Equivalência cultural da versão Brasileira do protocolo The Levels of Speech Usage

Amanda Yotoko Felipe Moreti Thays Vaiano Mara Behlau Sobre os autores

RESUMO

Objetivo

Realizar equivalência cultural da versão brasileira do protocolo The Levels of Speech Usage (LSU), por meio de adaptação linguística e cultural.

Método

Inicialmente realizou-se a tradução do LSU para o Português brasileiro por três fonoaudiólogos fluentes na língua inglesa, retrotradução para o inglês por um quarto fonoaudiólogo, comparação com o protocolo original e aprovação de um comitê de fonoaudiólogas não participantes das etapas anteriores; chegou-se ao protocolo LSU-Br. Assim como o instrumento original, a versão traduzida para o Português brasileiro contém cinco opções de resposta: “restrito”, “eventual”, “frequente”, “intenso”, “extremo”, com apenas uma opção de escolha que cabe ao uso de voz no último ano, sendo a opção escolhida o resultado do protocolo. O LSU-Br foi aplicado em 31 sujeitos da população geral, com o acréscimo da opção “não se aplica”, para identificação de questões não compreendidas ou não apropriadas para a população-alvo e a cultura brasileira.

Resultados

O protocolo foi aplicado em 31 sujeitos no total. Não foram encontradas barreiras culturais e conceituais.

Conclusão

Foi verificada equivalência cultural entre o LSU e sua versão traduzida para o Português brasileiro, LSU-Br. A validação do LSU para o Português brasileiro está em andamento após a conclusão dessa etapa.

Descritores
Autoavaliação; Fala; Fonoaudiologia; Inquéritos e Questionários; Protocolos; Voz

ABSTRACT

Purpose

Perform the cross-cultural equivalence of the Brazilian version of the Levels of Speech Usage (LSU) self-report categorical rating scale.

Methods

First, the LSU was translated into Brazilian Portuguese by three speech-language pathologists fluent in English. Next, a back-translation was performed by another speech-language pathologist. A committee of speech-language pathologists compared the translated protocol with its original version and approved it with the name LSU-Br. The Brazilian Portuguese version also contains five answer options: “restrito” (undemanding), “eventual” (intermittent), ”frequente” (routine), “intenso” (extensive), and “extremo” (extraordinary) from which only one must be chosen considering the speech usage of the individual in the past year, and the response chosen is the protocol result. A total of 31 individuals responded to the LSU-Br. The option “does not apply” was added in order to identify any questions that could be misunderstood by the target population or that were not appropriate to the Brazilian culture.

Results

Thirty-one individuals answered the protocol. No cultural or conceptual barriers were founded.

Conclusion

The cross-cultural equivalence between the Levels of Speech Usage scale and its Brazilian version (LSU-Br) was verified. Validation of the LSU-Br is under progress.

Keywords
Self-Assessment; Speech; Speech Language and Hearing Sciences; Surveys and Questionnaires; Protocols; Voice

INTRODUÇÃO

Os protocolos de autoavaliação sobre o uso da voz, validados para o Português brasileiro até o presente momento, não envolvem a percepção do indivíduo referente ao uso de voz independente de uso ocupacional ou questões relacionadas a sensações desagradáveis à fonação(11 Baylor C, Yorkston K, Eadie T, Miller R, Amtmann D. Levels of speech usage: a self-report scale for describing how people use speech. J Med Speech-Lang Pathol. 2008;16(4):191-8. PMid:21743788.).

Alguns protocolos foram cuidadosamente estudados por Baylor et al.(11 Baylor C, Yorkston K, Eadie T, Miller R, Amtmann D. Levels of speech usage: a self-report scale for describing how people use speech. J Med Speech-Lang Pathol. 2008;16(4):191-8. PMid:21743788.) com o objetivo de preencher essas lacunas e criar o protocolo The Levels of Speech Usage (LSU) para que aspectos comportamentais relacionados à fala pudessem ser explorados e apresentar, pelo resultado do protocolo, o real uso da voz percebido por cada cliente.

