Para verificar a influência da altitude na estrutura anatômica de folhas e do xilema secundário de galhos de indivíduos da espécie Clethra scabra Pers. (Clethraceae) ocorrentes na Serra da Mantiqueira, estado de Minas Gerais, realizaram-se coletas de amostras nas cotas altitudinais de 1500, 1700, 1900 e 2100 m (metros). As folhas e galhos coletados foram fixados e preparados seguindo procedimentos usuais de microtécnica vegetal. Procederam-se análises anatômicas quantitativas utilizando software de análise de imagem. As folhas de C. scabra são hipoestomáticas com epiderme trisseriada e tricomas estrelados, mesofilo dorsiventral, parênquima paliçádico com uma a duas camadas celulares e o parênquima esponjoso com quatro. A nervura central com xilema desenvolvido e o feixe vascular envolvido pela bainha esclerenquimática. Análises de variância (ANOVA) e teste de Scott-Knott demonstraram que as espessuras do limbo foliar, mesofilo e parênquima paliçádico não apresentaram diferenças estatísticas significativas entre as altitudes avaliadas. O xilema secundário apresentou diminuição no comprimento dos elementos de vaso com o aumento da altitude na cota de 2100 m e o diâmetro tangencial dos elementos de vaso aumentaram nas duas menores altitudes e depois reduziram. Índices de vulnerabilidade de Carlquist e de mesomorfia diminuíram ao longo do gradiente altitudinal. Comprimento e diâmetro das fibras diminuíram com elevação da altitude. Assim, a altitude influencia nas modificações anatômicas apresentadas por folhas e galhos de C. scabra, que podem ser relacionadas a sua plasticidade fenotípica em resposta às diferentes condições ambientais.
Palavras-chave:
Carne-de-vaca; Floresta nebular; Mesofilo; Xilema secundário
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Fonte:
Fonte: Autores (2019). Em que: cut - cutícula; ep- epiderme adaxial; pp - parênquima paliçádico; pe -parênquima esponjoso; tr - tricomas tectores estrelados; ebf- envoltório da bainha do feixe.
Fonte: Autores (2019). Em que: a- anéis de crescimento distinto por camadas de fibras com parede mais espessa - seta, porosidade difusa (seção transversal); b- raios uni e multisseriados - seta (seção tangencial); c- placa de perfuração escalariforme - asterisco e fibra septada - seta branca (seção tangencial); d- placa de perfuração escalariforme (macerado); e- pontoações intervasculares alternas com formato poligonal - seta (seção tangencial); f- fibrotraqueídes com pontoações grandes e areoladas - seta (seção tangencial); g- fibra libriforme (macerado).
Fonte: Autores (2019). Em que: Setas - diâmetro tangencial dos vasos.