CCM). No MC, o feijão foi semeado no espaçamento entre fileiras de 0,50 m. Para o MCT, utilizaram-se varas de bambu formando "Vs" invertidos com 1,8 m de altura, nos quais foi mantido o espaçamento entre fileiras de 0,65 m na base. No CCM, o feijão foi plantado simultaneamente ao milho e em suas fileiras. Esse cereal foi semeado no espaçamento de 1,0 m, com quatro plantas por metro. Cada sistema de cultivo foi um ensaio independente, todos instalados na mesma área. Os genótipos trepadores mais suscetíveis à MA apresentaram menos vagens doentes no CCM que no MC e MCT, mas os genótipos menos atacados pela MA, independentemente do tipo de crescimento, como também os outros genótipos suscetíveis de porte anão e semitrepador, foram infectados de forma semelhante nos três sistemas de plantio. A ANT nas vagens do cv. Pérola foi menos intensa no MCT que no MC, e menos intensa no CCM que no MCT. A transmissão da ANT pela semente foi de 11 %, 9,1 % e 4,4 % quando as sementes foram colhidas no MC, MCT e CCM, respectivamente.

Phaeoisariopsis griseola; Colletotrichum lindemuthianum; Phaseolus vulgaris; transmissão por semente


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