Este artigo analisa como práticas de autogestão e liderança comunitária em assentamentos informais no Brasil e no México revelam o potencial político das periferias latino-americanas, frequentemente invisibilizadas nas narrativas urbanas dominantes. Com base em uma abordagem qualitativa e colaborativa, o estudo combina revisão bibliográfica, análise documental e a produção de um vídeo participativo desenvolvido em três contextos: Chico Dias (Macapá), Paraisópolis (São Paulo) e Senderos de San Isidro (Ciudad Juárez). Esses territórios, marcados por desigualdades estruturais e pela negligência do Estado, expressam vulnerabilidade e invenção política. A mídia participativa é abordada não apenas como uma ferramenta metodológica, mas como uma prática política que possibilita a co-construção de narrativas territoriais e fortalece as vozes de base. Os resultados mostram que práticas coletivas e solidárias transformam a vida urbana, reconfiguram as relações entre Estado e sociedade e propõem novas formas de governança local.
Palavras-chave
periferias urbanas; autogestão; liderança comunitária; mídia participativa; América Latina
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Fonte: adaptado pelas autoras, em 2025, com base em Cidade (2022).
Fonte: adaptado pelas autoras, em 2025, com base em Carvalho, Contreras-Saldaña e
Fonte: adaptado pelas autoras, em 2025, com base em Cidade (2022).
Fonte: adaptado pelas autoras, em 2025, com base em Cidade (2022).