O protocolo proposto tem um maior nível de abrangência do que, por exemplo, a categorização do grau de exigência vocal em quatro níveis: nível I - elite vocal, como cantores e atores; nível II - usuários de voz profissional como clérigos e conferencistas; nível III - profissionais que utilizam pouco a voz como advogados; nível IV - profissionais que não precisam da voz para trabalhar como operários e balconistas(22 Koufman JA, Isaacson G. The spectrum of vocal dysfunction. Otolaryngol Clin North Am. 1991;24(5):985-8. PMid:1754226.). Neste modelo o respondente é classificado automaticamente por sua ocupação, porém no modelo proposto a resposta reflete sobre o uso de voz em seu dia a dia, sua percepção sobre a quantidade ou exigência de fala.

Outros protocolos mostram recortes do nível de uso da voz(11 Baylor C, Yorkston K, Eadie T, Miller R, Amtmann D. Levels of speech usage: a self-report scale for describing how people use speech. J Med Speech-Lang Pathol. 2008;16(4):191-8. PMid:21743788.,33 Behrman A, Sulica L, He T. Factors predicting patient perception of dysphonia caused by benign vocal fold lesions. Laryngoscope. 2004;114(10):1693-700. http://dx.doi.org/10.1097/00005537-200410000-00004. PMid:15454756.
http://dx.doi.org/10.1097/00005537-20041...
,44 Vilkman E. Voice problem at work: a challenge for occupational safety and health arrangement. Folia Phoniatr Logop. 2000;52(1-3):120-5. http://dx.doi.org/10.1159/000021519. PMid:10474011.
http://dx.doi.org/10.1159/000021519...
), porém com algumas limitações elencadas a seguir: 1- Estes estudos foram elaborados para pacientes com alteração de voz em tratamento fonoaudiológico excluindo-se indivíduos com distúrbios da comunicação tais como disartria, afasia, apraxia e disfluência, além de sujeitos que não apresentam qualquer alteração de comunicação restringindo assim o público para aplicação dos protocolos; 2- As escalas concentram as demandas vocais em atividades ocupacionais, excluindo seu uso nos demais ambientes e atividades que podem contribuir para um uso aumentado de fala; 3- Alguns instrumentos, embora tenham foco na demanda ocupacional, não se preocupam com os diferentes graus de exigência vocal observado numa mesma população; 4- Dependem do julgamento clínico, pois muitas vezes os protocolos são preenchidos pelo profissional e o uso da voz do paciente pode não ser representado. Diante deste panorama revela-se a importância da autoavaliação do paciente sobre a sua própria fala que pode ser altamente informativa para identificar os objetivos do tratamento e avaliar o seu próprio progresso1.

O protocolo LSU é uma escala de autoavaliação que apresenta o nível de fala percebido pelo sujeito, partindo do uso vocal mais leve ao mais extremo. Pode ser aplicado em adultos, com ou sem ocupação laboral, absorvendo uma ampla gama de distúrbios da comunicação e situações de vida(11 Baylor C, Yorkston K, Eadie T, Miller R, Amtmann D. Levels of speech usage: a self-report scale for describing how people use speech. J Med Speech-Lang Pathol. 2008;16(4):191-8. PMid:21743788.,55 Gray C, Baylor C, Eadie T, Kendall D, Yorkston K. The Levels of Speech usage rating scale: comparison of client self-rating with speech pathologist rating. Int J Lang Commun Disord. 2012;47(3):333-44. http://dx.doi.org/10.1111/j.1460-6984.2011.00112.x. PMid:22512518.
http://dx.doi.org/10.1111/j.1460-6984.20...
) contribuindo para a avaliação de diferentes populações: com ou sem utilização de voz ocupacional, com diferentes demandas de voz dentro de seus níveis (I, II, III ou IV)(22 Koufman JA, Isaacson G. The spectrum of vocal dysfunction. Otolaryngol Clin North Am. 1991;24(5):985-8. PMid:1754226.), sem depender do julgamento clínico e incluindo diferentes diagnósticos e patologias, que não são contemplados por outros protocolos, como os citados acima.

Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi realizar a equivalência cultural da versão brasileira do protocolo LSU, sendo essa a primeira etapa, por meio de adaptação linguística e cultural, que terá na sua próxima etapa a aplicação do protocolo na população geral brasileira.

