RESISTÊNCIA DA MADEIRA MODIFICADA TERMICAMENTE DE Eucalyptus grandis W. Hill ex Maiden AO TÉRMITA DE MADEIRA SECA Cryptotermes sp.

Djeison Cesar Batista Silvana Nisgoski José Tarcísio da Silva Oliveira Graciela Inês Bolzón de Muñiz Juarez Benigno Paes Sobre os autores

RESUMO

Existem atualmente cinco principais processos de modificação térmica em operação na Europa, que aumentam a estabilidade dimensional e a resistência da madeira à biodeterioração, porém, não são eficientes contra o ataque de térmitas. Na verdade, existe pouca pesquisa a respeito do efeito da modificação térmica da madeira na resistência à biodeterioração por térmitas, sejam subterrâneas ou de madeira seca. O objetivo desta pesquisa foi avaliar o efeito do processo brasileiro de modificação térmica VAP HolzSysteme(r) na resistência da madeira de Eucalyptus grandis ao ataque de térmitas de madeira seca Cryptotermes sp. Para tanto, foram testados cinco tratamentos: madeira não tratada de eucalipto, madeira de eucalipto modificada termicamente a três temperaturas finais (140, 160 e 180°C) e madeira de pinus (controle). O ataque foi avaliado em termos de perda de massa, escore médio das notas do desgaste, número de orifícios e mortalidade das térmitas, de acordo com o método proposto pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo. Semelhante aos processos europeus de modificação térmica, o processo brasileiro VAP HolzSysteme(r) também não foi eficaz para melhorar a resistência da madeira de eucalipto ao ataque das térmitas de madeira seca, pelo menos nas condições avaliadas.

Palavras-chave:
processo de modificação térmica; VAP HolzSysteme(r); ataque de térmitas

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