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MODIFICAÇÕES MORFOLÓGICAS E FISIOLÓGICAS EM PLANTAS DE Schizolobium parahyba VAR. amazonicum (HUBER EX DUCKE) BARNEBY INTOXICADAS POR GLYPHOSATE

RESUMO

Objetivou-se avaliar as variações morfofisiológicas em plantas de paricá (Schizolobium parahyba var. amazonicum) intoxicadas por glyphosate. O experimento foi realizado em ambiente protegido utilizando plantas de paricá em idade de plantio, as quais foram intoxicadas com doses crescentes de glyphosate: 0 (testemunha); 43,2; 86,2; 129,6 e 172,8 g.ha-1. Aos 7 e 21 dias após a aplicação do herbicida, foram realizadas medições da fotossíntese líquida, transpiração, condutância estomática e temperatura da folha. O grau de intoxicação visual e crescimento da parte aérea e da raiz das plantas foram avaliados aos 21 dias após a aplicação. O paricá manifesta sintomas de intoxicação visual caracterizados por clorose/enrolamento e evolução para necrose/abscisão dos foliolulos mais novos. O crescimento do caule e da raiz das plantas intoxicadas é conservado, contudo, há expressiva perda foliar, podendo o paricá possuir mecanismos de adaptação para tolerar a ação da molécula do herbicida. O decréscimo promovido na fotossíntese por ação indireta do glyphosate representa a principal causa da redução no crescimento das plantas. O decréscimo na condutância estomática, a qual demonstrou ser a variável fisiológica mais sensível ao glyphosate, resultou em menores taxas de transpiração, que, consequentemente, ocasionou elevações na temperatura da folha.

Palavras chave:
Controle químico; Deriva; Paricá; Plantas daninhas

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