MÉTODO

A presente pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Taubaté - UNITAU (CAAE 63508316.0.0000.5501 e parecer número 2011980 de 01/06/2017). Todos os sujeitos investigados concordaram em participar do estudo da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

A equivalência linguística do protocolo aconteceu nas seguintes etapas, a versão original (Anexo A) foi traduzida para o Português brasileiro por três fonoaudiólogas fluentes na língua inglesa (Tradutor 1 – T1, Tradutor 2 – T2 e Tradutor 3 – T3), as traduções foram sobrepostas considerando as equivalências culturais e conceituais da língua. O resultado foi a primeira versão no Português brasileiro (Versão em Português – VP). A segunda etapa consistiu no envio da VP para uma quarta fonoaudióloga fluente na língua inglesa, e que não conhece a versão inicial do protocolo nem os objetivos do estudo, para a realização da retrotradução para a língua original do instrumento (Quadro 1).

Quadro 1
Processo de tradução e adaptação cultural do protocolo The Levels of Speech Usage (LSU) para o Português brasileiro

Para equivalência cultural seguimos as etapas seguintes, a primeira versão em português e a retrotradução foram comparadas entre si e ao instrumento original. As discrepâncias existentes foram analisadas por um comitê de três especialistas em voz e com proficiência em inglês, não participantes das etapas anteriores. Foram realizadas mudanças necessárias tanto na linguagem quanto no layout para facilitar a resposta do participante e incluída a opção “não aplicável” para identificação de questões não compreendidas ou não aprovadas para a cultura brasileira, chegando-se à versão final com equivalência cultural e linguística do protocolo LSU em sua versão traduzida LSU-Br (Apêndice A).

LSU-Br, assim como o original em inglês, é respondido pelo próprio sujeito de acordo com sua percepção do uso de voz no último ano. O sujeito deve escolher apenas uma das cinco opções (restrito, eventual, frequente, intenso, extremo), sendo que sua escolha indicará o resultado do protocolo.

O LSU- Br, juntamente com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, foi aplicado em 31 sujeitos da população geral, com o acréscimo da opção “não se aplica”, para identificação de questões não compreendidas ou não apropriadas para a população-alvo e a cultura brasileira. A amostra foi composta de 15 sujeitos do gênero feminino e 16 do masculino, idades entre 18 e 62 anos média de 36,6 anos.

RESULTADOS

Os resultados apresentados para esta primeira parte do estudo foram respostas variando entre todos os itens apresentados: Restrito (1 sujeito), Eventual (7 sujeitos), Frequente (14 sujeitos), Intenso (8 sujeitos) e Extremo (1 sujeito), “não se aplica” (sem respostas), apresentando a maior escolha como “frequente”, resposta central, e as extremidades do protocolo com as menores respostas (“restrito” e “extremo”). Os participantes desta primeira etapa incluíram: cantores, fonoaudiólogos, vendedores, donas de casa, empresários e um sujeito aposentado com relato de características de presbifonia, sem diagnóstico.

A composição final da versão traduzida e culturalmente adaptada do LSU, para o Português brasileiro foi intitulado LSU-Br (Apêndice A), com cinco alternativas de resposta como o protocolo original.

Nenhum dos participantes escolheu a opção “não aplicável”. Não foram encontradas barreiras culturais e conceituais, não houve outras modificações.

DISCUSSÃO

O LSU é uma escala de autoavaliação, como outras validadas e confiáveis(66 Behlau M, Madazio G, Moreti F, Oliveira G, Santos LM, Paulinelli BR, et al. Efficiency and cutoff values of self-assessment instruments on the impact of a voice problem. J Voice. 2016;30(4):506.e9-18. http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2015.05.022. PMid:26168902.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2015....
) que pode ser usada para descrever de forma eficiente o quanto o indivíduo utilizou sua voz no último ano para fins clínicos e de pesquisa(11 Baylor C, Yorkston K, Eadie T, Miller R, Amtmann D. Levels of speech usage: a self-report scale for describing how people use speech. J Med Speech-Lang Pathol. 2008;16(4):191-8. PMid:21743788.). O LSU mostrou-se um instrumento aplicável em pessoas em uma ampla gama de situações, incluindo distúrbios da comunicação(55 Gray C, Baylor C, Eadie T, Kendall D, Yorkston K. The Levels of Speech usage rating scale: comparison of client self-rating with speech pathologist rating. Int J Lang Commun Disord. 2012;47(3):333-44. http://dx.doi.org/10.1111/j.1460-6984.2011.00112.x. PMid:22512518.
http://dx.doi.org/10.1111/j.1460-6984.20...
,77 Anderson L, Baylor C, Eadie T, Yorkston K. Describing speech usage in daily activities in typical adults. J Voice. 2015;30(1):42-52. http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2015.02.001. PMid:25873543.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2015....
). No caso da fase de adaptação do LSU-Br, nenhum dos sujeitos optou pela opção “não se aplica”, não sendo necessárias modificações para que o protocolo fosse aceito pela população.

