COMPARAÇÃO FLORÍSTICO-ESTRUTURAL DOS ESTRATOS ADULTOS E REGENERANTES EM ÁREA MINERADA DE CAMPO RUPESTRE, DIAMANTINA, MG

FLORISTIC-STRUCTURAL COMPARISON OF ADULTS AND REGENERATING STRATA IN A MINED AREA OF CAMPO RUPESTRE, DIAMANTINA, MG

Cristiany Silva Amaral Wander Gladson Amaral Israel Marinho Pereira Paula Alves Oliveira Vinicius de Morais Machado Sobre os autores

Objetivou-se, neste trabalho, comparar a estrutura fitossociológica e verificar a similaridade dos estratos adulto e regenerante em uma antiga lavra de mineração. Para a amostragem da vegetação arbórea, foram alocadas em um transecto de 50×100 m, 50 parcelas de 10×10 m onde foram amostrados todos os indivíduos vivos com diâmetro a 0,3 m do solo ≥ 3 cm (DAS30 ≥ 3 cm). A regeneração natural foi amostrada em subparcelas de 2 x 2 m e 5 x 5 m, onde foram amostrados plantas com 0,1 m ≤ altura < 0,5 m e 0,5 m ≤ altura <1,50 m, respectivamente, estando as subparcelas localizadas no canto superior direito das 50 parcelas permanentes de 10 x 10 m, sendo amostrados indivíduos com DAS30 ≤ 3 cm e altura superior a 10 cm. Foram amostrados para as comunidades adultas e regenerantes 1262 indivíduos, distribuídos por 21 famílias e 45 espécies. O índice de Shannon Weaver (H'), para os estratos adultos e regenerantes foram, respectivamente: 2,18 nats.ind-¹ e 2,73 nats.ind-¹. As espécies com o maior índice de regeneração natural foram Lavoisiera montana (14,28%); Lavoisiera pectinata (14,26%); Microlicia isophylla (14,13%); Baccharis elliptica (10,71%); Baccharis sp 1 (7,15%) e Cambessedia menbranaceae (3,63%). As espécies que se destacaram em relação aos valores de importância no estrato adulto foram Lavoisiera montana(28,59%); Eremanthus erythropappus (29,98%); Microlicia isophylla (5,87%); Pseudobrickellia sp (5,26%); Baccharis elliptica (5,18%) e Palicourea rigida(4,31%). O índice de similaridade de Jaccard entre o estrato regenerante e adulto foi de 69,56%. O estudo permitiu conhecer as principais diferenças florísticas e estruturais dos estratos estudados contribuindo para o conhecimento das principais espécies colonizadoras desse ambiente.

Área degradada; Espécies colonizadoras; Sucessão ecológica; Serra do Espinhaço


UFLA - Universidade Federal de Lavras Universidade Federal de Lavras - Departamento de Ciências Florestais - Cx. P. 3037, 37200-000 Lavras - MG Brasil, Tel.: (55 35) 3829-1706, Fax: (55 35) 3829-1411 - Lavras - MG - Brazil
E-mail: cerne@dcf.ufla.br