Teleprogramação dos sistemas de implante coclear

Paola Angelica Samuel Maria Valéria Schmidt Goffi-Gomez Aline Gomes Bittencourt Robinson Koji Tsuji Rubens de Brito Sobre os autores

OBJETIVO:

verificar a efetividade da programação remota do implante coclear por meio dos níveis de estimulação e resultados nos testes de percepção de fala e audiometria em campo livre.

MÉTODOS:

Foram selecionados 12 pacientes de ambos os gêneros, com idade entre 18 e 59 anos, usuários de implante coclear do mesmo modelo de unidade interna e processador de fala por no mínimo 12 meses. As programações remota (PR) e presencial (PP) foram realizadas no mesmo dia, medindo-se os níveis mínimos (níveis T) e máximos (níveis C) de estimulação de cinco eletrodos, com interpolação dos demais. Foram aplicados testes de percepção de fala (frases em contexto aberto e monossílabos - gravação a 65 dBNPS) e audiometria em campo livre nas frequências de 250 a 8.000 Hz. Os resultados foram comparados entre PR e PP.

RESULTADOS:

Houve diferença na média dos níveis T em três eletrodos e dos níveis C em um eletrodo. Não houve diferença entre os resultados obtidos nos testes de percepção de fala e nos limiares audiométricos na PP e PR.

CONCLUSÃO:

A realização da programação remota é simples e eficaz para a programação dos dispositivos de implante coclear e, embora tenha mostrado diferenças nos níveis de estimulação, não interferiu no desempenho da percepção de fala.


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