A obtenção da equivalência cultural é a primeira etapa para a validação de protocolos e é essencial para que não existam barreiras entre o instrumento e sua população-alvo em diferentes países para que as possíveis diferenças socioculturais entre as culturas e os idiomas sejam resolvidas, não sendo uma mera tradução literal do instrumento original. Essa etapa já foi realizada com sucesso em validações de outros protocolos na área da Fonoaudiologia no Brasil(88 Rocha BR, Moreti F, Amin E, Madazio G, Behlau M. Cross-cultural adaptation of the Brazilian version of the protocol Evaluation of the Ability to Sing Easily. CoDAS. 2014;26(6):535-9. http://dx.doi.org/10.1590/2317-1782/20142014175. PMid:25590918.
http://dx.doi.org/10.1590/2317-1782/2014...

9 Zambon F, Moreti F, Nanjundeswaran C, Behlau M. Cross-cultural adaptation of the Brazilian version of the Vocal Fatigue Index - VFI. CoDAS. 2017;29(2):e20150261. http://dx.doi.org/10.1590/2317-1782/20172015261. PMid:28300936.
http://dx.doi.org/10.1590/2317-1782/2017...

10 Moreti F, Zambon F, Oliveira G, Behlau M. Cross-cultural adaptation, validation, and cutoff values of the Brazilian version of the Voice Symptom Scale- VoiSS. J Voice. 2014;28(4):458-68. http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2013.11.009. PMid:24560004.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2013....
-1111 Costa T, Oliveira G, Behlau M. Validation of the voice handicap Index: 10 (VHI-10) to the Brazilian Portuguese. CoDAS. 2013;25(5):482-5. http://dx.doi.org/10.1590/S2317-17822013000500013. PMid:24408554.
http://dx.doi.org/10.1590/S2317-17822013...
), e serviu de exemplo e modelo para este projeto.

Os 14 sujeitos que responderam Frequente ao protocolo relataram sua percepção do real uso de voz durante o último ano. O sujeito que relatou nível Extremo de uso da voz é nível I – elite vocal(22 Koufman JA, Isaacson G. The spectrum of vocal dysfunction. Otolaryngol Clin North Am. 1991;24(5):985-8. PMid:1754226.), tem três empregos e seu sucesso profissional depende quase totalmente da qualidade da sua voz e, além do seu uso profissional é um sujeito extrovertido e muito comunicativo o que acentua ainda mais o seu uso de voz. Sua resposta abrange todo o seu uso de voz do dia a dia, além do seu uso profissional, intensificando a relevância do LSU-Br(11 Baylor C, Yorkston K, Eadie T, Miller R, Amtmann D. Levels of speech usage: a self-report scale for describing how people use speech. J Med Speech-Lang Pathol. 2008;16(4):191-8. PMid:21743788.).

Por outro lado, o sujeito que apresentou a resposta como Restrito trabalha em um escritório e se comunica diretamente com todos os funcionários da empresa(44 Vilkman E. Voice problem at work: a challenge for occupational safety and health arrangement. Folia Phoniatr Logop. 2000;52(1-3):120-5. http://dx.doi.org/10.1159/000021519. PMid:10474011.
http://dx.doi.org/10.1159/000021519...
), (nível III – profissionais que utilizam pouco a voz(22 Koufman JA, Isaacson G. The spectrum of vocal dysfunction. Otolaryngol Clin North Am. 1991;24(5):985-8. PMid:1754226.)) e seu ambiente familiar é composto de muitos filhos e netos, mesmo assim, seu resultado foi o que lhe pareceu mais próximo do seu uso de fala no dia a dia do seu último ano, dentro de suas necessidades de uso de voz. Seu resultado aponta um uso restrito, diferente do que um terapeuta poderia inferir ouvindo seu histórico, novamente apontando a relevância do protocolo LSU-Br(11 Baylor C, Yorkston K, Eadie T, Miller R, Amtmann D. Levels of speech usage: a self-report scale for describing how people use speech. J Med Speech-Lang Pathol. 2008;16(4):191-8. PMid:21743788.).

O uso da voz é um assunto importante a ser mensurado e um tema de alta relevância para continuar a ser pesquisado, tanto para a população geral, indivíduos com queixa(1212 Ebersole B, Soni RS, Moran K, Lango M, Devarajan K, Jamal N. The influence of occupation on self-perceived vocal problems in patients with voice complaints. J Voice. 2018;32(6):673-80.. http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2017.08.028. PMid:28967587.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2017....
), população de risco para disfonia, quanto para públicos específicos(1313 Buckley KL, O’Halloran PD, Oates JM. Occupational vocal health of elite sports coaches: an exploratory pilot study of football coaches. J Voice. 2015;29(4):476-83. http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2014.09.017. PMid:25737473.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2014....
), cantores(1414 Franca MC, Wagner JF. Effects of vocal demands on voice performance of student singers. J Voice. 2015;29(3):324-32. http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2014.07.004. PMid:25510164.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jvoice.2014....
), atores ou dentro de consultórios, empresas, e outros. Com a conclusão do processo de tradução e adaptação para o Português brasileiro, terá início o processo de validação do LSU-Br. Nessa etapa, será verificada se a quantidade de uso da voz influencia diretamente a queixa vocal ou até o distúrbio vocal na população geral.

CONCLUSÕES

Foi verificada equivalência cultural e linguística entre o LSU e sua versão traduzida para o Português brasileiro LSU-Br. A validação do LSU-Br para o Português brasileiro está em andamento, após a conclusão dessa etapa.

Anexo A. Protocolo The Levels of Speech Usage-(LSU)

How Do You Use Your Speech?

While communication is important to everyone, different people use their speech in different ways. Think of how you have typically used your speech over the past year. Choose the category below that best describes you.

_____ Undemanding:

Quiet for long periods of time almost every day:

Almost never

  • talk for long periods

  • raise your voice above a conversational level,

  • participate in group discussions, give a speech or other presentation

_____ Intermittent:

Quiet for long periods of time on many days

Most talking is typical conversational speech

Occasionally:

  • talk for longer periods

  • raise voice above conversational level

  • participate in group discussions, give a speech or other presentation

_____ Routine:

Frequent periods of talking on most days

Most talking is typical conversational speech

Occasionally:

  • talk for longer periods

  • raise voice above conversational level

  • participate in group discussions, give a speech or other presentation

_____ Extensive:

Speech usage consistently goes beyond everyday conversational speech.

Regularly:

  • talk for long periods

  • talk in a loud voice

  • participate in group discussions, give presentations or performances

Although the demands 011 your speech are often high, you are able to continue with most work or social

activities even if your speech is not perfect.

_____ Extraordinary:

Very high speech demands

Regularly:

  • talk for long periods of time

  • talk with loud or expressive speech or

  • give presentations or performances.

The success of your work or personal goals depends almost entirely on the quality of your speech and voice.

J Med Speech Lang Pathol. Author manuscript; available in PMC 2011 July 6.

Apêndice A   Versão traduzida e culturalmente adaptada do protocolo The Levels of Speech Usage – (LSU), chamado The Levels of Speech Usage para o Brasil – LSU-Br

Como você usa a sua fala?

Apesar da comunicação ser importante para todas as pessoas, cada um se comunica de um modo diferente. Pense em como você falou no último ano. Escolha a categoria abaixo que melhor descreve você. Escolha um dos itens abaixo.


Categoria de uso vocal

  • Trabalho realizado no Centro de Estudos da Voz – CEV – São Paulo (SP), Brasil, como pré-requisito para conclusão do Curso de Especialização em Voz.
  • Fonte de financiamento: nada a declarar.

REFERÊNCIAS

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    29 Ago 2019
  • Data do Fascículo
    2019

Histórico

  • Recebido
    31 Ago 2018
  • Aceito
    10 Dez 2018
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